<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923</id><updated>2011-06-07T23:18:57.343-07:00</updated><category term='manifesto'/><category term='musica'/><category term='teologia do novo barulho'/><category term='manifesto contra o trabalho'/><category term='anarco-individualismo'/><category term='luther blisset'/><category term='stirner'/><category term='Polícia'/><category term='Refused'/><category term='punk'/><category term='Black Flag'/><category term='provos'/><category term='discursos'/><category term='Vídeos'/><category term='Maio francês'/><category term='coleção baderna'/><category term='Livros'/><category term='comunicado de imprensa'/><category term='krisis'/><category term='chamado ás armas'/><category term='situacionismo'/><category term='contracultura'/><category term='peças fonográficas'/><category term='Arte'/><category term='GBH'/><category term='drogas'/><category term='convocação'/><title type='text'>comitê de treinamento de macacos espaciais</title><subtitle type='html'>As 8 regras do Clube da Luta
1-Você não fala sobre o Clube da Luta 
2-Você NÃO fala sobre o Clube da Luta 
3-Quando alguém gritar "pára!", ficar no chão ou desmaiar, a luta acaba 
4-Só dois caras por luta 
5-Uma luta de cada vez 
6-Sem camisa, sem sapatos 
7-As lutas duram o tempo que for necessário 
8-Se for a sua primeira vez no Clube da Luta, você tem que lutar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>John Doe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15669413656567949097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>35</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-2579925453386961097</id><published>2008-11-14T05:39:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T06:05:17.083-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Acioli - Nada a declarar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---&gt; &lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=H34mLyobstc&amp;amp;eurl=http://omedi.net/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=H34mLyobstc&amp;amp;eurl=http://omedi.net/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;---(escrito e dirigido por Gustavo Acioli)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc0000;"&gt;O mundo não está para sonhadores &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os medíocres impõem uma realidade "antibiótica". Definem o senso comum como necessário. O sujeito, imbecilizado, é tragado pelo sistema.&lt;br /&gt;"Eu fumo só de sacanagem."&lt;br /&gt;"O próprio marxismo virou ópio do povo."&lt;br /&gt;Crise temática.&lt;br /&gt;Amor é o caralho.&lt;br /&gt;Xingar Deus e o mundo em nome dos outros - dos menos favorecidos - é pretensão.&lt;br /&gt;O povo = os brasileros pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais a declarar - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Quer um queijo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;_______________&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Meu amigo Joe&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Gustavo Acioli&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Talvez fora melhor a surdez&lt;br /&gt;Pra só sentir as vibrações dos sons&lt;br /&gt;e dançar solto;&lt;br /&gt;E fora preferível a embriagues&lt;br /&gt;- O entorpecimento é lícito,&lt;br /&gt;se não vou ficar mais torpe&lt;br /&gt;Quisera ostentar a alegria dos que dançam a minha volta&lt;br /&gt;Balançando o popozão&lt;br /&gt;Quisera ostentar a alegria dos que dançam a minha volta&lt;br /&gt;Balançando o popozão&lt;br /&gt;Másacolé maluco, sacolé&lt;br /&gt;Botei a bunda na cabeça&lt;br /&gt;E cultivei um puta fungo no pé&lt;br /&gt;Sambei na merda, baguncei a Sé&lt;br /&gt;Também não fora por desgosto&lt;br /&gt;Só por gosto&lt;br /&gt;Bob Dylan não falava nada&lt;br /&gt;(Refrão)&lt;br /&gt;Meu amigo Joe me ensinou&lt;br /&gt;Não importam os poemas o importante é ser poeta&lt;br /&gt;Meu amigo Joe me ensinou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-2579925453386961097?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/2579925453386961097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=2579925453386961097' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/2579925453386961097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/2579925453386961097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/11/acioli-nada-declarar-httpbr.html' title=''/><author><name>Analoompa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14282786723962673224</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://2.bp.blogspot.com/_kvhRFzq3KFM/SP3kftyUICI/AAAAAAAAAAM/uWnF4ioRXDw/S220/Image262.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-6884058692998404454</id><published>2008-10-20T17:23:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T17:41:06.580-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luther blisset'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='musica'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SP0h1yaiovI/AAAAAAAAAJM/Vp7kFH3rpzQ/s1600-h/macaco_acima_abaixo_web-thumb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259397147788485362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SP0h1yaiovI/AAAAAAAAAJM/Vp7kFH3rpzQ/s320/macaco_acima_abaixo_web-thumb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesto Por Uma Frente de LIBERTAÇÃO MUSICAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Luther Blisset&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo a ideologia dominante (ou seja lá que monstro vem dominando as pessoas) tem as afastado de um caminho que leve a um mínimo de resistência contra as apropriações de expressões humanas comumente denominadas de expressões artístico- culturais.&lt;br /&gt;A divisão da vida humana em esferas separadas operada na sociedade capitalista, na qual cultura, economia, política, religião, etc. aparecem como manifestações distintas, transparece na separação entre "público" e "artista", ou melhor, na existência de um público – consumidor de produtos "culturais" – e um "artista" – produtor de "cultura". A cultura passa a ser algo produzido por alguém ou alguns, como uma bicicleta ou uma casa, e não mais como uma manifestação social, de uma sociabilidade e de um imaginário social específicos. A quebra destas separações é um dos objetivos da revolução, sem dúvida.&lt;br /&gt;Esta separação abre espaço para existência da indústria cultural, corolário da existência do artista, do público e da propriedade, isto é, do capitalismo. Se a separação da vida em esferas ou compartimentos é condição de existência da indústria cultural, esta, por sua vez, intensifica a separação entre público (sinônimo de consumidor passivo, alienado e sem vida própria) e "artista" (o produtor de "cultura", o operário da indústria cultural: que se diferencia de um operário comum por não possuir a dignidade deste último, pois se nega a aceitar o fato de ser operário e com isso expor a existência da indústria cultural ao público, se escondendo atrás do rótulo de "artista" que pressupõe ao senso comum independência e autonomia, sendo assim cúmplice intencional da ideologia dominante). Ocorre que o artista como produtor cultural passa a ser visto e "vendido" – com todo apoio da concepção de propriedade e apropriação própria da sociedade capitalista arraigada em todas as pessoas – como o autor, o criador, que assim como Deus, tira algo do nada. Esta concepção e falsa idéia é o que sustenta a irracionalidade dos direitos autorais e consequentemente da indústria fonográfica e cultural em geral. O artista ou autor não é mais do que a homologia terrestre da crença e irracionalidade divina. O fosso que existe entre as sociedades humanas e Deus é recriado na terra entre Artista e público. "Se Deus existe, o homem é escravo" já dizia o velho Bakuna. Pois bem, se o Autor, o Artista, existe, o homem é público (isto é, espectador passivo, alienado, escravo). O corpo que expressa uma "nova" melodia não está suspenso no vácuo, mas se encontra localizado histórica e socialmente, e tanto aos de hoje como aos de ontem pertencem também esta "nova" melodia. Estas questões já foram expressas pelos clássicos anarquistas. Leiam Proudhon a respeito do tema, se ainda não se convenceram de que não existe "produção" que não seja coletiva. O mesmo se aplica à música ou outras manifestações e linguagens humanas.&lt;br /&gt;Decorre disso que a relação da música com seu "criador"(preferiria usar a palavra "gerador")não é de espécie diferente, ou pela razão não deveria ser de espécie diferente, daquela entre os pais e sua cria: "Geraste mas não te pertence, não lhes são propriedade. Os genes que lhes dão forma vieram de combinações muitas, e tantas outras modificações que escapam da história, não tiveram origem em ti e tua/teu parceir@, são produto das experiências e acasos da natureza". Da mesma forma, uma melodia gerada por alguém é produto de combinações e experiências musicais e sonoras que se perdem na história e que atingiram de alguma forma este indivíduo, e sem as quais seria inconcebível tal "criação".&lt;br /&gt;A concepção irracional de direitos autorais, que só pode nascer dentro do individualismo capitalista, acaba se tornando um meio eficaz de afastar as expressões populares do meio onde elas surgem, e transformá-las em bens de consumo para o enriquecimento da indústria capitalista e daqueles que se vendem sob o rótulo de autores ou artistas.&lt;br /&gt;Nasce uma música em cima de um morro, num boteco, numa garagem, ela então é afastada de seu ambiente, da sociedade e das condições criadas pelo grupo social em que ela nasceu, através de um negócio feito entre a indústria e o gerador, o AUTOR. Essa música assim não será mais do morro, do boteco ou da garagem, não mais lá ela será tocada, os copyrights e os direitos privados de execução não o permitem, se ouvires estarás testemunhando uma transgressão da lei. Essa música foi roubada pelos capitalistas, que com o artefato ideológico do AUTOR e do ARTISTA conseguem que seu roubo seja aceito sem maiores reclamações além de seduzir o gerador para ser cúmplice deste roubo. "A propriedade é um roubo", já dizia o velho Proudha. Uma melodia ou um riff que teriam uma vida livre e social, passam a estar sob o jugo capitalista, servindo aos seus interesses mesquinhos. Este é um manifesto, entre outras coisas, para a criação de uma FRENTE DE LIBERTAÇÃO MUSICAL.&lt;br /&gt;Eu me envergonharia de dizer coisas que podem parecer tão óbvias se de fato, até pouco tempo atrás, eu não compartilhasse do senso comum que supervaloriza uma tal de "criação própria", que é algo metafísico, e que nos faz esquecer e aceitar a música que nos foi roubada e que além de tudo é um fruto direto da ideologia capitalista-individualista, do AUTOR, de DEUS, e por consequência dos direitos autorais e de propriedade. Não se trata de deixar de incentivar a geração de "novas" músicas, mas simplesmente de pararmos de enxergar aquilo que nos quer vender a indústria cultural como algo que não é nosso, mas sim que nos foi roubado, como algo que devemos expropriar, re-utilizar, modificar, combinar, gozar, brincar, etc.&lt;br /&gt;No meio anarco-punk/hardcore é padrão uma certa repugnância em se tocar muitos "covers" e principalmente em se tocar músicas que estão sob copyright de indústrias capitalistas e/ou sob domínio de bandas (AUTORES) que compactuam com a indústria cultural. Parece muitas vezes que se está a sujar o sangue se se toca uma música ou melodia que ganhou notoriedade através de um Sex Pistols ou The Clash, que posam legalmente como autores de tais. Este tipo de pensamento só tem um fundamento racional (mas não creio que seja isto que o mova): evitar divulgar o produto vendido por esta indústria/artista. Este é um perigo real que os expropriadores musicais devem estar atentos. Por isso deve estar sempre clara uma posição e uma propaganda contra a indústria e o artista por parte dos expropriadores, mostrando o quanto são repugnantes. Porém, creio eu que a força motriz de tal atitude por parte de anarco-punks e afins, está no fato de vincularem de forma inextricável a criatura ao criador, fruto de uma concepção ao mesmo tempo burguesa e teísta. Assim como o filho não tem culpa dos pais que têm, a música também não o tem. se se pensa de outra forma se está a jogar o jogo da indústria cultural. Essa moral transcendental encarnada pelos punks retira de questionamento os direitos autorais, pois nem sequer passam a querer transgredí-lo. A música apropriada pelo artista e pela indústria passa a ser mal vista pelos punks, aqueles que por sua formação política seriam potencialmente o grupo que tenderia mais a uma atividade expropriadora. Desta forma a indústria fonográfica pode ficar mais tranqüila com relação ao respeito aos seus "direitos". Talvez outro motivo que aja de forma a causar essa repugnância em não se tocar músicas de "autoria própria" principalmente se de uma banda vendida, esteja na própria falta de personalidade e individualidade que assola os indivíduos da nossa sociedade, e talvez principalmente os punks. Pois parece muitas vezes pelas reações de alguns, que tocar uma música que a indústria vende como do The Clash é como se o indivíduo estivesse com isso encarnando o caráter e as atitudes dos indivíduos desta banda. Talvez aqueles que pensam assim, assim o pensem por eles mesmos agirem desta forma na sua vida por falta de "personalidade própria", apenas assumindo papéis e identidades prontos e vendidos pelo capitalismo.&lt;br /&gt;Deve se deixar também claro que não trata-se aqui de aplaudir ou se quer gostar de bandas "covers", ou daquelas que querem parecer com seus ídolos e que querem replicar e reproduzir não somente a música, mas fazem tudo para encarnar o espírito da banda consagrada. Não se trata de gostar ou ver algo belo em clones. Clones são repugnantes de fato. E geralmente as pessoas acostumadas a serem público em todas as esferas da vida se tornarão clones quando tiverem espaço em um palco, seja ele em que esfera da vida for. A personalidade e a individualidade são características de um mundo libertário, a meu ver, e isso deve ser valorizado. Odiaria viver em um mundo de "macacos e imitação", com semi-pessoas.&lt;br /&gt;Mas trata-se de observar que a metafísica "música própria" não é a única forma legítima de expressão musical potencialmente revolucionária. É também revolucionário resistir à apropriação da música, que é produto social, pela indústria cultural e artistas. Se as letras não servem aos nossos ideais, sentimentos e momentos, troquê-mo-las. Se o arranjo e a velocidade não são do nosso gosto, troquê-mo-los. Expropriar não é somente pegarmos de volta do jeito pasteurizado com que a indústria nos vende a nossa música, mas a reformularmos, constantemente se for o caso, adaptando-a a nossos propósitos e desejos. Se o riff ou a melodia não nos agrada, geremos uma música "nova". Mas não temos porque rejeitarmos melodias que nos inspiram, que nos agradam, só porque nos dizem que ela possui dono. Não serei Shakespeare por recitar um poema que dizem ser seu, nem Michael Jackson por tocar um música que dizem ser sua.&lt;br /&gt;Expropriar músicas não somente é legítimo, é necessário. Preencher de conteúdo o máximo revolucionário (não somente no sentido lírico) todas as músicas possíveis deve ser pensado. Ou você acha que "Ay Carmela" foi escrita pelos revolucionários espanhóis de 1936? Ou você acha que aquela letra que você conhece foi a única que foi casada com aquela música? Este é um bom exemplo de reformulação e do potencial revolucionário que isto tem.&lt;br /&gt;Pois então que o "Should i Stay or Should i go" seje trocado por "Devo aceitar ou me revoltar". Ou vamos deixar a Levis e a Sony em paz?&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS MACACOS ESTÃO DE VOLTA!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-6884058692998404454?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/6884058692998404454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=6884058692998404454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/6884058692998404454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/6884058692998404454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/10/manifesto-por-uma-frente-de-libertao.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SP0h1yaiovI/AAAAAAAAAJM/Vp7kFH3rpzQ/s72-c/macaco_acima_abaixo_web-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-7963471416212545109</id><published>2008-06-15T14:09:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:14:02.163-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situacionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maio francês'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SFWGUYERXTI/AAAAAAAAAFo/-XP09-7QSRQ/s1600-h/etudiantsouvriers1968www.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SFWGUYERXTI/AAAAAAAAAFo/-XP09-7QSRQ/s320/etudiantsouvriers1968www.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212219828367088946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Manifesto da Internacional Situacionista&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova força humana, que a estrutura existente não poderá dominar, cresce dia a dia com o irresistível desenvolvimento técnico e a insatisfação de seus usos possíveis em nossa vida social carente de sentido.&lt;br /&gt;A alienação e a opressão nesta sociedade não podem ser mantidas sob qualquer uma de suas variantes, mas somente rejeitadas em bloco com esta mesma sociedade. Todo progresso real fica evidentemente em suspenso até a solução revolucionária da crise multiforme do presente.&lt;br /&gt;Quais são as perspectivas de uma organização da vida em uma sociedade que autenticamente "reorganiza a produção sobre as bases de uma associação livre e igual de produtores"? A automatização da produção e a socialização dos bens vitais reduzirão cada vez mais o trabalho como necessidade exterior e proporcionarão, finalmente, a liberdade completa para o indivíduo. Livre assim de toda responsabilidade econômica, livre de todas as dívidas e culpas para com o passado e o próximo, o homem disporá de uma nova mais-valia incalculável em dinheiro porque é impossível reduzi-la para a medida do trabalho assalariado: o valor do jogo, da vida livremente construída. O exercício de tal criação lúdica é a garantia da liberdade de cada um e de todos na estrutura da única igualdade garantida contra a exploração do homem pelo homem. A liberação do jogo é a autonomia criativa, que supera a velha divisão entre o trabalho imposto e o ócio passivo.&lt;br /&gt;A igreja queimou noutros tempos os pretensos feiticeiros para reprimir as tendências lúdicas primitivas conservadas nas festas populares. Na sociedade hoje dominante, que produz massivamente tristes pseudo-jogos da não-participação, uma atividade artística verdadeira é forçosamente classificada no campo da criminalidade. É semiclandestina. Surge na forma de escândalo.&lt;br /&gt;Que é isso, de fato, mais que a situação? Se trata da realização de um jogo superior, que mais exatamente é provocada pela presença humana. Os jogadores revolucionários de todos os países podem reunir-se na Internacional Situacionista para começar a sair da pré-história da vida quotidiana.&lt;br /&gt;A partir de agora, propomos uma organização autônoma dos produtores da nova cultura, independentes das organizações políticas e sindicais que existem neste momento, pois questionamos a capacidade delas de organizar outra coisa que a manutenção do que existe.&lt;br /&gt;O objetivo mais urgente que estabelecemos a tal organização, no momento em que deixa o estágio inicial experimental para uma primeira campanha pública, é a tomada da UNESCO. A burocratização, unificada em escala mundial, da arte e de toda a cultura é um fenômeno novo que expressa o profundo parentesco dos sistemas sociais coexistentes no mundo, sobre a base da conservação eclética e a reprodução do passado. A resposta dos artistas revolucionários a estas novas condições deve ser um novo tipo de ação. Como a existência mesma desta concentração administrativa da cultura, localizada em uma construção única, favorece o roubo por meio do golpe e como a instituição é completamente destituída de qualquer senso de uso fora de nossa perspectiva subversiva, nos achamos justificados diante de nossos contemporâneos para tomarmos tal aparato. E o faremos .&lt;br /&gt;Estamos decididos a nos apossarmos da UNESCO, mesmo que por pouco, já que estamos seguros de fazer disso rapidamente uma obra que permanecerá, para esclarecer uma longa série de perguntas, como a mais significativa.&lt;br /&gt;Quais deverão ser os principais caracteres da nova cultura e como ela se compararia com a arte antiga?&lt;br /&gt;Contra o espetáculo reinante, a cultura situacionista realizada introduz a participação total.&lt;br /&gt;Contra a arte conservada, é um organização do momento vivido diretamente.&lt;br /&gt;Contra a arte parcelar, será uma prática global que se dirija ao mesmo tempo sobre todos os elementos utilizados. Tende naturalmente a uma produção coletiva e, sem dúvida, anônima (pelo menos na medida em que, ao não estar as obras armazenadas como mercadorias, tal cultura não estará dominada pela necessidade de deixar traços). Suas experiências se propõem, como mínimo, uma revolução do comportamento e um urbanismo unitário, dinâmico, suscetível de estender-se ao planeta inteiro; e de ser prolongado seguidamente a todos os planetas habitáveis.&lt;br /&gt;Contra a arte unilateral, a cultura situacionista será uma arte do diálogo, uma arte da interação. Os artistas – com toda a cultura visível – chegaram a estar completamente separados da sociedade, do mesmo modo que estão separados entre si pela concorrência. Mas antes inclusive deste corredor sem saída do capitalismo, a arte era essencialmente unilateral, sem resposta. Superará esta era fechada do primitivismo por uma comunicação completa.&lt;br /&gt;Ao ser, em um estágio avançado, todo mundo artista, isto é, inseparavelmente produtor-consumidor de uma criação cultural, se assistirá a dissolução rápida do critério linear de novidade. Ao se tornar todo mundo, por assim dizer, situacionista, se verá a uma inflação multidimensional de tendências, de experiências, de "escolas" radicalmente diferentes e isto não já sucessivamente, mas simultaneamente.&lt;br /&gt;Inauguramos agora o que será, historicamente, o últimos dos ofícios. O papel de situacionista, de amador-profissional, de anti-especialista, é ainda uma especialização até o momento da abundância econômica e mental no qual todo mundo se tornará "artista", num sentido que os artistas não alcançaram: a construção da própria vida. Entretanto, o último ofício da história é tão próximo da sociedade sem divisão permanente do trabalho, que quando aparece, seu estado de ofício foi negado.&lt;br /&gt;Aos que não nos compreenderam bem dizemos com um irredutível desprezo: os situacionistas, de quem vocês acreditam serem os juízes, vos julgarão um dia ou outro. Esperamos vocês no momento crucial que é a inevitável liquidação do mundo da escassez, sob todas as suas formas. Estes são nossos fins e serão os fins futuros da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internationalle Situationniste nº 4, 1960&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.geocities.com/autonomiabvr"&gt;Biblioteca Virtual Revolucionária&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internacional Situacionista Publicado em Internationalle Situationniste nº 4, 17 de maio de 1960, trad. de Juan Fonseca publicada en DEBATE LIBERTARIO 2 -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serie Acción directa - Campo Abierto Ediciones, Primeira edição: maio 1977. Traduzido para o português pelos editores da Biblioteca Virtual Revolucionária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-7963471416212545109?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/7963471416212545109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=7963471416212545109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/7963471416212545109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/7963471416212545109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/06/manifesto-da-internacional.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SFWGUYERXTI/AAAAAAAAAFo/-XP09-7QSRQ/s72-c/etudiantsouvriers1968www.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-1898767538561489806</id><published>2008-05-03T12:40:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:14:02.281-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='krisis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto contra o trabalho'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBzEHXl43qI/AAAAAAAAAFg/Tgw9srgftyU/s1600-h/CEO+intense+pose.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBzEHXl43qI/AAAAAAAAAFg/Tgw9srgftyU/s320/CEO+intense+pose.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196243700949769890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:13;"  &gt;3. O Apartheid do Neo-Estado Social&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:13;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:13;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As facções antineoliberais do campo de trabalho social podem não gostar muito desta perspectiva, mas exatamente para elas está definitivamente confirmado que um ser humano sem trabalho não é um ser humano. Fixados nostalgicamente no período pós-guerra fordista de trabalho em massa, eles não pensam em outra coisa a não ser em revitalizar os tempos passados da sociedade do trabalho. O Estado deveria endireitar o que o mercado não consegue mais. A aparente normalidade da sociedade do trabalho deve ser simulada através de «programas de ocupação», trabalhos comunitários obrigatórios para pessoas que recebem auxílio social, subvenções de localizações, endividamento estatal e outras medidas públicas. Este estatismo de trabalho, agora requentado e hesitante, não tem a menor chance, mas continua como o ponto de referência ideológico para amplas camadas populacionais ameaçadas pela queda. Exatamente nesta total ausência de esperança, a práxis que resulta disso é tudo menos emancipatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metamorfose ideológica do «trabalho escasso» em primeiro direito da cidadania exclui necessariamente todos os não-cidadãos. A lógica de seleção social não está sendo posta em questão, mas só redefinida de uma outra maneira: a luta pela sobrevivência individual deve ser amenizada por critérios étnico-nacionalistas. «Roda-Viva do trabalho nacional só para nativos» clama a alma popular que, no seu amor perverso pelo trabalho, encontra mais uma vez a comunidade nacional. O populismo de direita não esconde essa conclusão necessária. Na sociedade de concorrência, sua crítica leva apenas à limpeza étnica das áreas que encolhem em termos de riqueza capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em oposição a isso, o nacionalismo moderado de cunho social-democrata ou verde quer aceitar os antigos trabalhadores imigrantes como se fossem do país, e, quando estes se comportam bem, de maneira reverente e inofensiva, fazê-los cidadãos. Mas a acentuada e reforçada rejeição de refugiados do Leste e do Sul pode, assim, ser legitimada de uma forma mais populista e silenciosa – o que fica, obviamente, sempre escondido por trás de um palavrório de humanidade e civilidade. A caça aos «ilegais», que pleiteiam postos de trabalho nacionais, não deve deixar, se possível, nenhuma mancha indigna de sangue e fogo em solo europeu. Para isso existe a polícia, a fiscalização militar de fronteira e os países tampões da «Schengenlândia», que resolvem tudo conforme o direito e a lei e, de preferência, longe das câmeras de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simulação estatal de trabalho é, por princípio, violenta e repressiva. Ela significa a manutenção da vontade de domínio incondicional do deus-trabalho, com todos os meios disponíveis, mesmo após sua morte. Este fanatismo burocrático de trabalho não deixa em paz nem os que caíram fora – os sem-trabalho e sem-chances – nem todos aqueles que com boas razões rejeitam o trabalho, nos seus já horrivelmente apertados nichos do demolido Estado Social. Eles são arrastados para os holofotes do interrogatório estatal por assistentes sociais e agenciadoras do trabalho e são obrigados a prestar uma reverência pública perante o trono do cadáver-rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na justiça normalmente vigora o princípio «em dúvida, a favor do réu», agora isso se inverteu. Se os que caíram fora futuramente não quiserem viver de ar ou de caridade cristã, precisam aceitar qualquer trabalho sujo ou de escravo e qualquer programa de «ocupação», mesmo o mais absurdo, para demonstrar a sua disposição incondicional para com o trabalho. Se aquilo que eles devem fazer tem ou não algum sentido, ou é o maior absurdo, de modo algum interessa. O que importa é que eles fiquem em movimento permanente para que nunca esqueçam a que lei obedece sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora, os homens trabalhavam para ganhar dinheiro. Hoje, o Estado não poupa gastos e custos para que centenas de milhares de pessoas simulem trabalhos em estranhas «oficinas de treinamento» ou «empresas de ocupação», para que fiquem em forma para «postos de trabalho regulares» que nunca ocuparão. Inventam-se cada vez mais novas e mais estúpidas «medidas» só para manter a aparência da roda-viva do trabalho social que gira em falso funcionando ad infinitum. Quanto menos sentido tem a coerção do trabalho, mais brutalmente inculca-se nos cérebros humanos que não haverá mais nenhum pãozinho de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, o «New Labour» e todos os seus imitadores demonstram-se, em todo o mundo, inteiramente compatíveis com o modelo neoliberal de seleção social. Pela simulação de «ocupação» e pelo fingimento de um futuro positivo da sociedade do trabalho, cria-se a legitimação moral para tratar de uma maneira mais dura os desempregados e os que recusam trabalho. Ao mesmo tempo, a coerção estatal de trabalho, as subvenções salariais e os trabalhos assim chamados «cívicos e honoríficos» reduzem cada vez mais os custos de trabalho. Desta maneira, incentiva-se maciçamente o setor canceroso de salários baixos e trabalhos miseráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A assim chamada política ativa do trabalho, segundo o modelo do «New Labour», não poupa nem mesmo doentes crônicos e mães solteiras com crianças pequenas. Quem recebe auxílio estatal só se livra do estrangulamento institucional quando pendura a plaquinha prateada no dedão do pé. O único sentido desta impertinência está em evitar-se o máximo possível que pessoas façam qualquer solicitação ao Estado e, ao mesmo tempo, demonstrar aos que caíram fora que, diante de tais instrumentos terríveis de tortura, qualquer trabalho miserável parece agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficialmente, o Estado paternalista só chicoteia por amor, com intenção de educar severamente os seus filhos que foram denunciados como «preguiçosos», em nome de seu próprio progresso. Na realidade, essas medidas «pedagógicas» só têm como objetivo afastar os fregueses de sua porta. Qual seria o sentido de obrigar os desempregados a trabalharem na colheita de aspargos? O sentido é afastar os trabalhadores sazonais poloneses, que só aceitam os salários de fome dadas as relações cambiais, que os transformam em um pagamento aceitável. Mas, aos trabalhadores forçados essa medida é inútil e tampouco abre qualquer «perspectiva» profissional. E mesmo para os produtores de aspargos, os acadêmicos mal-humorados e os trabalhadores qualificados que lhes são enviados só significam um estorvo. Mas, se após a jornada de doze horas nos campos alemães, de repente aparecer sob uma luz mais agradável a idéia maluca de ter, por desespero, um carrinho de cachorro-quente, então a «ajuda para a flexibilização» demonstrou seu efeito neobritânico desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Qualquer emprego é melhor do que nenhum.» (&lt;b&gt;Bill Clinton. 1998&lt;/b&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Nenhum emprego é tão duro como nenhum.» (&lt;b&gt;Lema de uma exposição de cartazes da Divisão de Coordenação Federal da iniciativa dos Desempregados da Alemanha. 1998&lt;/b&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Trabalho civil deve ser gratificado e não remunerado... mas quem atua no trabalho civil também perde a mácula do desemprego da recepção de auxilio social.» (&lt;b&gt;Ulrich Beck - A alma da democracia. 1997&lt;/b&gt;) &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-1898767538561489806?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/1898767538561489806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=1898767538561489806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1898767538561489806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1898767538561489806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/05/3.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBzEHXl43qI/AAAAAAAAAFg/Tgw9srgftyU/s72-c/CEO+intense+pose.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-616245303071023142</id><published>2008-04-26T15:36:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:14:02.409-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='krisis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto contra o trabalho'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBOwRHl43pI/AAAAAAAAAFY/copy5zns0Z4/s1600-h/InOurSpectacularSociety1.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBOwRHl43pI/AAAAAAAAAFY/copy5zns0Z4/s320/InOurSpectacularSociety1.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193688603430542994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:13;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;2. A Sociedade Neoliberal de Apartheid &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma sociedade centralizada na abstrata irracionalidade do trabalho desenvolve, obrigatoriamente, a tendência ao apartheid social quando o êxito da venda da mercadoria «força de trabalho» deixa de ser a regra e passa a exceção. Todas as facções do campo de trabalho, trespassando todos os partidos, já aceitaram dissimuladamente essa lógica e ainda a reforçam. Eles não brigam mais sobre se cada vez mais pessoas são empurradas para o abismo e excluídas da participação social, mas apenas sobre como impor a seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A facção neoliberal deixa, confiantemente, o negócio sujo e social-darwinista na «mão invisível» do mercado. Neste sentido, estão sendo desmontadas as redes sócio-estatais para marginalizar, de preferência sem ruído, todos aqueles que não conseguem se manter na concorrência. Só são reconhecidos como seres humanos os que pertencem à irmandade dos ganhadores globais com seus sorrisos cínicos. Todos os recursos do planeta são usurpados sem hesitação para a máquina capitalista do fim em si mesmo. Se esses recursos não são mobilizados de uma maneira rentável eles ficam em «pousio», mesmo quando, ao lado, grandes populações morrem de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incômodo do «lixo humano» fica sob a competência da polícia, das seitas religiosas de salvação, da máfia e dos sopões para pobres. Nos Estados Unidos e na maioria dos países da Europa Central, já existem mais pessoas na prisão do que na média das ditaduras militares. Na América Latina, são assassinadas diariamente mais crianças de rua e outros pobres pelo esquadrão da morte da economia de mercado do que oposicionistas nos tempos da pior repressão política. Aos excluídos só resta uma função social: a de ser um exemplo aterrorizante. O destino deles deve incentivar a todos os que ainda fazem parte da corrida de «peregrinação a Jerusalém» da sociedade do trabalho na luta pelos últimos lugares. Este exemplo deve ainda incitar às massas de perdedores a manterem-se em movimento apressado, para que não tenham a idéia de se revoltarem contra as vergonhosas imposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mesmo pagando o preço da auto-resignação, o admirável mundo novo da economia de mercado totalitária deixou para a maioria das pessoas apenas um lugar, como homens submersos numa economia submersa. Submissos aos ganhadores bem remunerados da globalização, eles têm de ganhar sua vida como trabalhadores ultra baratos e escravos democratas na «sociedade de prestação de serviços». Os novos «pobres que trabalham» têm o direito de engraxar o sapato dos businessmen da sociedade do trabalho ou de vender-lhes hambúrguer contaminado, ou então, de vigiar o seu shopping center. Quem deixou seu cérebro na chapeleira da entrada até pode sonhar com uma ascensão ao posto de milionário prestador de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos países anglo-saxônicos, este mundo de horror já é realidade para milhões, no Terceiro Mundo e na Europa do Leste, nem se fala; e o continente do euro mostra-se decidido a superar, rapidamente, esse atraso. As gazetas econômicas não fazem mais nenhum segredo sobre como imaginam o futuro ideal do trabalho: as crianças do Terceiro Mundo, que limpam os pára-brisas dos automóveis nos cruzamentos poluídos, são o modelo brilhante da «iniciativa privada», que deveria servir de exemplo para os desempregados do deserto europeu da prestação de serviço. «O modelo para o futuro é o indivíduo como empresário de sua força de trabalho e de sua própria previdência social», escreve a «Comissão para o Futuro dos Estados Livres da Baviera e da Saxônia». E ainda: «a demanda por serviços pessoais simples é tanto maior quanto menos custam, isto é, quanto menos ganham os prestadores de serviço». Num mundo em que ainda existisse auto-estima humana, uma frase deste tipo deveria provocar uma revolta social. Porém, num mundo de animais de trabalho domesticados, ela apenas provoca um resignado balançar de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«O gatuno destruiu o trabalho e, apesar disso, tirou o salário de um trabalhador: agora, deve trabalhar sem salário, mas, mesmo no cárcere, deve pressentir a benção do êxito e do ganho(...) Ele deve ser educado para o trabalho moral enquanto um acto pessoal livre através do trabalho forçado.» &lt;b&gt;Wilhelm Heinrich Riehl, O trabalho alemão, 1861 &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-616245303071023142?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/616245303071023142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=616245303071023142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/616245303071023142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/616245303071023142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/04/2.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBOwRHl43pI/AAAAAAAAAFY/copy5zns0Z4/s72-c/InOurSpectacularSociety1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-2826150199087878842</id><published>2008-04-24T08:00:00.001-07:00</published><updated>2008-12-08T23:14:02.533-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='krisis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto contra o trabalho'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBChRnl43nI/AAAAAAAAAFI/i8leLDqBFmo/s1600-h/escravo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBChRnl43nI/AAAAAAAAAFI/i8leLDqBFmo/s320/escravo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192827694415928946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;MANIFESTO CONTRA O TRABALHO*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;1. O domínio do trabalho morto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cadáver domina a sociedade – o cadáver do trabalho. Todos os poderes ao redor do globo uniram-se para a defesa deste domínio: o Papa e o Banco Mundial, Tony Blair e Jörg Haider, sindicatos e empresários, ecologistas alemães e socialistas franceses. Todos eles só conhecem um lema: trabalho, trabalho, trabalho !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que ainda não desaprenderam a pensar reconhecem facilmente que esta postura é infundada. Pois a sociedade dominada pelo trabalho não passa por uma simples crise passageira, mas alcançou seu limite absoluto. A produção de riqueza desvincula-se cada vez mais, na seqüência da revolução microeletrônica, do uso de força de trabalho humano – numa escala que há poucas décadas só poderia ser imaginada como ficção científica. Ninguém poderá afirmar seriamente que este processo pode ser freado ou, até mesmo, invertido. A venda da mercadoria força de trabalho será no século XXI tão promissora quanto a venda de carruagens de correio no século XX. Quem, nesta sociedade, não consegue vender sua força de trabalho é considerado «supérfluo» e é jogado no aterro sanitário social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não trabalha, não deve comer ! Este fundamento cínico vale ainda hoje – e agora mais do que nunca, exatamente porque tornou-se desesperançosamente obsoleto. É um absurdo: a sociedade nunca foi tanto sociedade do trabalho como nesta época em que o trabalho se faz supérfluo. Exatamente na sua fase terminal, o trabalho revela, claramente, seu poder totalitário, que não tolera outro deus ao seu lado. Até nos poros do cotidiano e nos íntimos da psique, o trabalho determina o pensar e o agir. Não se poupa nenhum esforço para prorrogar artificialmente a vida do deus-trabalho. O grito paranóico por «emprego» justifica até mesmo acelerar a destruição dos fundamentos naturais, já há muito tempo reconhecida. Os últimos impedimentos para a comercialização generalizada de todas as relações sociais podem ser eliminados sem crítica, quando é colocada em perspectiva a criação de alguns poucos e miseráveis «postos de trabalho». E a frase, seria melhor ter «qualquer» trabalho do que nenhum, tornou-se a profissão de fé exigida de modo geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais fica claro que a sociedade do trabalho chegou a seu fim definitivo, tanto mais violentamente este fim é reprimido na consciência da opinião pública. Os métodos desta repressão psicológica, mesmo sendo muito diferentes, têm um denominador comum: o fato mundial de o trabalho ter demonstrado seu fim em si mesmo irracional, que se tornou obsoleto. Este fato vem redefinindo-se com obstinação em um sistema maníaco de fracasso pessoal ou coletivo, tanto de indivíduos quanto de empresas ou «localizações». A barreira objetiva ao trabalho deve aparecer como um problema subjetivo daqueles que caíram fora do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uns, o desemprego é produto de exigências exageradas, falta de disponibilidade, aplicação e flexibilidade dos desempregados, enquanto outros acusam os «seus» executivos e políticos de incapacidade, corrupção, ganância ou traição do interesse local. Mas enfim, todos concordam com o ex-presidente alemão Roman Herzog: precisa-se de uma «sacudidela», como se o problema fosse semelhante ao de motivação de um time de futebol ou de uma seita política. Todos têm, «de alguma maneira», que mandar brasa, mesmo que brasa não haja mais, e todos têm, «de alguma maneira», que pôr mãos à obra com toda vigor, mesmo que não haja nenhuma obra a ser feita, ou somente obras sem sentido. As entrelinhas dessa mensagem infeliz deixam muito claro: quem, apesar disso, não desfruta da misericórdia do deus-trabalho, é por si mesmo culpado e pode ser excluído, ou até mesmo descartado, com boa consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma lei do sacrifício humano vale em escala mundial. Um país após o outro é triturado sob as rodas do totalitarismo econômico, o que comprova sempre a mesma coisa: não atendeu às assim chamadas leis do mercado. Quem não se «adapta» incondicionalmente ao percurso cego da concorrência total, não levando em consideração qualquer perda, é penalizado pela lógica da rentabilidade. Os portadores de esperança de hoje são o ferro-velho econômico de amanhã. Os psicóticos econômicos dominantes não se deixam perturbar em suas explicações bizarras do mundo. Aproximadamente três quartos da população mundial já foram declarados como lixo social. Uma «localização» após a outra cai no abismo. Depois dos desastrosos países «em desenvolvimento» do Hemisfério Sul e após o departamento do capitalismo de Estado da sociedade mundial de trabalho no Leste, também os discípulos exemplares da economia de mercado no Sudeste Asiático desapareceram no orco do colapso. Também na Europa se espalha há muito tempo o pânico social. Os cavaleiros da triste figura da política e do gerenciamento continuam em sua cruzada ainda mais ferrenha em nome do deus-trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Cada um deve poder viver de seu trabalho: é o principio posto. Assim, o poder-viver é determinado pelo trabalho e não há nenhuma lei onde esta condição não foi realizada». Johann Gottlieb Fichte, Fundamentos do Direito Natural segundo os Princípios da Doutrina-da-Ciência, 1797.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-2826150199087878842?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/2826150199087878842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=2826150199087878842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/2826150199087878842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/2826150199087878842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/04/manifesto-contra-o-trabalho-1.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/SBChRnl43nI/AAAAAAAAAFI/i8leLDqBFmo/s72-c/escravo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-5418282033950661729</id><published>2008-04-06T21:44:00.000-07:00</published><updated>2008-12-08T23:14:02.721-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='drogas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;span class="articletitle"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; Eliminar as Drogas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="articleauthordate"&gt; Por Rodrigo Vergara  &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="articleabstract"&gt; Após um século tentando eliminar as drogas, o mundo descobriu que isso é impossível. Saiba então como conviver com elas. &lt;/div&gt;  &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R_mnIwgOGDI/AAAAAAAAAFA/94HXZm6p4b4/s1600-h/miserable.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R_mnIwgOGDI/AAAAAAAAAFA/94HXZm6p4b4/s320/miserable.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186360214794672178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bálsamo ou veneno? Comida dos deuses ou maldição do diabo? Hábito natural ou desvio da sociedade moderna? Não há resposta certa ou fácil quando o assunto são as drogas. As pesquisas de opinião refletem essa ambigüidade. Quando abordam o tema, em geral mostram que estamos longe de um consenso. Mas as pesquisas revelam algo mais. Em meio aos números, nota-se que quase não há indecisos sobre o assunto. Ou seja, não importa de que lado as pessoas estejam, o fato é que todas elas têm opinião formada e arraigada sobre o uso de drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreende encontrar esse grau de convicção em um assunto tão complexo, com aspectos médicos, econômicos, sociais, históricos e morais tão sinuosos. Quem examina esse vespeiro percebe que a coisa mais rara de achar são respostas 100% seguras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só há uma coisa certa sobre as drogas: é preciso haver informação. Informação de qualidade, desvinculada da moral, do poder econômico e das forças políticas”, diz o juiz aposentado Wálter Fanganiello Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas e um dos maiores experts no tema no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que tentamos oferecer a você nas próximas páginas: informação. Ao longo da leitura, você encontrará questões que raramente são formuladas a respeito das drogas. E outras que, apesar de formuladas há muito tempo, seguem sem resposta definitiva. Verá que os conceitos mais simples revelam contornos inéditos quando examinados à luz do debate. E conhecerá os interesses que até agora ditaram as regras do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estamos lidando com o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo atual de combate às drogas busca nada mais nada menos que a abstinência completa das substâncias ilegais. Qualquer outro resultado que não passe pelo abandono dessas substâncias de uma vez por todas é considerado um fracasso. O argumento para chegar lá é forte: quem não largar o baseado ou a seringa vai para a cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa guerra tem três frentes de batalha. A primeira é tentar acabar com a oferta, ou seja, combater os fornecedores, os narcotraficantes. A Polícia Federal brasileira, que apreende toneladas de entorpecentes todo ano, trabalha nessa frente. Outro exemplo saído desse front foi a substituição de cultivo realizada na Bolívia e no Peru, pela qual os agricultores receberam incentivos para trocar a lavoura de coca por outras culturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda frente de combate é a redução da demanda. Há duas maneiras de convencer o sujeito a não usar drogas, ou seja, de prevenir o uso das drogas. Além de ameaçar prendê-lo, processá-lo e condená-lo ou seja, reprimi-lo, pode-se tentar educá-lo: ensinar-lhe os riscos que determinada substância traz à sua saúde e colocá-lo em contato com pessoas que já foram dependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira frente de batalha é o tratamento. Chegar à eliminação das drogas não pelo ataque à oferta ou ao consumo, mas tratando aqueles que já estão dependentes da droga como vítimas que precisam de ajuda médica em vez de algozes que merecem repressão policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das três estratégias, a que tem recebido mais atenção e recursos é, disparado, o combate ao tráfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sucessivos aumentos do orçamento destinado à guerra contra as drogas, os Estados Unidos são hoje o país que mais gasta com isso. Há 18 anos, o país dispendia 2 bilhões de dólares nesse combate. No ano 2000, o governo federal, sozinho, torrou 20 bilhões nessa guerra – outros 19 bilhões foram gastos por Estados e prefeituras. Desse total, 13,6 bilhões (68%) foram usados no combate ao tráfico de drogas e 6,4 bilhões (32%) destinaram-se a ações de redução da demanda. Destes últimos, porém, mais da metade acabou financiando a repressão: prisão, investigação e processo de usuários. As campanhas educativas receberam 3 bilhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1998, houve uma tentativa de correção de rumos. Em uma reunião da assembléia geral da ONU (com a presença do então presidente americano Bill Clinton e de Fernando Henrique Cardoso), a entidade fez uma recomendação, que todos os países membros assinaram, de que deveria haver mais equilíbrio entre os recursos destinados à redução da oferta e da demanda. Mas isso ainda não aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem atual funciona?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os burocratas resistem a admitir, mas o mundo já perdeu a guerra contra as drogas. É essa a opinião unânime dos estudiosos do assunto, desde a conservadora e prestigiada revista inglesa The Economist até o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, um dos mais liberais dentre os que já ocuparam a cadeira. Um bom resumo da opinião desses experts é a declaração de Bruce Michael Bagley, Ph.D. em Ciência Política na Universidade da Califórnia e consultor sobre tráfico e segurança pública: “A política antidrogas é um fracasso. As drogas estão mais baratas, mais puras e mais acessíveis do que nunca. E o consumo de drogas aumenta ao redor do mundo”.&lt;br /&gt;Traduzindo suas palavras em números: no combate à oferta, as forças policiais apreendem apenas 20% da droga em circulação. Já pelo flanco da demanda, os tratamentos que visam a abstinência curam só 30% dos usuários. “Eu não sustentaria por um dia sequer uma campanha de vacinação que fracassasse em 70% dos casos”, diz o médico Fábio Mesquita, coordenador do programa de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e vice-presidente da Associação Internacional de Redução de Danos.&lt;br /&gt;De fato, se estivéssemos vencendo, o inimigo não estaria tão viçoso. A ONU estima que o tráfico movimenta 400 bilhões de dólares no mundo, equivalente ao PIB do México. Para comparar, a indústria farmacêutica global fatura 300 bilhões; a do tabaco, 204 bilhões; a do álcool, 252 bilhões.&lt;br /&gt;O irônico é que a própria repressão sustenta esse vigor, graças a uma famosa lei de mercado “quanto maior o risco, maior o lucro”. No caso da heroína, essa margem chega a ser de 322 000%. Um quilo de ópio custa 90 dólares no Afeganistão e 290 000 dólares nas ruas americanas. E 90% do preço final fica com os traficantes do país consumidor.&lt;br /&gt;Correndo subterrâneo, esse rio de dinheiro vira uma fonte inesgotável de corrupção. No Brasil, a CPI do Narcotráfico calculou que o tráfico emprega pelo menos 200 000 pessoas no país, mais que o Exército, cujo efetivo é de 190 000 pessoas. Exercendo o trabalho para o qual é paga, essa gente causa outros problemas, como o aumento da criminalidade. É evidente: quem se dispõe a enfrentar a lei atrás de lucros enormes não vai se prender a outras convenções sociais.&lt;br /&gt;Na Inglaterra, um estudo da Universidade de Cambridge calculou que dependentes de drogas são responsáveis por 32% dos crimes. “Mas, ao contrário do que se pensa, a violência não é decorrente do uso da droga, mas do comércio ilegal”, diz Mesquita. Sua opinião é confirmada por pesquisa da Universidade de Columbia, em Nova York: 21% dos presos por atos violentos em 1999 nos Estados Unidos cometeram seus crimes apenas sob o efeito do álcool, 3% haviam usado crack ou cocaína e 1%, heroína. Os demais estavam sóbrios.&lt;br /&gt;Por outro lado, há nas cadeias uma multidão de pessoas pouco violentas presas por envolver-se com drogas. Nos Estados Unidos, são 400 000 pessoas (20% da população carcerária), sendo 180 000 por posse e 220 000 por tráfico. Detalhe: só em 12% dos casos houve arma de fogo envolvida. Ou seja, há 340 000 presos por envolvimento não-violento com drogas.&lt;br /&gt;Enfim, são altos os custos da atual abordagem sobre as drogas. Mas os benefícios compensam? Nem de longe. Há, hoje, 180 milhões de usuários de drogas no mundo, segundo a ONU. Pior: dados de 112 países divulgados no mês passado pela entidade mostram que o consumo de maconha, cocaína, heroína e anfetamina aumentou em 60% das nações entre 1996 e 2001. Além disso, triplicou a produção mundial de ópio e dobrou a de coca, entre 1985 e 1996.&lt;br /&gt;Exceção à regra, os Estados Unidos reportam uma redução de consumo desde os anos 70, mas são poucos os que atribuem essa redução à ação oficial. “A repressão tem mais a ver com o ritmo natural de uma epidemia: as pessoas vêem que quem usa tem problemas e, então, não usam”, diz o economista Peter Reuter, professor do Departamento de Criminologia na Universidade de Maryland, consultor do governo americano e considerado um dos maiores especialistas do mundo no tema.&lt;br /&gt;Restaria uma justificativa moral para a manutenção da atual política: se a maioria acha que a guerra vale a pena, que se respeite a democracia. Mas nem nos Estados Unidos isso acontece: mais de 75% dos americanos acreditam que a guerra contra as drogas está sendo perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se perdemos a guerra contra as drogas, quem ganhou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista econômico, há ao menos cinco grandes beneficiados pelo modelo atual de combate às drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O produtor – No caso da heroína, estão incluídos aí o agricultor que planta papoulas e o processador que faz da planta uma droga para consumo. Da renda obtida na venda final, o lavrador fica com 6% e o processador, com 2%, segundo estudo da ONU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Traficante – Nos mercados de ópio da Ásia, o intermediário é mal remunerado: morde 2% da receita. Os outros 90% acabam no bolso do tráfico internacional, que arca com o risco de transportar a mercadoria até o consumidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Mercado financeiro – A dinheirama gerada pelo negócio não fica guardada no colchão do traficante, é claro. Quem presta esse serviço são os bancos que operam em paraísos fiscais e os governos dessas localidades, em que o sigilo é a alma do negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Indústria de armas – Além de sustentar uma vida de rei para os criminosos, a renda do tráfico também é, digamos, reinvestida na produção. Em um negócio em que não se pode ter uma sede vistosa, isso significa proteção, armamento. “O tráfico financia indiretamente mais da metade das armas ilegais em circulação no país”, diz Luiz Eduardo Soares, ex-coordenador de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e hoje secretário da Prefeitura de Porto Alegre. Nas favelas do Rio, os traficantes têm até mísseis antiaéreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Forças de repressão – Você poderia dizer que as forças de repressão (polícias etc.) são compostas por funcionários públicos, que em tese, pelo menos não fazem uso pessoal do dinheiro que lhes é confiado para viabilizar seu trabalho. Ainda que fosse assim, quem não quer o poder de administrar alguns bilhões de dólares? São, portanto, mais um beneficiário desse negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que, embora 90% da renda da droga fique nos países consumidores, ou seja, as nações ricas, essa receita ilegal faz mais diferença nos países produtores, em geral muito pobres. Comparada com o PIB dos Estados Unidos, de 11 trilhões de dólares, nem a receita global do tráfico faz medo: não chega a 4% da pujança americana. Mas, na Colômbia, o narcotráfico injeta no país o equivalente a 10% do PIB. Hoje, a Colômbia é certificada pelos americanos como zona de exclusão de drogas, um reconhecimento à simpatia do atual governo colombiano pela política antidrogas americana. “Mas, mesmo quando o país não tinha esse tratamento, a Colômbia nunca pediu socorro ao Fundo Monetário Internacional, tamanha a contribuição da droga no país”, diz Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os países ricos prestam mais atenção nos custos que as drogas lhes causam. O Canadá, por exemplo, gasta 14,8 bilhões de dólares (2,7% do PIB) com abuso de substâncias em geral, sendo 1,1 bilhão com drogas ilegais (atenção: 92% dessa verba é gasta com o abuso de drogas legais). Desses últimos, 6% vão para tratamento de saúde, 29% para repressão e 60% são desperdiçados com absenteísmo, morte e perdas de produtividade – quem usa drogas ganha, em média, 60% menos do que seria esperado para sua idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que é droga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depende. Do ponto de vista médico, “drogas são substâncias usadas para produzir alterações nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional”, de acordo com a cartilha da Secretaria Nacional Antidrogas. Essa definição inclui maconha, cocaína e heroína, mas também café, chocolate e Prozac, sem falar no álcool e no cigarro. Do ponto de vista legal e jurídico, existem as drogas livres, que qualquer um pode comprar sem controle (álcool e cigarro); as de uso controlado (que podem ser compradas com receita médica); e as ilegais.&lt;br /&gt;O que impressiona é que não há nenhum critério técnico que justifique a inclusão das substâncias em uma ou outra categoria. “À luz da ciência, não há ponto de corte”, diz o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, coordenador do Programa de Orientação e Assistência a Dependentes, da Universidade Federal de São Paulo.&lt;br /&gt;Heroína e cocaína causam dependência? Sim. Mas a nicotina, presente no cigarro que qualquer criança pode comprar na esquina, é, disparada, a droga com maior poder de criar dependência. Segundo a ONU, 1,5 bilhão de pessoas sofrem de alcoolismo, contra 55 milhões de dependentes de drogas ilegais. Além disso, algumas drogas ilegais, como o LSD, não causam dependência.&lt;br /&gt;As drogas ilegais são proibidas porque causam danos à saúde? Evidente. Mas álcool e cigarro são as substâncias que mais matam no Brasil, segundo o médico Fábio Mesquita. “Não há lógica nenhuma na legalização ou não.”&lt;br /&gt;Na verdade, a classificação das drogas muda de acordo com o lugar e o momento. “Muitas das substâncias hoje ilegais foram usadas durante milhares de anos para tratar dor e angústia mental e dar prazer”, diz o historiador Richard Davenport-Hines. Em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, inédito no Brasil), ele lembra que, há poucas décadas, nos Estados Unidos anfetaminas e outras drogas foram consumidas por donas-de-casa infelizes, homens de negócio e “até pelo presidente americano John F. Kennedy, quando tinha que encontrar-se com líderes estrangeiros”, escreveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado tem o direito de proibir o uso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto (nome fictício) foi preso fumando um baseado. Encarcerado, ele ficou matutando sobre a periculosidade de seus colegas de cela: um aplicou o golpe do bilhete premiado em uma velhinha; o outro tentou roubar um banco; e o terceiro matou a mulher. “E eu?”, pergunta-se. “Mereço ser isolado da sociedade? Quem eu ameaço estando em liberdade, além de mim mesmo?”&lt;br /&gt;Em favor de seu cliente, o advogado de Roberto poderia citar a revista inglesa The Economist, que abraça a tese do filósofo John Stuart Mill: “A respeito de si mesmo, sobre seu corpo e mente, o indivíduo é soberano”. Esse raciocínio não só inocentaria Roberto, como impediria o Estado de se meter sobre o que cada um faz consigo.&lt;br /&gt;Mas há uma brecha na teoria: se Roberto, depois de anos fumando maconha, tiver um câncer, o Estado terá que tratá-lo. O prejuízo seria coletivo. “O direito coletivo suplanta o individual. Todo mundo tem direito à propriedade, mas, se o Estado quer abrir uma avenida onde está sua casa, você vai ter que se mudar”, diz Wálter Maierovitch. Ou seja, se o simples uso da droga não se trata aqui de crimes ou acidentes envolvendo usuários sob o efeito da droga, que são outra história acarreta um custo social, o Estado teria o direito de se intrometer. Além disso, é dever do Estado proteger o cidadão. A obrigatoriedade do cinto de segurança segue o mesmo raciocínio.&lt;br /&gt;“O detalhe”, diz Maierovitch, que é juiz aposentado, “é que há infrações cíveis, administrativas e criminais. O trato criminal serve para situações que geram intranqüilidade social, o que não é o caso do usuário de drogas. Ele deve ser resgatado, não criminalizado.”&lt;br /&gt;É o que faz hoje Portugal, cuja legislação serve de modelo: lá, o porte de drogas é proibido, mas não criminalizado. A punição para os infratores é a mesma para ficar no mesmo exemplo de quem não usa cinto de segurança, ou seja, uma multa.&lt;br /&gt;É preciso lembrar, porém, que o Estado em geral representa os interesses dos grupos mais influentes. “Nos Estados Unidos, a classe média, que tem grande influência sobre a opinião pública, tem muito medo de ver suas crianças envolvidas com drogas”, diz o cientista político Bruce Bagley.&lt;br /&gt;Em muitos casos, e em especial no americano, os grupos mais próximos da burocracia são puritanos. “As drogas foram proscritas na América por americanos idealistas, que acreditavam que a natureza humana poderia ser tornada perfeita, que a virtude deve triunfar sobre o vício”, diz o historiador Richard Davenport-Hines.&lt;br /&gt;Para o médico Fábio Mesquita, interesses econômicos também pesaram na decisão. “A maconha foi proibida, entre outras razões, por pressão da indústria farmacêutica, que produzia substâncias que disputavam com a erva o mercado dos remédios para abrir apetite, reduzir dor e enjôo.”&lt;br /&gt;Para Milton Friedman, prêmio Nobel de Economia e defensor da legalização das drogas, a demora da burocracia oficial na correção da política contra as drogas é típica. “Em uma empresa privada, um programa fracassado é abortado assim que se detecta seu insucesso, para evitar prejuízo ainda maior. Um programa governamental ruim, não. Alega-se sempre que ele precisa ser um pouco diferente, um pouco maior e um pouco mais caro”, disse ele, em 1992, à revista alemã Der Spiegel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mal causam o usuário e o traficante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descriminalizar a droga pode fazer sentido quando se trata de um sujeito inofensivo como Roberto. Mas o que dizer dos inúmeros casos de pessoas que, sob efeito de uma substância psicoativa legal ou ilegal, furtam, roubam e matam? E dos traficantes, que, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, são responsáveis pela maioria das chacinas na cidade?&lt;br /&gt;Cada caso merece tratamento diferente, mas é bom lembrar que a maioria dos usuários é como o Roberto, nada ameaçador. Segundo Arthur Guerra de Andrade, psiquiatra do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas, da USP, e coordenador do curso médico da Faculdade de Medicina do ABC, há vários tipos de usuários, de acordo com seu grau de dependência.&lt;br /&gt;O primeiro é o usuário experimental. Nos Estados Unidos, no que diz respeito à maconha, metade das pessoas com menos de 40 anos, uns 70 milhões de pessoas, já experimentaram a droga. O segundo tipo é o usuário ocasional como o Roberto, que usa drogas socialmente. Uma pesquisa do governo americano mostra que, nos últimos 12 meses, 25 milhões de pessoas (12,4% da população maior de 12 anos) haviam usado alguma droga ilegal. Desses, metade havia feito uso no último mês. Os usuários severos, o terceiro tipo, que precisam de tratamento, são 3,6 milhões (1,7% da população).&lt;br /&gt;O dependente é um problema para a sociedade porque ele perde o controle, consome a droga em situações de risco, causa acidentes e comete crimes. “Medidas repressivas reduzem o número de usuários ocasionais, mas a quantidade de dependentes, que é o que importa, não diminui”, diz Dartiu Xavier. E qual é a vantagem de impedir que usuários ocasionais de álcool ou drogas consumam essas substâncias? Além disso, há dependentes de todo tipo de coisa: sexo, jogo, comida e até trabalho. “Tem gente viciada em sexo, que transa com vários parceiros sem camisinha e transmite doenças. Mas nem por isso vamos proibir o sexo”, diz Xavier. Se essas pessoas causam acidentes ou cometem crimes, essas atitudes é que precisam ser penalizadas.&lt;br /&gt;Para o economista Peter Reuter, a repressão só funciona se for um meio de obrigar as pessoas a levar a sério seus problemas com as drogas. “A política atual não tem sentido porque só tem sentido punitivo. E a punição não pode ser um fim em si mesmo”, diz.&lt;br /&gt;De fato, experiências em curso sugerem que o que traz resultados é tratar, não reprimir o dependente. Na Suíça, clínicas de tratamento para dependentes de heroína recuperam dois terços dos pacientes e reduzem em 60% seus contatos com a polícia. Criminalizar o uso, porém, aumenta a distância entre o usuário e o remédio de que ele precisa. Na Holanda, onde a maconha é vendida legalmente e há bastante tolerância ao uso de drogas, 80% dos usuários estão em contato com os órgãos de saúde pública. No Brasil, menos de 2%. “O problema da droga é um problema de saúde e de educação”, afirma o ex-ministro José Carlos Dias.&lt;br /&gt;O traficante, por sua vez, mereceria tratamento mais duro. “O fornecedor visa o lucro, o controle de partes da sociedade e o domínio de território. Ele causa dano social maior”, diz Wálter Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas. Se bem que o pequeno traficante, que vende a droga para manter o vício, se aproxima bastante da condição de vítima. “Ele deveria ter punição mais branda. Na prisão, ele só vai ser aperfeiçoado no crime”, diz Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria o mundo se as drogas fossem legalizadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheça as vantagens e as desvantagens de viver em um mundo onde o uso de drogas fosse liberado&lt;br /&gt;que ninguém se iluda: o primeiro efeito da legalização das drogas seria o aumento imediato do consumo, por várias razões. Primeiro, o preço cairia muito. Segundo Mark Kleiman, da Universidade da Califórnia, o custo de produção e distribuição da cocaína equivale a 5% do seu valor atual. Uma porção de maconha custaria o mesmo que um saquinho de chá. Não bastasse esse incentivo, o estigma social do usuário seria menor: ninguém precisaria esgueirar-se para fumar um baseado. Ou seja, o acesso às drogas, por mais rigorosa que fosse a legislação regulando seu comércio, seria muito mais fácil e seguro do que é hoje. Resta saber que regras adotar para cada droga.&lt;br /&gt;Alguns, como Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel de Economia, acham que todas as drogas deveriam ser vendidas como são os remédios: pela indústria farmacêutica. Em seu mundo ideal, ele já vislumbra a heroína light e a cocaína de baixo teor. A idéia parece extravagante e acarreta várias desvantagens, mas teria pelo menos um benefício inconteste: obrigaria os usuários a procurar um médico, o que permitiria ao governo saber quantas pessoas consomem o quê no país. E drogas produzidas legalmente teriam controle de qualidade. Hoje, a cocaína vendida em São Paulo chega a ter 93% de impurezas.&lt;br /&gt;Se bem que, no Brasil, esse benefício talvez não se concretizasse. Anfetaminas, por exemplo, são vendidas sob prescrição médica por aqui. Resultado: somos os maiores consumidores da droga. “O controle sobre medicamentos é muito ruim no país”, diz Fábio Mesquita. Não que a burla ocorra só aqui. Nos Estados Unidos, é proibido vender álcool a menores de 21 anos, mas 87% dos estudantes do ensino médio já tomaram uns tragos. Maconha, porém, só passou pelos pulmões de 46% deles. A diferença deve-se ao fato de que o uso da erva é crime.&lt;br /&gt;Para o sociólogo Luiz Eduardo Soares, deveríamos legalizar as drogas aos poucos, começando pela maconha, que seria tratada como o álcool e a nicotina. “O álcool em nada difere das drogas ilegais. E estamos perdendo a guerra contra o álcool? Não. Estamos convivendo e aprendendo, difundindo o autocontrole, evitando efeitos sobre terceiros, coibindo a propaganda.”&lt;br /&gt;A legalização permitiria taxar a venda de drogas. O dinheiro poderia financiar a prevenção e o tratamento de usuários. Diante dos preços atuais, mesmo um super imposto de 500% quebraria o comércio ilegal. O tráfico se transformaria em um negócio tão pouco atraente quanto é hoje o contrabando de cigarros.&lt;br /&gt;Some-se a isso um controle sobre as armas e a criminalidade despencaria, diz Soares. “Os problemas socioeconômicos iriam se manifestar em algum lugar, mas o número dos crimes com morte cairia, porque o número de armas cairia e a fonte de financiamento para comprá-las estaria seca.” Os morros do Rio, por exemplo, poderiam ser finalmente reintegrados à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem alternativas eficientes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da maneira como foi formulada, a guerra contra as drogas está perdida desde o dia em que alguém escolheu como meta a erradicação completa e total. Tal façanha era e sempre foi impossível, admitem os especialistas. Mas o fato é que só agora isso saltou aos olhos da intelligentsia. “Nunca encontrei um administrador público que acreditasse de verdade que acabaria com as drogas. Mesmo os funcionários da agência americana de combate às drogas, a DEA, admitem isso quando conversam conosco”, diz o sociólogo Luiz Eduardo Soares.&lt;br /&gt;Constatado o erro, os agentes públicos buscam agora uma meta que substitua a antiga utopia. E estão encontrando alternativas promissoras. A mais difundida é a redução de danos, que evita o erro anterior. Já que erradicar as drogas é impossível, tenta-se reduzir os estragos que elas causam aos usuários e à sociedade. Ou seja, as mortes, as doenças e o crime. Faz parte desse espírito, por exemplo, oferecer seringas a usuários de drogas injetáveis para evitar que eles compartilhem agulhas e contraiam doenças. Ou, como ocorre mundo afora, substituir uma droga ilegal por outra que cause menos prejuízo à saúde. “A redução de danos é claramente o caminho que os estudiosos e o mundo todo estão indicando”, diz Bruce Bagley.&lt;br /&gt;A mais revolucionária experiência em curso hoje ocorre na Suíça. Lá, quem quiser usar heroína pode obtê-la de graça do governo. Parece piada, mas o Estado construiu clínicas para os usuários, com direito a parede branquinha, maca com lençol, seringa e até um enfermeiro para aplicar a injeção. Resultado: o tráfico e as mortes por overdose acabaram, todos os usuários estão sob cuidados médicos e muitos estão deixando o vício.&lt;br /&gt;O Brasil também anda experimentando. Em São Paulo, dependentes de crack foram estimulados a consumir maconha. “Em oito meses, 68% deles largaram as duas drogas”, diz Dartiu Xavier, um dos autores da experiência, até então inédita.&lt;br /&gt;Atrás de opções, os agentes públicos estão redescobrindo as campanhas de educação e prevenção. Segundo o instituto de pesquisas americano Rand Corporation, nos anos 90 esses programas foram 12 vezes mais efetivos que o combate ao tráfico e o encarceramento.&lt;br /&gt;Mas nem os críticos da atual política querem paz para os traficantes. Nesse campo, as sugestões procuram otimizar o combate. O ex-secretário nacional antidrogas, Wálter Maierovitch, tem sua fórmula: controle eletrônico das transações financeiras, regulamentação dos paraísos fiscais e vigilância sobre os químicos necessários para a produção das drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drogas leves levam a drogas mais pesadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os estudiosos, a “teoria da escadinha”, como é conhecida essa hipótese, é aceita por alguns e condenada por outros. As pesquisas existentes sobre o assunto, longe de esclarecer, são lenha extra para a fogueira. André Malbergier, coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Unifesp, faz parte do grupo que defende essa tese e tem argumentos razoáveis. Primeiro, diz ele, o uso inaugural serviria para quebrar o gelo. “A pessoa que consome algo que altera seu estado de consciência fica mais vulnerável a usar outras substâncias que mexam com isso”, diz André. No caso de drogas ilegais, o uso romperia uma barreira moral. “O sujeito usa uma vez e não recebe punição. Pronto. Está aberto o caminho para outras ilegalidades”, diz ele. Por fim, existe a facilidade social. “O consumidor de maconha tem maior probabilidade de conhecer o usuário e o traficante de uma substância mais forte e mais letal”, afirma.&lt;br /&gt;Há dados epidemiológicos que apóiam a teoria da escadinha. Segundo o órgão oficial americano de prevenção ao uso de drogas, quem usa maconha tem 56% mais chances de vir a consumir outro tipo de droga.&lt;br /&gt;Quem critica a teoria da escadinha afirma que tais pesquisas são direcionadas. “Pergunta-se ao usuário de heroína se já usou maconha e liga-se uma coisa à outra. Se usarem o método em outros hábitos, vão descobrir que usar cigarro, beber cerveja, andar de ônibus e ter cachumba também leva a drogas mais pesadas”, diz o médico Fábio Mesquita.&lt;br /&gt;Para Dartiu Xavier, que também não crê na teoria da escadinha, não existem drogas leves e pesadas. Tudo depende de como o usuário se relaciona com elas. Para um alcoólatra, que metaboliza bem o álcool, cerveja é droga pesada e cocaína, não. Para alguém que não tem limites alimentares, doce pode causar dependência. A escadinha sugere que uma droga desemboca na outra, mas a maioria dos usuários de maconha a abandona espontaneamente. “Quase todos os usuários de heroína ou cocaína já fumaram maconha, mas a maioria dos usuários da erva não consome heroína ou cocaína”, diz o economista Peter Reuter.&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/06/256784.shtml"&gt;link do texto no CMI&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-5418282033950661729?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/5418282033950661729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=5418282033950661729' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5418282033950661729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5418282033950661729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/04/eliminar-as-drogas-por-rodrigo-vergara.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R_mnIwgOGDI/AAAAAAAAAFA/94HXZm6p4b4/s72-c/miserable.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-6137175321062314440</id><published>2008-03-25T08:04:00.003-07:00</published><updated>2008-03-25T08:09:02.304-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vídeos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vídeo de Treinamento de Macacos Espaciais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;“Há bilhões de galáxias no universo observável, e cada uma delas contém centenas de bilhões de estrelas. Em uma dessas galáxias, orbitando uma dessas estrelas há um pequeno planeta azul, e este planeta é governado por um bando de macacos. Mas esses macacos não pensam em si mesmo como macacos, eles nem sequer pensam em si mesmos como animais, de fato, eles adoram listar todas as coisas que eles pensam separa-los dos animais: Polegares opositores, autoconsciência, eles usam palavras como &lt;i style=""&gt;Homo erectus&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;Australopithecus&lt;/i&gt;. Você diz to-ma-te eu digo to-ma-ti. Eles são animais, certo?&lt;br /&gt;Eles são macacos.&lt;br /&gt;Macacos com tecnologia de fibra ótica digital de alta velocidade, mas ainda assim macacos. Quero dizer, eles são espertos, você tem que conceder isso, as pirâmides, os arranha-céus, os jatos, a Grande Muralha da China, isso tudo é muito impressionante para um bando de macacos. Macacos cujo cérebros evoluíram para um tamanho tão ingovernável que agora impossível para eles ficarem felizes por muito tempo. Na verdade eles são os únicos animais que pensam que deveriam ser felizes, todos animais&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;podem simplesmente ser, mas não é tão simples, para os macacos. Pois os macacos são amaldiçoados com a consciência, e assim o macaco tem medo, os macacos se preocupam, os macacos se preocupam com tudo, mas acima de tudo com o que todos os outros macacos pensam. Porque os macacos querem desesperadamente se encaixar com os outros macacos, o que é bem difícil, porque a maior parte dos macacos se odeia. Isto é o que realmente os separa dos outros animais. Estes macacos odeiam, eles odeiam macacos que são diferentes, macacos de lugares diferentes, macacos de cores diferentes, sabe, os macacos se sentem sozinhos, todos os seis bilhões deles. Alguns dos macacos pagam outros macacos para ouvir seus problemas, os macacos querem respostas, os macacos sabem que vão morrer, então os macacos fazem deuses e os adoram. Então os macacos começam a discutir quem fez o Deuz melhor, e os macacos ficam irritados, e é quando geralmente os macacos decidem que é uma boa hora de começar a matar uns aos outros, então os macacos fazem guerra, os macacos criam bombas de hidrogênio, os macacos tem o planeta inteiro preparado para explodir, os macacos não sabem o que fazer, alguns dos macacos tocam para uma multidão vendida de outros macacos, os macaco fazem troféus e então eles dão para si mesmos, como se isto significasse algo. Alguns dos macacos acham que sabem de tudo, alguns dos macacos lêem Nietzsche, sem dar qualquer consideração ao fato de que Nietzsche era só outro macaco, os macacos faze, planos, os macacos se apaixonam, os macacos fazem sexo e então fazem mais macacos, os macacos fazem música e então os macacos dançam, dancem, macacos, dancem!&lt;br /&gt;Os macacos fazem muito barulho, os macacos tem tanto potencial, se eles pelo menos se dedicassem... Os macacos raspam o pelo de seus corpos numa ostensiva negação de sua verdadeira natureza de macaco, os macacos constroem gigantes colméias de macacos que eles chamam de “cidades”, os macacos desenham um monte de linhas imaginarias na terra, os macacos estão ficando sem petróleo que alimenta sua precária civilização, os macacos estão poluindo e saqueando seu planeta como se não houvesse amanhã, os macacos gostam de fingir que esta tudo bem, alguns dos macacos realmente acreditam que o universo inteiro foi feito para seu beneficio, como você pode ver, esses são uns macacos atrapalhados. Estes macacos são ao mesmo tempo as mais feias e mais belas criaturas do planeta, e os macacos não querem ser macacos, eles querem ser outra coisa, mas não são... “&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ASSISTA O VÍDEO LOGO ABAIXO OU CLICANDO &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=DRJqrLd7MrE"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DRJqrLd7MrE&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DRJqrLd7MrE&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-6137175321062314440?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/6137175321062314440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=6137175321062314440' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/6137175321062314440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/6137175321062314440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/03/vdeo-de-treinamento-de-macacos.html' title=''/><author><name>psychomantizz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12056584611868806377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-3492681726633165641</id><published>2008-02-11T01:50:00.001-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:02.906-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situacionismo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R7Aadlva70I/AAAAAAAAAE4/CVx2hR-JiSM/s1600-h/68paris3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R7Aadlva70I/AAAAAAAAAE4/CVx2hR-JiSM/s320/68paris3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165657868243496770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A INTERNACIONAL SITUACIONISTA REVISITADA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://www.geocities.com/lipstickinrage/"&gt;lipstickinrage&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano 2000, "sociedade do espectáculo" tornou-se uma expressão na moda, não tão famosa como "luta de classes" já foi, mas em todo o caso socialmente mais aceitável. Além do mais, a Internacional Situacionista (IS) é agora ofuscada pela sua figura principal, Guy Debord, que é geralmente apresentado como o último revolucionário romântico. Tanto em Berlim como em Atenas, é preciso ir além da moda situacionista para aceder à contribuição da IS para a revolução. Da mesma maneira, tem que se rasgar o véu "marxista" para entender o que Marx realmente disse -- e o que continua a significar para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IS mostrou que não há revolução sem a comunização generalizada e imediata da vida em todos os seus aspectos, e que esta transformação é uma das condições para a destruição do poder do Estado. A revolução significa pôr um fim a todas as separações, e em primeiro lugar àquela separação que as reproduz a todas: o trabalho, como algo desligado do resto da vida. Livrarmo-nos do trabalho assalariado implica uma desmercantilização da forma como comemos, dormimos, aprendemos e esquecemos, nos movemos de um lugar para outro, iluminamos o nosso quarto ou como nos relacionamos com o carvalho ao fundo da rua, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São banalidades? Pois nem sempre o foram e continuam a não sê-lo para muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ler os "Princípios da Produção e Distribuição Comunistas", escrito em 1935 pela esquerda germano-holandesa, para perceber a dimensão da evolução. Quanto a Bordiga e seus sucessores, sempre entenderam o comunismo como um programa para ser posto em prática depois da tomada do poder. Lembremo-nos apenas o que se discutia em 1960, quando os radicais debatiam sobre o "poder dos trabalhadores" e definiam a mudança social essencialmente como um processo político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revolução é comunização. Isto é tão importante como, por exemplo, foi a rejeição dos sindicatos após 1918. Não estamos dizendo que a teoria revolucionária deve mudar a cada trinta anos, mas que uma minoria apreciável de proletários rejeitou os sindicatos depois de 1914, e outra minoria activa fez da vida quotidiana o alvo da sua crítica nas décadas de sessenta e setenta. A IS ultrapassou os limites da economia, produção, fábrica e obreirismo porque nessa época, de Watts a Turim, os proletas estavam realmente questionando o sistema de trabalho e as actividades exteriores ao trabalho. Mas os dois campos raramente foram alvo de ataque pelos mesmos grupos: os Negros faziam motins contra a mercantilização da vida no gueto, enquanto trabalhadores negros e brancos se rebelavam contra ser reduzidos a apêndices das máquinas, e no entanto os dois movimentos não conseguiram fundir-se. No local de trabalho, por um lado os trabalhadores rejeitavam o trabalho e por outro exigiam maiores salários: o trabalho assalariado em si nunca foi posto de lado. Contudo, houve tentativas para questionar o sistema como um todo, em Itália por exemplo, e a IS foi uma das formas pela qual esses empreendimentos encontraram expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui que a IS continua a esclarecer-nos. E é também onde está aberta à crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O limite da IS reside no seu ponto forte: uma crítica da mercadoria que foi até ao básico sem realmente atingir a base.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IS recusou e aceitou simultaneamente a esquerda conselhista. Tal como Socialisme ou Barbarie, via o capital como gestão que retirava aos proletários qualquer controlo sobre as suas vidas, e concluía que era necessário encontrar um mecanismo social que permitisse a todos tomar parte na gestão da própria vida. A teoria de Socialisme ou Barbarie do "capitalismo burocrático" dava mais ênfase na burocracia do que no capital. Da mesma maneira, a teoria da IS da "sociedade espectacular" atribuia ao espectáculo no capitalismo mais importância do que ao próprio capital. Na verdade, os últimos escritos de Debord redefiniam o capitalismo como espectáculo plenamente integrado, mas o erro de apreciação já estava lá quando a Sociedade do Espectáculo tomou erroneamente a parte pelo todo em 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espectáculo não é a sua própria causa. Está enraízado nas relações de produção, e pode apenas ser compreendido através dum entendimento do capital e não inversamente. É a divisão do trabalho que transforma o trabalhador num espectador do seu trabalho, do produto desse trabalho e finalmente num espectador da sua vida. O espectáculo é a nossa existência alienada em imagens que se alimentam dela, o resultado autonomizado dos nossos actos sociais. Começa em nós e separa-se de nós através da representação universal das mercadorias. Torna-se exterior às nossas vidas porque as nossas vidas constantemente reproduzem a sua exteriorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ênfase no espectáculo conduz a uma luta por uma sociedade não espectacular: no pensamento situacionista, a democracia operária funciona como um antídoto contra a contemplação, como a melhor forma possível de criação de situações. A IS estava em busca de uma democracia autêntica, uma estrutura na qual os proletários deixariam de ser espectadores. Procurava o meio (a democracia), o lugar (o conselho) e o estilo de vida (autogestão generalizada) que permitiriam ao povo quebrar os grilhões da passividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe contradição entre as variantes Debord e Vaneigem da IS. Tanto o conselhismo como a subjectividade radical enfatizavam a auto-actividade, viesse ela do colectivo de trabalhadores ou do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Penso que todos os meus amigos e eu ficaríamos satisfeitos em trabalhar de maneira anónima no Ministério do Ócio, para um governo que se preocuparia por fim verdadeiramente por mudar a vida (...)" (Debord, Potlatch, n.29, 1957)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, os situacionistas acreditavam ser possível experimentar novos estilos de vida imediatamente. Rapidamente compreenderam que tais experiências requeriam uma reapropriação colectiva completa das condições de existência. Começaram com um assalto ao espectáculo visto como passividade e foram levados à afirmação do comunismo como actividade. Este é um ponto fundamental em relação ao qual não podemos retroceder. Porém, através de todo o processo desta (re)descoberta, a falha foi terem assumido que tem que haver um modo de uso para a vida o que levou à busca de um modo de usar totalmente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta procura por um modo de uso da vida de cada um, estimulou mas ao mesmo tempo deformou a crítica do militantismo desenvolvida pela IS.&lt;br /&gt;Foi necessário expôr a actividade política como uma actividade separada onde o indivíduo milita por uma causa da qual foi abstraída a sua própria vida, onde reprime os seus desejos e se sacrifica a um objectivo estranho aos seus sentimentos e necessidades. Todos já vimos exemplos de dedicação a um grupo e /ou a uma visão do mundo que acabam numa situação em que a pessoa deixa de ser receptiva a eventos reais e se torna incapaz de desenvolver actos subversivos quando eles passam a ser possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, só o concurso de relações reais pode evitar que se desenvolva a fraqueza pessoal e o auto-sacrifício alienado. Ao invés, a IS exigia radicalidade total e consistência 24 horas por dia, substituindo a moral militante por uma moral radical, o que também é ineficaz. O relato que a IS faz do seu fim, depois de Maio de 68 é deprimente: porque é que tão poucos membros estiveram à altura da situação? Guy Debord foi o único a consegui-lo? Talvez o principal problema de Debord tenha sido que agiu (e escreveu) como se nunca se tivesse enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ter sido subversivo troçar da falsa modéstia militante chamando-se a si mesmos uma Internacional, e voltar o espectáculo contra si mesmo, como no escândalo de Estrasburgo (1967). Mas o tiro saiu-lhes pela culatra quando os situacionistas tentaram usar técnicas publicitárias contra o mundo da publicidade. O seu slogan "Que o espectáculo acabe!" deteriorou-se em eles fazerem um espectáculo deles próprios, que acabou mesmo por se transformar em exibicionismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que a IS tanto gostava de citar Maquiavel e Clausewitz. De facto, os situacionistas acreditavam que, desde que conduzida com estilo e intuição, uma certa estratégia permitiria a um grupo de jovens brilhantes ganhar aos media no seu próprio jogo e influenciar a opinião pública duma maneira revolucionária. Só isto já mostra uma incompreensão da sociedade espectacular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes e durante 68, a IS encontrava habitualmente a atitude certa face a realidades que precisavam ser ridicularizadas antes de poderem ser transformadas de maneira revolucionária: política, a ética do trabalho, o respeito pela cultura, a a boa vontade esquerdista, e por aí fora. Posteriormente, quando a actividade situacionista começa a desvanecer-se, pouco mais ficou do que uma atitude, e passado pouco tempo nem sequer a atitude correcta, já que caíram na auto-valorização, no feiticismo dos conselhos, numa fascinação pelo lado oculto da política mundial, e ainda as suas análises erradas dos acontecimentos em Itália e Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IS foi o arauto da vinda da revolução. O que de facto ocorreu tinha muitas das características anunciadas pela IS. Os slogans de 68 em Paris ou de 77 em Bolonha ecoaram os artigos que tinham sido publicados previamente na revista de capa brilhante. No entanto, não foi propriamente uma revolução. A IS pretendia que tinha ocorrido uma. Democracia generalizada (e sobretudo, a democracia operária) tinha sido o sonho subversivo do fim dos anos 60 e do início dos 70: em vez de perceberem isto como a limitação do período, os situacionistas interpretaram-na como a vindicação do apelo à formação de conselhos. Não conseguiram entender que a autogestão autónoma das lutas de fábrica só podia ser um meio e nunca um fim em si mesmo ou um princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Autonomia resumia o espírito do tempo: libertar-se do sistema - em vez de desfazê-lo em bocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma revolução futura será menos a agregação do proletariado como um bloco do que a desintegração do que dia após dia reproduz os proletários enquanto proletários. Este processo significa juntar e organizar no local de trabalho mas também transformar o local de trabalho e libertarmo-nos dele tanto como reunirmo-nos nele. A comunização não será uma repetição de 1966 em San Francisco nem reatará com os sit-downs de fábrica do passado em grande escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A IS acabou adicionando conselhismo às ilusões sobre uma arte de viver revolucionária, i.e. um estilo de vida subversivo. Exigia um mundo onde a actividade humana fosse equivalente a um prazer contínuo, e descrevia o fim do trabalho como o começo dum divertimento e dum gozo sem fim. Nunca se livrou duma visão tecnicista e crente no progresso duma abundância gerada pela automação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos escassos grupos que tiveram impacto social na vaga subversiva de meados de 60, a Internacional Situacionista deu a melhor aproximação de comunismo tal como ele era concebido na época. Existia uma incompatibilidade historicamente inultrapassável entre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Abaixo o Trabalho!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Poder aos Trabalhadores!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e a IS situava-se no nó dessa contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gilles Dauvé, Junho de 2000&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-3492681726633165641?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/3492681726633165641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=3492681726633165641' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/3492681726633165641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/3492681726633165641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/02/internacional-situacionista-revisitada.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R7Aadlva70I/AAAAAAAAAE4/CVx2hR-JiSM/s72-c/68paris3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-3619146522863347087</id><published>2008-02-09T12:26:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:03.060-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='stirner'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='anarco-individualismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R64M5Fva7yI/AAAAAAAAAEo/TheWMo5vOmA/s1600-h/pin-fuck-off.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R64M5Fva7yI/AAAAAAAAAEo/TheWMo5vOmA/s320/pin-fuck-off.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165079997573689122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="content"&gt;   &lt;p&gt;A MINHA CAUSA É A CAUSA DE NADA! (*)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Há tanta coisa a querer a ser a minha causa! A começar pela boa causa, depois a causa de Deus, a causa da humanidade, da verdade, da liberdade, do humanitarismo, da justiça; para além disso, a causa do meu povo, do meu príncipe, da minha pátria, e finalmente até a causa do espírito e milhares de outras. A única coisa que não está prevista é que a minha causa seja a causa de mim mesmo! “Que vergonha, a deste egoísmo que só pensa em si!”&lt;br /&gt;Vejamos então como se comportam com a sua causa aqueles para cuja causa se espera que nós trabalhemos, nos sacrifiquemos e nos entusiasmemos.&lt;br /&gt;Vós que sabeis dizer tanta coisa profunda sobre Deus e durante milênios haveis “sondado os enigmas da divindade” e lhes perscrutastes o âmago, vos sabereis decerto dizer-nos como é que o próprio Deus trata a “causa de Deus”, que nós estamos destinados a servir. E de fato vós não fazeis mistério nenhum do modo como o Senhor se comporta. Qual é então a sua causa? Terá ele, como de nós se espera, feito de uma causa estranha, da causa da verdade e do amor, a sua própria causa? A vós, este mal-entendido causa-vos indignação, e pretendeis ensinar-nos que a causa de Deus é sem dúvida a causa da verdade e do amor, mas que não se pode dizer que esta causa lhe seja estranha, já que Deus é, ele mesmo, a verdade e o amor; a vós, indigna-vos a suposição de que Deus possa, como nós, pobres vermes, apoiar uma causa estranha como se sua fosse. “Como poderia Deus assumir a causa da verdade se ele próprio não fosse a verdade?” Ele só se preocupa com sua causa, mas como é tudo em tudo em tudo, e a nossa é bem pequena e desprezível: é por isso que temos de “servir uma causa superior”. Do exposto fica claro que Deus só se preocupa com o que é seu, só se ocupa de si mesmo, só pensa em si e só se vê a si – e ai de tudo aquilo que não caia nas suas graças! Ele não serve nenhuma instância superior e só a si se satisfaz. A sua causa é uma causa... puramente egoísta.&lt;br /&gt;E que se passa com a humanidade, cuja causa nos dizem que devemos assumir como nossa? Será a sua causa a de um outro, e serve a humanidade um causa superior? Não, a humanidade só olha para si própria, a humanidade só quer incentivar o progresso da humanidade, a humanidade tem em si mesma a sua causa. Para que ela se desenvolva, os povos e os indivíduos têm de sofrer por sua causa, e depois de terem realizado aquilo de que a humanidade precisa, ela, por gratidão, atira-os para a estrumeira da história. Não será a causa da humanidade uma causa... puramente egoísta?&lt;br /&gt;Nem preciso de demonstrar a todos aqueles que nos querem impingir a sua causa que o que os move são apenas eles mesmos, e não nós, o seu bem-estar, e não o nosso. Olhem só para o resto do lote. Será que a verdade, a liberdade, o humanitarismo, a justiça desejam outra coisa que não seja o vosso entusiasmo para os servir?&lt;br /&gt;Por isso todos se sentem nas suas sete quintas quando zelosamente lhes são prestadas honras. Veja-se o que se passa com o povo, protegido por dedicados patriotas. Os patriotas tombam em sangrentos combates, ou lutando contra a fome e a miséria. E acham que o povo quer saber disso? O povo “floresce” com o estrume dos seus cadáveres! Os indivíduos morreram “pela grande causa do povo”, o povo despede-se deles com umas palavras de agradecimentos e... tira daí proveito. É o que se chama um egoísmo rentável.&lt;br /&gt;Mas vejam só aquele sultão que tão delicadamente se ocupa dos “seus”. Não será isto o altruísmo em estado puro, não se sacrifica ele hora a hora pelos seus? Exatamente, pelos “seus”. Tenta tu mostrar-te uma vez, não como seu, mas como teu, e vais parar às masmorras por teres fugido ao seu egoísmo. A causa do sultão não é outra senão ele próprio: ele é para si tudo em tudo, é único, e não tolera ninguém que ouse não ser um dos “seus”.&lt;br /&gt;E todos estes brilhantes exemplos não chegam para vos convencer de que o egoísta leva sempre a melhor? Por mim, extraio daqui uma lição: em vez de continuar a servir com altruísmo aqueles grandes egoístas, sou eu próprio o egoísta.&lt;br /&gt;Nada é causa de Deus e da humanidade, nada a não ser eles próprios. Do mesmo modo, Eu sou a minha causa, eu que, como Deus, sou o nada de tudo o resto, eu que sou o meu tudo, eu que sou o único.&lt;br /&gt;Se Deus e a humanidade, como vos assegurais, têm em si mesmos substância suficiente para serem, em si, tudo em tudo, então em sinto que a mim me faltará muito menos, e que não terei de me lamentar pela minha “vacuidade”. O nada que eu sou não o é no sentido da vacuidade, mas antes o nada criador, o nada a partir do qual eu próprio, como criador, tudo crio.&lt;br /&gt;Por isso: nada de causas que não sejam única e exclusivamente a minha causa! Vocês dirão que a minha causa deveria, então, ao menos ser a “boa causa”. Qual bom, qual mau! Eu próprio sou a minha causa, e eu não sou nem bom nem mau. Nem uma nem outra coisa fazem para mim qualquer sentido.&lt;br /&gt;O divino é a causa de Deus, o humano a causa “do homem”. A minha causa não é nem o divino nem o humano, não é o verdadeiro, o bom, o justo, o livre, etc., mas exclusivamente o que é meu. E esta não é uma causa universal, mas sim... única, tal como eu. Para mim, nada está acima de mim! (STIRNER, 2004, p. 9-10-11)&lt;/p&gt; &lt;p&gt;(*) “Ich hab’ mein Sach’ auf nichts gestellt”, literalmente “Fundei a minha causa sobre o nada”, é a primeira linha do poema de Goethe intitulado Vanitas! Vanitatum vanitas!, de 1806. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;STIRNER, Max. O único e a sua propriedade. Portugal, Lisboa: Antígona, 2004, 339p.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Saúde, Anarquias e Liberdade!!!&lt;/p&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-3619146522863347087?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/3619146522863347087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=3619146522863347087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/3619146522863347087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/3619146522863347087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/02/minha-causa-causa-de-nada-h-tanta-coisa.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R64M5Fva7yI/AAAAAAAAAEo/TheWMo5vOmA/s72-c/pin-fuck-off.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-4486156174335338700</id><published>2008-02-01T14:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:03.183-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R6OhzgU6VCI/AAAAAAAAAEg/PR6c7wNAdyk/s1600-h/138028590_d00edf284f.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R6OhzgU6VCI/AAAAAAAAAEg/PR6c7wNAdyk/s320/138028590_d00edf284f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162147504119764002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesto da Filosofia Bozo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Reverendo Ibrahim Cesar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, os filósofos que seguiram a auto-denominada Filosofia Bozo jamais se levaram a sério. Na verdade, de acordo com o ponto de vista de muitos deles, não havia outra forma de se levar. O principal ponto de ruptura que caracterizou o movimento como uma filosofia diferenciada foi que, se antes tentava-se entender o mundo ou ensinar aos homens o-que-quer-que-seja, isso foi totalmente desprezado pela Filosofia Bozo. Que declarou por um de seus porta-vozes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nosso objetivo é matá-los. Matá-los de rir.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, dizem eles, caso a filosofia se ocupasse de julgar um dos grandes assuntos e chegasse a um veredito sobre isso, digamos sobre a existência ou a não-existência de deus, que impacto isso teria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte a tal veredito, de certo as pessoas acordariam como todas as outras manhãs, fariam suas coisas e viveriam como todos os outros dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Filosofia Bozo apenas assumiu o que se sabia desde sempre: Não é possível ensinar a quem quer que seja aquilo que ele já acha que sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEFINIÇÃO DE FILOSOFIA BOZO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Filosofia Bozo não têm definição e isto vêm direto das páginas do Principia Discordia como muitos devem ter notado. De fato é altamente documentado que os primeiros a aderir ao movimento eram de fato discordianos ou simpatizantes e usaram muitos conceitos discordianos em seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rev. Ibrahim Cesar chegou a declarar que a Filosofia Bozo guardada as devidas proporções era uma tentativa de criar um discordianismo laico. Muitos detratores tentavam denunciar essa ligação da Filosofia Bozo com o Discordianismo, como o objetivo de uma se parecia muito com que no Discordianismo se chama Operação:Mindfuck. “A Filosofia Bozo não passa de Mindfuck!” declaravam aos berros ao que eram respondidos em meio a troças deles: “Dizer que a Filosofia Bozo é Mindfuck, é Mindfuck”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles queriam resgatar o protagonismo da filosofia que hoje não passava de uma tia velha que ninguém mais dá atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estamos cansados de filosofos dedicarem suas vidas a reinterpretarem Nietzsche, Hegel e Kant. Eles estão mortos. A morte sempre teve uma importância fundamental no pensamento humano pois ela elimina os conservadores da geração anterior, relutantes em abandonar uma teoria velha e falaciosa para adotar uma nova e mais precisa. A Filosofia Bozo é imediatista. Queremos falar do aqui e agora e não rever a moral da Grécia Antiga.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no Manifesto da Filosofia Bozo publicado pela primeira vez na Cabala 1001 Gatos de Schrödinger que Rev. Ibrahim Cesar declarou iniciado o movimento com estas palavras: “Eu sou Rev. Ibrahim Cesar e estou me citando na terceira pessoa a fim de conseguir a tão almejada imparcialidade. Eu declaro que a Filosofia Bozo começa em 5,4,3,2,1…AGORA!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-4486156174335338700?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/4486156174335338700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=4486156174335338700' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/4486156174335338700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/4486156174335338700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/02/manifesto-da-filosofia-bozo-por.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R6OhzgU6VCI/AAAAAAAAAEg/PR6c7wNAdyk/s72-c/138028590_d00edf284f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-3696441738566954096</id><published>2008-01-27T11:39:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:03.333-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Refused'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R5zeYAU6U7I/AAAAAAAAADo/VdeXcYoLr9E/s1600-h/refused08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R5zeYAU6U7I/AAAAAAAAADo/VdeXcYoLr9E/s320/refused08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160243777045681074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estão todos gritando rock and roll, mas eu diria que isto já está ficando batido; pertencente ao museu onde sua pútrida alma foi vendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Refused foi uma banda que não teve medo de se apresentar. Eles saltavam de um lado para o outro do palco encenando todos os passos e poses das grandes bandas de rock, guitarras voando e pedestais de microfone dançando. Eles abraçaram seus papéis como estrelas - pelo menos enquanto tocavam. Eles faziam o possível para serem melhores que os roqueiros tradicionais usando seus próprios truques e fórmulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que deveria ser; eles são, afinal, uma banda de hardcore... ou seja, hardcore punk, ou seja, punk rock, ou seja, rock and roll. E o hardcore não é tão diferente assim do rock and roll, independente do que gostamos de acreditar. O hardcore ainda é sujeito às mesmas limitações que o rock and roll apresenta desde que foi retirado do underground negro e transformado em música comercial para o mercado branco adolescente. Ainda os mesmos velhos clichês: a platéia passivamente observando (ou na melhor das hipóteses, dançando), quatro caras com guitarras e bateria, a banda insistindo em procurar por algum acordo que ainda não foi muito usado, a platéia tentando sair de suas fatalmente entediantes realidades ao idolatrar o vocalista, que por sua vez inevitavelmente perpetua toda a farsa com algum "carisma" e egotismo reciclado. Ainda as mesmas relações econômicas, as bandas sendo meios para os capitalistas (corporativos ou privados) lucrarem à custa de todas as outras pessoas - na maioria das vezes a banda em si, que sente que deve ser paga somento pelo status em si. Sempre que uma banda de hardcore sobe no palco para tocar, para desafiar as pessoas e oferecer algo de novo, ela bate de frente com toda a história do rock and roll desde que foi castrado e comodificado. Não é de se admirar que tão poucas delas consigam abrir um caminho realmente novo e crucial, com todo o peso de anos de tradição, o peso morto de nosso passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Refused admitiu tudo isso. Eles não tentaram escapar disso com algum desvio para disfarçar o já esgotado formato; eles aceitaram toda a rotina e a elevaram ao máximo. Alguns disseram que o Refused usou a fórmula do rock and roll para nos chocar, para evadir nossas expectativas; isto é verdade, mas eles fizeram isto nos mostrando o que já sabíamos (mas recusávamos admitir). E eles fizeram isto pelos seguintes motivos: primeiro, para serem sinceros com a embaraçosa herança do punk rock, para traçar toda esta constritiva história e assim poderem confrontá-la, subertê-la, ultrapassá-la. Até que alguém fizesse isto, ela estaria fadada a ser eternamente um fantasma nos assombrando, nos acorrentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As performances de rock and roll do Refused estabeleceram um conflito direto entre o passado e o presente em vários níveis. Todas as noites em que eles tentavam colocar tudo para fora, eles eram confrontados por anos de repetição, de drama se transformando em melodrama, de paixão se transformando em farsa; usando os velhos e decrépitos passos de dança, poderiam eles tocar forte o suficiente, com paixão suficiente, com desespero suficiente para escaparem da força gravitacional do passado e fazerem o rock and roll parecer novo mais uma vez por um único momento sequer? Não poderia haver um desafio mais que este, e os melhores shows do Refused mostravam que eles haviam conseguido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao conseguirem, ele alcançaram um ato sagrado de liberação pelas cansadas e decrépitas fórmulas aplicadas. Porque tudo que é um clichê no rock hoje já foi mágico, temido, perigosamente profundo: da primeira vez que um guitarrista saltou ao ar, pode apostar que cada homem e mulher que o viram sentiram o mundo morrer e renascer de novo naquele momento. Lutar através das cicatrizes deixadas por Van Halen e imitadores ainda piores, roubar de volta e fazer com que os passos de dança de James Brown, os truques de guitarra de Little Richard, os poderosos passes de mágica vendidos como comodidades impotentes sejam excitantes novamente, resgatá-los em nome da luta por liberação e paixão da qual o rock and roll sempre foi parte (mesmo que com pouca consciência disto) em seus melhores momentos - fazer os mortos voltarem à vida, literalmente - quer tarefa mais romântica, mais quixoteana, mais bela do que esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro motivo pelo qual o Refused usava todas as performances do rock and roll foi para trazer à tona a tensão que existe em QUALQUER performance entre "sentimentos verdadeiros" e manipulação. Eles tocavam samplers manipulativos entre suas músicas para foder um pouco com as emoções do espectador, e faziam o mesmo ao utilizar performances que já estávamos previamente programados para responder de uma certa maneira. Vendo o Refused tocar, me senti simultaneamente respondendo à emoções reais e à ironia dos clichês utilizados; e, acima de tudo, eu conseguia até gostar dos clichês. Aquela tensão que existe entre o real e o falso está presente em toda a música de rock, e o Refused trouxe à tona esta dicotomia, brincou um pouco com ela, e ainda subverteu nossas idéias e expectativas ao apagar a linha entre as chamadas "reais" e "falsas" emoções, nos forçando a sair de nossos paradigmas e entrar em um mundo novo onde as velhas distinções são simplesmente inúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o Refused nos forçou a registrar o quociente do entretenimento musical para assim poderem lidar com o problema de serem artistas procurando motivas as pessoas. Performance artística é um esporte de espectadores; sob condições normais, é incapaz de mover as pessoas, não fazendo nada mais do que reforçar sua passividade. O Refused deliberadamente se colocou em um pedestal para que percebamos que NÓS é que estamos observando, que o ambiente de um show de rock NÃO é uma democracia, que o rock and roll NÃO se importa com a liberação do espectador e sim com sua escravidão, para manter contas de banco e egos alimentados e hierarquias exatamente no mesmo lugar. Mas ao mesmo tempo, eles tentaram tocar com tanta paixão que acabaram transcendendo tudo isto. A única maneira de se chegar à motivação e ação através de uma performance artística é mexendo tanto com as pessoas que, apenas ao observar, elas consegue se RE-avaliar. E foi isto que o Refused fez para mim - em toda a minha vida eu nunca estive tão ativamente envolvido em observar alguma coisa. Do mesmo modo que eles se mexiam no palco, eu estava me movendo por dentro duas vezes mais, mudando, crescendo, questionando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-3696441738566954096?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/3696441738566954096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=3696441738566954096' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/3696441738566954096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/3696441738566954096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/01/esto-todos-gritando-rock-and-roll-mas.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R5zeYAU6U7I/AAAAAAAAADo/VdeXcYoLr9E/s72-c/refused08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-7606210437080236913</id><published>2008-01-14T08:23:00.001-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:03.528-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situacionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Polícia'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R4uNgqHPn3I/AAAAAAAAAHs/TnwwFVDivHs/s1600-h/cartilha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R4uNgqHPn3I/AAAAAAAAAHs/TnwwFVDivHs/s320/cartilha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155369790655668082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Elaborada pelo Centro de Direitos Humanos de Sapopemba para conscientizar a população do que um policial pode ou não fazer durante uma abordagem e como denunciar abusos. Com ilustrações e linguagem didática, a cartilha explica ainda como e onde denunciar, além de dicas para identificar o agressor de forma discreta. Vale destacar que a segurança privada também deve seguir a cartilha, a lei que serve para a policia que está a serviço do Estado também serve para a privada. &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Segundo o promotor de Justiça Eduardo Dias de Souza Ferreira, a cartilha é importante por usar uma linguagem acessível e didática.“Para os policiais, esse material reafirma o que eles já aprendem na academia, além de sinalizar que as pessoas passam a ter conhecimento de seus direitos”. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O medo da população em relação às ações policiais é tanto que, como disse o Padre Júlio Lancelotti no documentário exibido no início do evento, “quando vem a polícia a gente tem que pedir socorro para os bandidos”. Há denúncias de policiais que com apenas um mandado invadem várias casas, de travestis e transexuais que são abordados de forma arbitrária simplesmente por serem quem são, além de mães que são humilhadas por questionar as atitudes dos policiais. E o perfil das vítimas todo mundo já sabe: pessoas em situação de pobreza, jovens e negros. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;       &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A cartilha está disponível também no site da Ouvidoria de Polícia (www.ouvidoria-policia.sp.gov.br ) e no site do Observatório de Violências Policial (www.ovp-sp.org) ou no Centro de Direitos Humanos do Sapopemba (Rua Vicente Franco Tolentino, 45 – (11) 6703-6654, o email é cdhs@terra.com.br.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não fique calado! Veja alguns telefones que podem ser acionados 24 horas por dia:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Disque denúncia 181&lt;/span&gt; – crimes cometidos por policias ou não, sem precisar se identificar. Pode ligar do orelhão, sem cartão.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Corregedoria da Polícia Militar - 3322-0190&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Corregedoria da Polícia Civil 3231-5536, Ramal 3231-5536&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ouvidoria de Polícia 0800-177-070&lt;/span&gt; - Podem ser feitas denúncias contra policiais civis e militares das 9 às 17 horas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em último caso, ligue 190 e explique a situação, pois não são todos os policiais que praticam abusos.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sabotagem.revolt.org/sites/sabotagem/files/cartilha_abordagem_pol_cdhs.pdf"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;DOWNLOAD&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://sabotagem.revolt.org/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;FONTE: SABOTAGEM!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-7606210437080236913?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/7606210437080236913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=7606210437080236913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/7606210437080236913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/7606210437080236913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/01/elaborada-pelo-centro-de-direitos.html' title=''/><author><name>psychomantizz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12056584611868806377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R4uNgqHPn3I/AAAAAAAAAHs/TnwwFVDivHs/s72-c/cartilha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-8433101444546556187</id><published>2008-01-13T09:29:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:03.695-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='convocação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicado de imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='chamado ás armas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_63DN8Frqahc/R4pLod_uemI/AAAAAAAAABM/8Nzh5F0MRxE/s1600-h/767px-Photo_wuming.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 651px; height: 250px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_63DN8Frqahc/R4pLod_uemI/AAAAAAAAABM/8Nzh5F0MRxE/s320/767px-Photo_wuming.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155015882097719906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pode ser considerado um, ou algo do tipo, quando me coloco em frente a esse tipo de situação, mas passou a ser inevitável. Um ato falho sim, mas porque é tanta a insistência? Porque eu ainda sou um integrante do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;comitê&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;treinamento&lt;/span&gt;, sim!&lt;br /&gt;Do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Comitê&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Treinamento&lt;/span&gt; de Macacos Espaciais, localizado em uma rua imaginária perto de você!&lt;br /&gt;Agora podem se perguntar, que maldição é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se desesperem porque nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;objetivo&lt;/span&gt; é justamente esse, localizar, explicar, persuadir, agradar e treinar você! Todos nós temos lados, somos todos multifacetados, e uma dessas várias somos no fundo no fundo Macacos, Macacos Espaciais! Pena que só você não percebe… talvez não perceba porque ainda não foi escolhido para uma dessas aventuras/&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;treinamentos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Todos nós obtemos/possuímos, qualidades, características, defeitos, modos, completamente distintos e totalmente variáveis a cada um de nós propriamente ditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só você não reconhece…&lt;br /&gt;Mas o que você faz? Escreve? Desenha? Canta? Xinga? Ou simplesmente não faz nada por pura opção?!&lt;br /&gt;Meus caros, tolice perder esse tanto de tempo… Claro que não, podemos produzir, atenuar, especializar tudo isso que somos capazes e não só sermos considerados parte da estatísticas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;primata&lt;/span&gt;! E que tal fazer sua parte nisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você vê de errado? Seja modesto, vamos lá!&lt;br /&gt;Não gosta do que lê? Então porque não comenta?!&lt;br /&gt;Estou te incomodando e fazendo você perder seu tempo ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;acessar&lt;/span&gt;, e pior, estar lendo toda essa baboseira? Então me diga!&lt;br /&gt;Está insatisfeito e não é o suficiente? Vamos lá, tome seu leite com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Moloko&lt;/span&gt; de hoje!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou esperando isso, sei que fará porque você se parece comigo, instintivamente age como eu, você tem seu ato falho quando nega esse tipo de coisa, afinal eu sou você em pessoa!&lt;br /&gt;E porque não seria? Você tem suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;insatisfações&lt;/span&gt;, suas revoltas, seus prazeres e suas muitas diversões. Você é um individualista mal acostumado e morre de angústia por saber que isso é verdade, eu sou, você é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso, já cansei de você, não me parece que seja suficiente e produtivo o bastante dentro de nosso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Comitê&lt;/span&gt;. Mas digo mais, ainda acredito em sua pessoa… Sentimental isso, não?! Talvez diga a você mesmo que não se interessou por isso, mas seria isso ou seria pelo simples fato de não ser capaz? &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ha&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;ha&lt;/span&gt;! Vamos lá, me mande um email, tente criar alguma resposta a esse texto. Afinal somos todos espertos, inteligentes, modestos e capazes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt; John Doe&lt;br /&gt;Cabeça e Fundador – Comitê de Treinamento&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:anyonejohdoe@gmail.com"&gt;anyonejohndoe@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-8433101444546556187?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/8433101444546556187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=8433101444546556187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8433101444546556187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8433101444546556187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/01/pode-ser-considerado-um-ou-algo-do-tipo.html' title=''/><author><name>John Doe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15669413656567949097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_63DN8Frqahc/R4pLod_uemI/AAAAAAAAABM/8Nzh5F0MRxE/s72-c/767px-Photo_wuming.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-6069917005828931190</id><published>2008-01-06T13:48:00.000-08:00</published><updated>2008-01-06T13:58:39.043-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contracultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='provos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="style2" align="justify"&gt;      &lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="style2" align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-size:130%;" &gt;PROVOS: a contracultura é laranja flourescente!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="style2" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="style2" align="justify"&gt;    Eles deram o pontapé inicial para a legalização do consumo de drogas na Holanda. Eles transformaram a bicicleta no mais folclórico meio de transporte de Amsterdam. Eles desenharam o uniforme que os Beatles usavam na capa de Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band. Ainda assim, eles eram praticamente anônimos no Brasil - até que a editora Conrad decidiu lançar "Provos: Amsterdam e o Nascimento da Contracultura", do italiano Matteo Guarnaccia. Você pode ir a Amsterdam todo final de semana, mas, até conhecer os Provos, pouco sabe sobre ela. &lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;    Como bons anarquistas que eram, os Provos (corruptela do termo "provokatie", ou "provocação") não chegaram a caracterizar um movimento organizado, menos ainda uma ideologia. A intenção desses jovens tresloucados do início dos anos 60 era debochar o mais cinicamente das tradições monárquicas holandesas da Casa Real de Orange e sua &lt;em&gt;protegé &lt;/em&gt;, a burguesia consumista - o que, como veremos, conseguiram fazer com o máximo de diversão e ousadia. Ao contrário de seus irmãos caçulas, os românticos hippies, não desejavam mudar o mundo: " Não podemos convencer as massas, e talvez sequer nos interesse fazer isso. O que podemos esperar deste bando de apáticas, indolentes, tolas baratas? É mais fácil o sol surgir no oeste do que eclodir uma revolução nos Países Baixos (...) O homem médio é um comedor de repolhos, improdutivo, não-criativo, emotivo. Alguém que se diverte fazendo fila nos guichês", dizia a primeira de uma incendiária série de edições de revistas "Provo". E ainda: "Provo tem consciência de que no final perderá, mas não pode deixar escapar a ocasião de cumprir ao menos uma qüinquagésima e sincera tentativa de provocar a sociedade". &lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2 style3" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;OS HAPPENINGS &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.mood.com.br/5a04/p4.gif" align="right" height="332" hspace="15" width="250" /&gt;E assim começaram em 1962, através de um formato que seria permanentemente adotado para zombar do status quo até o fim da galhofa, em 1967: o happening, evento efêmero que mistura arte e performance em locais públicos, criado em 1959 em Nova Iorque e imediatamente assimilado pelos artistas de vanguarda do mundo. Os heterogêneos Provos não eram exatamente artistas, mas tomaram o modelo emprestado e o executaram a sua maneira extravagante, a princípio com o único objetivo de espantar o tédio das conformidades. Happenings bizarros começam a espocar em Amsterdam: um sujeito escancara as portas e janelas de sua casa no auge do inverno, abre as torneiras, deixa a água congelar no chão e chama uma patinadora para exibir-se para os transeuntes curiosos; outro amassa papéis, com os quais recobre seu quarto, a calçada e os carros estacionados, gravando o ruído do amassado para posterior exibição em concertos nesta especialidade; dois times de ciclistas despem-se enquanto pedalam, até chocarem-se nus uns contra os outros. No entanto o caso mais assombroso foi o de Bart Huges, um estudante de medicina que em 1958 havia servido de cobaia nos experimentos com LSD na Universidade de Amsterdam. Huges realizou trepanação na própria caixa craniana (quer dizer, fez um furo no meio da testa com uma broca de dentista) e retirou o curativo para uma platéia ao som de tambores. Ele acreditava que seu "terceiro olho permanentemente aberto" lhe expandiria a consciência para sempre - e, é claro, aproveitou a oportunidade para chocar a massa incrédula.&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;Os caras eram do barulho, mas se até hoje você jamais havia escutado falar deles, a culpa não é sua. Matteo Guarnaccia explica que, além do simples fato do bando de doidos Provos estar circunscrito à Holanda, alardeando suas causas válidas e idéias cretinas através dos tablóides escritos em holandês, a ele "faltou também aquele megafone fundamental representado pela música pop. Se no mundo anglo-saxão o movimento pacifista e alternativo pôde contar com grupos ou cantores de música folk para amplificar e difundir sua mensagem, nada parecido aconteceu na Holanda, do ponto de vista musical".&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;As excursões Provo para fora da Holanda foram poucas e breves. Passaram pelo Marrocos, Ibiza, ilhas gregas (antecipando-se em pelo menos quatro anos às badaladas migrações hippies) e estabeleceram-se por algum tempo em Londres, tornando-se ícones da casta de artistas psicodélicos. Foi quando desenharam os figurinos de Sgt Pepper´s, e a Provo Marijeke Koger tornou-se a grande estilista dos malucos ingleses, aproveitando para executar um happening onde fez a dança dos sete véus inteiramente nua, pintada com cores fluorescentes. &lt;/p&gt;                     &lt;p class="style4" align="justify"&gt;CIGARROS, SÓ MARIHU &lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.mood.com.br/5a04/p5.gif" align="right" height="332" hspace="15" width="250" /&gt;Foi em 62, com Robert Jasper Grootveld, que a saga começa a tomar um formato mais ou menos definido. Grootveld, um fumante inveterado, decide começar uma hilariante campanha antifumo por Amsterdam, por onde anda totalmente fantasiado de feiticeiro africano, pintando a palavra "câncer" sobre todos os cartazes publicitários de cigarros das ruas. Foi preso algumas vezes, chegando, gratuitamente, às mesmas páginas de jornais que as corporações de tabaco pagam milhões para anunciar. Uma vez solto, usou um casebre velho numa região boêmia para realizar rituais antifumo que atraíam cada vez mais pessoas; mais tarde, transferiria os eventos para a praça Spui que, além de exibir uma estátua presenteada pela Hunter Tobacco Company para a cidade, ficava estrategicamente próxima à maioria das redações dos jornais.&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;Em 64, no clímax de seus protestos, já considerado um herói na cidade, Grootveld junta-se a Bart Huges para lançar o Marihu Project, um plano para reivindicar a legalização da maconha (afinal consideravam o cigarro uma "droga legalizada") e tirar um sarro da polícia. Espalharam por Amsterdam centenas de maços pintados à mão com desenhos fluorescentes, contendo baseados feitos com folhas secas catadas dos parques, algas, palha, pedaços de cortiça e também, naturalmente, a boa e velha cannabis. Concomitantemente, fazem circular cartas com as regras do jogo: "Cada um pode fabricar sua Marihu (...) Cada qual pode criar suas próprias regras, ou omiti-las".&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;O happening é um sucesso retumbante, em pouco tempo as centrais telefônicas da polícia estavam congestionadas com chamadas anônimas de cidadãos denunciando os próprios vizinhos como usuários de maconha, a maioria delas feitas pelos próprios Provos para causar confusão. Os homens da lei são obrigados a um ritmo de trabalho estressante, chegando a declarar para a imprensa que a situação começava a se tornar "problemática". Grootveld observa, muito apropriadamente: "Para dar caça a alguns consumidores de erva, uns agentes, notórios consumidores de nicotina, efetuam incursões-surpresa, que depois são propagandeadas na imprensa, mediante artigos escritos por jornalistas amiúde alcoolizados e lidos por um público que, por sua vez, é escravo da televisão ou da nicotina. Quem tem direito de dizer ao outro que não deve consumir uma determinada substância?"&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;                     &lt;span class="style6"&gt;PROVOLIFERAÇÃO &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;Em 65, reuniões na Spur à toda, a própria família real holandesa dá a deixa para a institucionalização da zorra Provo. A princesa Beatriz decide casar-se com Claus von Amsberg, um diplomata alemão que servira nas fileiras do exército nazista. Sofisticadas manobras políticas foram executadas, nos bastidores, pela Casa Real de Orange para reverter a péssima repercussão inicial que o noivado conseguiu junto à população e à imprensa. Quando o mal-estar parecia contornado, chega às ruas a terceira edição do tablóide Provo, atacando o futuro príncipe por todos os lados. O provotariado os esconde dentro dos jornais matutinos, sobretudo os sensacionalistas conservadores; em resposta, a imprensa começa imediatamente a atacar os Provos, fornecendo a primeira e necessária publicidade à causa anticasamento de nossos heróis. Para consolidar a rixa, na ocasião do desfile de lancha de Beatriz e Claus pelos canais de Amsterdam, alguns Provos lançam cópias da terceira edição da revista, sobre o casal.&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;A esta altura, tanto o prefeito como o chefe de polícia da cidade ensaiam posturas linha-dura para lidar com os rebeldes. Mesmo assim os embates são sempre bastante frustrantes: ao contrário dos manifestantes clássicos, os Provos não reagem aos cassetetes dos agentes; apenas dispersam-se e voltam a juntar-se alguns quilômetros mais adiante, num claro esquema de manifestação não-violenta - modelo que se tornaria a tônica das passeatas antibélicas e antiditadura que dominaram a Europa e as Américas na década de 60. Diversas edições dos tablóides Provo são apreendidos, seus editores multados por utilizarem fotografias sem licença. Mas tudo isto só servia para disseminar suas mensagens, alavancando sua popularidade.&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;                     &lt;img src="http://www.mood.com.br/5a04/p3.gif" align="left" height="173" hspace="15" width="250" /&gt;Então, em pleno boom automobilístico, os rituais antifumo da Spur transformam-se em campanha anticarro. Os Provos iniciam sua cruzada contra os motoristas, "consumidores hidrocarburodependentes mimados pelos traficantes de petróleo". Recusam-se a participar do sonho-classe-média de adquirir um automóvel, reivindicando o direito de não consumir; chamam a atenção para o tombo que os carros causam à qualidade de vida das cidades, entupindo o espaço público, causando acidentes e envenenando o ar; e, com o Plano da Bicicleta Branca, proclamam um meio de locomoção "socialmente responsável".&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;É quando publicam um manifesto na quinta edição do tablóide; depois, endereçam uma carta à prefeitura, reivindicando a compra de 20 mil bicicletas brancas comunitárias por ano. A idéia era que estivessem permanentemente disponíveis nas ruas para uso gratuito do cidadão comum, e que este as deixasse para o usuário seguinte quando cumprisse seu trajeto. O plano foi copiado, com sucesso, ao redor do mundo: Estocolmo, Oxford, Berkeley. Em Amsterdam, os próprios Provos espalharam bicicletas pela cidade, e simpatizantes da causa começaram a levar as suas para serem pintadas de branco nas reuniões semanais. Os policiais confiscaram as bicicletas comunitárias com a ridícula justificativa de que, como não tinham dono, representavam um estímulo ao roubo; e começaram a reprimir os encontros da Spui com progressiva violência, transformando-os em choques em praça pública. Entre reuniões com delegados, prisões e manchetes enraivecidas nos jornais, os Provos fizeram diversas tentativas de pacificação da situação, sem sucesso.&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;   Com os ânimos libertários em ebulição, ainda lançaram o Plano das Mulheres Brancas de liberdade sexual (já pedindo a venda de camisinhas a preços baixos), que poucos anos depois seria a tônica do movimento feminista e de direito dos homossexuais; fizeram manifestações anticolonialistas, condenando a política repressiva contra os indonésios que lutavam pela independência, e de direitos humanos contra as ditaduras de Franco (Espanha) e Salazar (Portugal); constituíram pequenas comunidades alternativas rurais; e puxaram os protestos contra a guerra do Vietnã, criando um escarcéu delirante diante da embaixada americana local. Ainda sobrava energia para esportes menos engajados, como pintar a casa do prefeito de branco ou suspender uma discussão sobre o casamento da princesa Beatriz no Parlamento de Haia usando uma sirene de bombeiro.&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;   As apreensões das revistas Provo ofereceram grande publicidade para a publicação, que passou das iniciais 500 cópias para as 20 mil cópias da derradeira edição. Na esteira desse crescente sucesso, 1965 foi o ano da explosão da imprensa underground holandesa, pasquins pipocando por todo país. Tinham concepção gráfica inovadora e inspiraram publicações por todo o globo, como a londrina It, que por ser em inglês se tornaria referência internacional do gênero. Em 64, Grootveld, visionário, disse que "os jornais se tornarão cada vez mais conformistas, cada vez mais corruptos, cada vez mais dependentes dos sindicatos da droga e da nojenta classe média (...) Vai se desenvolver um sentimento de dúvida em relação aos meios de comunicação. O resultado será o florescimento de uma imprensa descentralizada, talvez até mesmo ilegal (...) No futuro, cada um terá seu pequeno jornal. Porque não podemos esquecer que temos uma revolução ao alcance das mãos". A internet, com seus sites independentes e blogs, está aí para confirmar.&lt;br /&gt;                     &lt;span class="style3"&gt;&lt;br /&gt;                     &lt;strong&gt;ESTRELATO EXIGIU DESINTEGRAÇÃO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;    As semanas que se antecipavam ao casamento da princesa Beatriz com Claus desencadearam uma verdadeira paranóia acerca do que os Provos estariam planejando para a ocasião. Os rumores variavam de homens-rãs treinando para despontar pelos canais durante o cortejo real, gravações com estampidos de armas e estouros de bombas para levar a polícia a responder com fogo, até o despejo de LSD no aqueduto da cidade, para fazer a população viajar durante a cerimônia. Equipes de químicos analisam diariamente a água, a polícia invade a casa do provotariado, grampeiam telefones. De nada adianta. Em 10 de março de 66, dia do casório, Amsterdam está em estado de sítio, acessos bloqueados, hospitais em prontidão, helicópteros rodopiando, os noivos com colete à prova de balas por baixo da indumentária nupcial. Os Provos declararam o "dia na anarquia" e começaram lançando cerca de duzentas bombas de fumaça nas salas de imprensa internacionais e pelas ruas. O caos tomou conta da cidade, a multidão ensandecida corria dos policiais a cavalo, que os espancava até que perdessem os sentidos. Os choques começaram de manhã e duraram até alta madrugada. De dentro da igreja ouvia-se o coro gritando "República". Um Provo conseguiu deter a carruagem real atirando uma galinha branca nas pernas dos cavalos que a puxavam, e foi jogado dentro do canal por um grupo de monarquistas. &lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;&lt;img src="http://www.mood.com.br/5a04/p2.gif" align="right" height="173" hspace="15" width="250" /&gt;    O resultado publicitário alcançado pelos Provos foi o melhor possível, no dia seguinte todos os principais jornais do planeta noticiavam a esbórnia - a maioria, evidentemente, chamando-os de "indígenas", uma "subespécie humana". Em contrapartida, legiões de cabeludos de todos os continentes começam a invadir Amsterdam. Nove dias depois do casamento, é aberta a exposição fotográfica "10-3-66", com imagens da recente brutalidade da polícia. Os Provos aproveitam para lançar o Plano das Galinhas Brancas, onde divulgam o zombeteiro programa "Amigos da Polícia", exigindo, entre outras cretinices, seu desarmamento. Instantes mais tarde os homens da lei juntam-se ao evento, reproduzindo a performance do dia 10 de março. A televisão transmite o pandemônio. &lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;    Com a popularidade nas estrelas, o provotariado pensa em lançar dois candidatos para as vindouras eleições da Câmara dos Vereadores de 1 o de junho de 66. Instala-se uma discussão animada no grupo, uns achando que a idéia fere o princípio anarquista, outros pensando que os rebaixaria do eletrizante status de movimento de rua à indigna força política institucional. No entanto, movidos pela possibilidade de fiscalizar os políticos de perto e descansar da polícia, lançam 13 candidaturas, cobrindo Amsterdam com espetacular propaganda política: colagens enormes, sutiãs pintados, decoração natalina, esculturas com cores fluorescentes, pincéis colados em muros - todos com o número da chapa, 12. Os slogans variavam de "Vote Provo para ter tempo bom!" a "Vote Provo e darão boas gargalhadas!"; os comícios aconteciam na praça Spui; os programas de governo incluíam os Planos Brancos (bicicletas, mulheres, galinha, etc). Conseguiram inacreditáveis 13 mil votos (2,5%) e amealharam uma cadeira, que foi ocupada em regime de rodízio por cinco diferentes Provos ao longo dos cinco anos de mandato. O primeiro deles, De Vries, vai à Câmara descalço e arrota cada vez que inicia um discurso para os colegas. "É a prova viva de que os Provos não estão interessados no poder, não o querem e não sabem o que fazer com ele", diz o autor do livro. &lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;    A saga Provo ainda atraiu os rançosos estudantes situacionistas franceses, que pretendiam analisá-los; dá matérias históricas nos principais jornais psicodélicos americanos, dando uma lavada em seus leitores ao insinuar que os hippies pouco sabem sobre contracultura; e começam a ver a si próprios se tornarem pop: uma agência de turismo inclui uma visita à Spui na agenda de passeios e o órgão estatal para turismo organiza, numa cidade próxima a Amsterdam, falsos happenings, com encenações envolvendo falsos Provos e falsos policiais, tudo muito à la Disneyworld. &lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;    Para não se tornarem caricaturas de si próprios, já que são plenamente conscientes de que estão atuando na sociedade do espetáculo, em maio de 67 nossos protagonistas decidem baixar as cortinas. Fazem-no através do 15 o número do tablóide e uma festa de despedida no Vondel Park. Afinal, sem o apoio do chefe de polícia e o prefeito de Amsterdam, que foram despedidos por ineficiência, não fazia mais tanto sentido.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="style2" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="style2" align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="style2" align="justify"&gt;(ROUBADO de &lt;a href="http://www.mood.com.br/5a04/provos.asp"&gt;www.mood.com.br&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;                     &lt;p class="style2" align="justify"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-6069917005828931190?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/6069917005828931190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=6069917005828931190' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/6069917005828931190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/6069917005828931190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/01/provos-contracultura-laranja.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-4229968012113185215</id><published>2008-01-04T12:43:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:03.834-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situacionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças fonográficas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maio francês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Refused'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R36deJ6pNyI/AAAAAAAAADg/gyTtSg6NQN0/s1600-h/inc-+a+new+morning.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R36deJ6pNyI/AAAAAAAAADg/gyTtSg6NQN0/s320/inc-+a+new+morning.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151728165141952290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The (international) noise conspiracy- A new morning, changing weather&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quando o Refused se tornava página virada com o comunicado de imprensa "Refused is fucking dead,!long life to Refused!", Denis lyxzén montava outra banda menos ousada sonoramente, mas tão combativa,  e inteligente quando o Refused...&lt;br /&gt;      Já me descreveram essa banda como o encontro musical de Che Guevara com Elvis , Gang of Four e MC5...mas como eu não gosto do Che(sim! eu não gosto do Che!Alguém aí vai me bater ? ),eu prefiro descrever como um encontro de Daniel Cohn-Bendit com MC5...Garage Rock dançante com influências de soul music e dos mods da swinging london(yardbirds,the who,kinks e small faces), isso sem contar as letras , que são tão boas e criticas quanto as do Refused,críticas e com frases bem sacadas...(vide a "Bigger cage ,longer chains", "Capitalism stole my virginity", e a faixa título)&lt;br /&gt;      Como diria a revista portuguesa Mondo Bizarre:"Num mundo, como o definiu Debord, em que todos somos parte da Sociedade do Espectáculo, o T(I)N C são um dos seus membros mais críticos. Mas como ser-se uma prostituta cultural é o que está reservado a todos que tornam o seu trabalho público, à banda só resta continuar a ser uma puta de luxo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  "SMASH IT UP CUZ CAPITALISM STOLE MY VIRGINITY!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://www.mediafire.com/?9yej51ty4gd"&gt;DOWNLOAD&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-4229968012113185215?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/4229968012113185215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=4229968012113185215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/4229968012113185215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/4229968012113185215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/01/international-noise-conspiracy-new.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R36deJ6pNyI/AAAAAAAAADg/gyTtSg6NQN0/s72-c/inc-+a+new+morning.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-1454706961777932574</id><published>2008-01-02T08:52:00.002-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:04.207-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coleção baderna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Maio francês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3vEAZ6pNwI/AAAAAAAAADQ/x98rnTLVFQw/s1600-h/68paris1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3vEAZ6pNwI/AAAAAAAAADQ/x98rnTLVFQw/s320/68paris1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150926110064195330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Maio de 68, por Solidarity (Coleção Baderna)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um livro da Coleção Baderna sobre a maior rebelião estudantil/operária do Século XX... Um diário escrito no calor dos acontecimentos, com detalhes importantes, como por exemplo a postura retardada e idiota do partido comunista francês (tem coisa que é igual em todo lugar do mundo... Partido comunista e tudo igual mesmo), que tentou de  todas as maneiras sabotar a rebelião, a atitude cordial de operários e estudantes, que começaram a experimentar formas  auto-gestionárias nas universidades e fábricas de paris, enfim, para quem já conhecia a a história e para quem não conhece...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/file/18780343/7ce99d12/Paris_-_maio_de_68__Coletivo_Baderna_.html?s=1"&gt;DOWNLOAD!!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-1454706961777932574?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/1454706961777932574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=1454706961777932574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1454706961777932574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1454706961777932574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/01/maio-de-68por-solidarity-coleo-baderna.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3vEAZ6pNwI/AAAAAAAAADQ/x98rnTLVFQw/s72-c/68paris1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-2019619854773080801</id><published>2008-01-01T10:18:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:04.981-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situacionismo'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qF5KHPnwI/AAAAAAAAAGw/RQA1Zwlejd0/s1600-h/haveaniceday.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qF5KHPnwI/AAAAAAAAAGw/RQA1Zwlejd0/s320/haveaniceday.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150576340865359618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;Banksy é um dos mais conhecidos artistas de rua do mundo. Nascido em Bristol, Reino Unido em 1975 seus stencils são facilmente encontrados nas ruas de Londres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe a identidade de Banksy. Ele não costuma dar entrevistas e fez da contravenção uma constante em seu trabalho, sempre provocativo.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Recentemente, ele trocou 500 CDs da cantora Paris Hilton por cópias adulteradas em lojas de Londres, e colocou no parque de diversões Disney uma estátua-réplica de um prisioneiro de Guantánamo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Sua obra é carregada de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qHfqHPnyI/AAAAAAAAAHA/wGkCrMdmxn4/s1600-h/feeling5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qHfqHPnyI/AAAAAAAAAHA/wGkCrMdmxn4/s320/feeling5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150578101801951010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade.&lt;br /&gt;Apesar de não fazer caricaturas ou obras humorísticas, não raro, a primeira reação de um observador frente a uma de suas obras será o riso. Espontâneo, involuntário e sincero, assim como suas obras.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banksy"&gt;wikipedia.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(clique nas imagens para ampliá-las)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Há um tempo eu já tinha visto um de seus grafites mas não fazia idéia do que realmente o cara é capaz, vale a pena ver seus rascunhos, stencils, grafites em seu &lt;a href="http://www.banksy.co.uk/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;site oficial.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qIeqHPnzI/AAAAAAAAAHI/_PUnVCOvfck/s1600-h/queenvic2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qIeqHPnzI/AAAAAAAAAHI/_PUnVCOvfck/s320/queenvic2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150579184133709618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;Queen Vic&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qIqqHPn0I/AAAAAAAAAHQ/nvzVtdDfgII/s1600-h/copgirl3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qIqqHPn0I/AAAAAAAAAHQ/nvzVtdDfgII/s320/copgirl3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150579390292139842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; font-family: verdana;"&gt;Cop Girl&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qJJKHPn2I/AAAAAAAAAHg/OMUYGHTl-r0/s1600-h/kissingcoppers3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qJJKHPn2I/AAAAAAAAAHg/OMUYGHTl-r0/s320/kissingcoppers3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150579914278149986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;Kissing Copper&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.banksy.co.uk/"&gt;BANKSY!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-2019619854773080801?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/2019619854773080801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=2019619854773080801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/2019619854773080801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/2019619854773080801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2008/01/banksy-um-dos-mais-conhecidos-artistas.html' title=''/><author><name>psychomantizz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12056584611868806377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3qF5KHPnwI/AAAAAAAAAGw/RQA1Zwlejd0/s72-c/haveaniceday.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-6745870788916509065</id><published>2007-12-29T13:00:00.001-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:05.158-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='punk'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças fonográficas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='GBH'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.mediafire.com/?7v9bazshsz1"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3a1kqHPnvI/AAAAAAAAAGo/tXAhI-WVaIA/s320/city%2Bbaby%2Battacked%2Bby%2Brats.bmp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149502865329331954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;" &gt;GBH - City Baby Atacked by Rats&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt;1. Time Bomb (2:29)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 2. Sick Boy (2:33)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 3. War Dogs (1:30)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 4. Slut (2:32)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 5. Maniac (2:09)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 6. Gunned Down (2:35)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 7. I Am The Hunted (2:52)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 8. City Baby Attacked By Rats (2:36)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 9. Prayer Of A Realist (2:30)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 10. Passenger On The Menu (2:50)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 11. Heavy Discipline (2:12)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 12. Boston Babies (2:09)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt; 13. Bell End Bop (5:07)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(clique na capa para fazer o download)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um disco que assim como dentre tantos outros discos tem uma certa notoriedade quando escutados e apreciados em estados emocionais um tanto que explosivos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;/agressivos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Escute e saia para beber, brigar e esfriar um pouco a cabeça!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Perpetual torture, from those we love to hate. It's meant to be, you can&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;'t change fate!"&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-6745870788916509065?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/6745870788916509065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=6745870788916509065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/6745870788916509065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/6745870788916509065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/12/gbh-city-baby-atacked-by-rats-1.html' title=''/><author><name>psychomantizz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12056584611868806377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3a1kqHPnvI/AAAAAAAAAGo/tXAhI-WVaIA/s72-c/city%2Bbaby%2Battacked%2Bby%2Brats.bmp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-1137389800899077090</id><published>2007-12-29T12:32:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:05.362-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3awOaHPnuI/AAAAAAAAAGg/Aqpx2ITD2as/s1600-h/clockworkxprb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3awOaHPnuI/AAAAAAAAAGg/Aqpx2ITD2as/s320/clockworkxprb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149496985519103714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Como foi que você entrou? Fique longe de mim, seu sapinho malfeitor, ou lhe bato!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim como eu, que ainda não assistiu ao filme, vale a pena fazer o download do livro. Dispensa comentários, resenhas e blablabla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se ainda não conhece:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Clockwork Orange (Laranja Mecânica)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Livro de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anthony_Burgess" title="Anthony Burgess"&gt;Anthony Burgess&lt;/a&gt; conta a história de Alex, um garoto que junto com outros jovens de sua gangue, praticam roubos, espancamentos, estupros por toda uma Londres arrasada de um futuro indeterminado. Alex pratica a violência por puro prazer, assim como a maioria dos jovens de sua idade.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Burgess causou grande estranhamento em seus leitores por conta do vocabulário de Alex, cheio de gírias &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nadsat" title="Nadsat"&gt;nadsat&lt;/a&gt; - termos eslavos e palavras rimadas que exigem dedução para o entendimento. Exemplo: a rot do vekio estava cheia de krov vermelho quando lhe demos um toltchock; tiramos as platis da devotchka e seus grudis eram horrorshow, etc. O livro chocava também por sua violência e os conflitos éticos que cercavam o jovem Alex, suas punições e a sociedade.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Seu título provém de uma expressão anglo-saxã "As queer as a clockwork orange", ou, em uma tradução simplificada, "Tão bizarro quanto uma laranja mecânica".&lt;/p&gt;Foi adaptado para o cinema por Stanley Kubrick em 1971&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Links:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/12169936/Laranja_Mec_nica_-_Anthony_Burgess.pdf.html"&gt;DOWNLOAD&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="color: rgb(153, 153, 153);" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ultraviolence"&gt;DEFINIÇÃO "ULTRAVIOLENCE" - WIKIPEDIA (INGLÊS)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(153, 153, 153);" href="http://www.wikipedia.org/"&gt;FONTE&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(clique na imagem para ampliá-la)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-1137389800899077090?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/1137389800899077090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=1137389800899077090' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1137389800899077090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1137389800899077090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/12/como-foi-que-voc-entrou-fique-longe-de.html' title=''/><author><name>psychomantizz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12056584611868806377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3awOaHPnuI/AAAAAAAAAGg/Aqpx2ITD2as/s72-c/clockworkxprb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-8905648394421938205</id><published>2007-12-27T09:58:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:05.375-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Black Flag'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças fonográficas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3PoQ56pNoI/AAAAAAAAACQ/6M1PWcOUWyM/s1600-h/B000000LZ2.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3PoQ56pNoI/AAAAAAAAACQ/6M1PWcOUWyM/s320/B000000LZ2.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148714176136951426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Damaged - Black Flag&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   Todo mundo tem seus dias ruins, seus dias de fúria e raiva (não que esses dois sejam tão ruins assim..), quando você quer sumir do mundo ou quer que  o mundo se exploda (no meu caso a segunda opção vale pra  a maioria das vezes...) esse disco é a trilha dos meus dias ruins, junto com mais alguns outros como "Closer" do  Joy Division, "Fuel For The Hate Game" do Hot Water Music... Letras sobre dor, ódio, paranóia entre outros sentimentos bonitinhos... Uma coleção de letras raivosas, perdidas e urgentes, frases geniais espalhadas, sobre guitarras sujas, com solos micro tonais, vocais furiosos... Letras como "Thirsty and Miserable" (Sedento e miserável, você cai ao chão. Você bebe até não poder ver mais nada. Sedento e miserável, sempre querendo mais...), "Depression" (Aqui, tudo é culpa minha. Não tenho ninguém que se importe. A situação me faz sangrar. Não existe alivio pra uma pessoa como eu...) "Damaged II" (Estragado por você estragado por mim. Confuso, confuso não quero ficar confuso. Esforços estúpidos, confuso confuso não quero ficar confuso...)  e "Padded Cell" (A terra é uma cela acolchoada, (...) Eu vivo no inferno!! Esse paraíso é uma fraude!) que batem muito bem com meus tempos ruins... Ainda mais com uma trilha que dá vontade de quebrar a casa toda e sair socando quem pisa nos meus calos até ver sangue... A perfeição pra quando eu quero matar meio mundo com requintes de crueldade!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;RISE ABOVE! WE GONNA RISE ABOVE!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.badongo.com/pt/file/1936797"&gt;download&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-8905648394421938205?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/8905648394421938205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=8905648394421938205' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8905648394421938205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8905648394421938205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/12/damaged-black-flag-todo-mundo-tem-seus.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3PoQ56pNoI/AAAAAAAAACQ/6M1PWcOUWyM/s72-c/B000000LZ2.01._SCLZZZZZZZ_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-8446814616133513671</id><published>2007-12-26T11:10:00.001-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:05.522-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3KnJqHPnsI/AAAAAAAAAGQ/i1PZ8TcYlvA/s1600-h/20020225.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3KnJqHPnsI/AAAAAAAAAGQ/i1PZ8TcYlvA/s400/20020225.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148361108403232450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span font=""  style="font-family:verdana;"&gt;Pequena alusão ao último parágrafo do texto anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;clique na imagem para ampliá-la! Mais em &lt;a href="http://nothingnice.com/"&gt;nothingnice.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-8446814616133513671?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/8446814616133513671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=8446814616133513671' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8446814616133513671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8446814616133513671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/12/pequena-aluso-ao-ltimo-pargrafo-do.html' title=''/><author><name>psychomantizz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12056584611868806377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yTS1aAQAy-E/R3KnJqHPnsI/AAAAAAAAAGQ/i1PZ8TcYlvA/s72-c/20020225.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-5070040106851760852</id><published>2007-12-26T09:53:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:05.717-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='situacionismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='punk'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3Kb8p6pNnI/AAAAAAAAACI/u7Qy82zz8-g/s1600-h/vacant.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3Kb8p6pNnI/AAAAAAAAACI/u7Qy82zz8-g/s320/vacant.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148348790384178802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;DESTRUIÇÃO: O PUNK EDIFICADO EM GUY DEBORD&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;a href="mailto:cbastos@dr.rs.senai.br"&gt;Cristiano Bastos&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span font=""&gt;Talvez o vocábulo que melhor defina uma paternidade musical para o Punk seja "inextricável". Um timbre com essas qualidades, ainda que o Sex Pistols não tivesse sido forjado e lucrado as maiores condecorações do levante, em 1977, inevitavelmente teria se imposto através do legado sônico de grupos seminais como New York Dolls, The Kinks, The Stooges, The Who, Velvet Underground e muitos outros. No plano da contestação de cânones artísticos e da retórica política, contudo, a genealogia do Punk tem outra ascendência. Uma análise que remonta as primeiras vanguardas de revolta contra a arte no século XX, os chamados "Ismos": Futurismo, Dadaísmo e o obscuro - mas de significação estética decisiva - Situacionismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;Na Itália, o Futurismo de Fellipo Marinetti desencadeia uma nova vanguarda de revolução contra os moldes impostos pela inteligência produtora de arte no início do século, fundindo, num só expediente, a dinâmica pintura-poesia-música-moda-política e arquitetura. Entusiastas da publicidade, o Primeiro Manifesto, redigido por Marinetti, em 1909, louvava a juventude, as máquinas, o movimento, a energia, a guerra e a velocidade. Um incontestável pendor juvenil, que muito remete ao Punk, pela semelhança de atitudes e o ímpeto de reinventar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;O elemento destruir é o amálgama entre Punk e Futurismo; a dicotomia está no "o que" precisamente destruir. O Futurismo almejava dizimar modelos artísticos senis, imbuído em uma rearquitetura da arte. Um dos núcleos da rebelião Punk é a insubordinação contra os estandartes que levaram o Rock à monotonia e à opulência semi-erudita, e conflagraram, &lt;i&gt;in&lt;/i&gt; loco, seu acontecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;Se o Futurismo havia se maravilhado com a possibilidade estética da guerra (algo "ruidoso, veloz e teatral"), antes de ela ocorrer, o Dadaísmo insurgiu-se em oposição às fascinações desta ordem. Ainda que partilhassem da mesma revolta a determinado tipo de realização artística, os dadaístas estavam em dissonância face à definição de arte. Surgido em 1916, em Zurique, na Suíça, ao inverso do Futurismo, o Dadaísmo não era de um movimento propriamente artístico, sendo mais atitude do que estilo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;Erigido por uma linhagem de "artistas" avessos ao trabalho, que acreditavam estar alienados muito além das belas-artes, dos quais os mais loquazes expoentes são o poeta Tristan Tzara e o artista plástico Marcel Duchamp, o Dadá agiu com atos subconscientes e formulações extravagantes nas investidas de sua plataforma utópica. A arte, segundo o credo dadaísta, é mera falsificação imposta pela sociedade burguesa, uma válvula de segurança moral, idêntica ao trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t75" stroked="f" filled="f" path="m@4@5l@4@11@9@11@9@5xe" preferrelative="t" spt="75" coordsize="21600,21600"&gt;&lt;v:stroke&gt;&lt;/v:stroke&gt;&lt;v:formulas&gt;&lt;v:f eqn="if lineDrawn pixelLineWidth 0"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 1 0"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="sum 0 0 @1"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="prod @2 1 2"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="prod @3 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="sum @0 0 1"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="prod @6 1 2"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelWidth"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="sum @8 21600 0"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="prod @7 21600 pixelHeight"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;v:f eqn="sum @10 21600 0"&gt;&lt;/v:f&gt;&lt;/v:formulas&gt;&lt;v:path connecttype="rect" gradientshapeok="t" extrusionok="f"&gt;&lt;/v:path&gt;&lt;o:lock aspectratio="t" ext="edit"&gt;&lt;/o:lock&gt;&lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" 171="" 75="" allowoverlap="f" alt="type=&amp;quot;#_x0000_t75&amp;quot;"&gt;&lt;w:wrap type="square"&gt;&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;span font=""&gt;Duchamp, o qual declarava-se anti-artista, dizia que "aqueles que olham é que fazem os quadros". Seu próprio caso é bastante elucidativo nesse sentido. A contribuição de Duchamp para dessacralização da aura de gênio ostentada pelos artistas, uma reminiscência herdada do romantismo, ajudou a solucionar o enigma fantástico do átimo criativo. Ao utilizar em obras objetos manufaturados, modificados ou não, Duchamp inaugura os &lt;i&gt;ready-mades&lt;/i&gt;. A peça Fontaine, de sua autoria, um mictório elevado ao estatuto de arte, é exemplo dessa possibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;Embora o &lt;i&gt;street punk&lt;/i&gt; londrino tenha origens não-intelectuais, absorvidas de ferozes slogans de torcidas de futebol, como o Streetford End of Mancheste United ("Nós Odiamos os Humanos!" era o grito de guerra entoado) e a literatura skinhead de Richard Allen, alguns protopunks politizados, egressos das academias de arte britânicas, como os membros da banda The Clash e o empresário Malcom McLaren, posteriormente retomaram doutrinas futuristas e dadaístas. A absorção do conteúdo anarquista das duas escolas, um dia vanguardas, talvez tenha ocorrido justamente pelo caráter monolítico dessas instituições de ensino. Nos anos sessenta, McLaren era estudante da Croydon Art School, onde tornou-se colega de Jamie Reid, futuro designer do Sex Pistols que, entre outros grafismos, foi responsável pela capa do &lt;i&gt;single&lt;/i&gt; anti-jubileu "God Save The Queen". "Eu aprendi política e entendi o mundo através da história da arte", rejubilava-se McLaren.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;A temática anti-arte-antilabor dos dadaístas é retomada de forma mais contundente, na década de 50, na Itália, pela Internacional Situacionista, sob a luz de Guy Debord. O termo "situacionismo", que numa significação estrita remete a posições políticas reacionárias, conforme o panfleto número 9 da Internacional Situacionista, de 9 de agosto de 1964, "é uma palavra que contém em si mesma sua própria crítica; uma atividade que pretende fazer as situações e não as examina em função de um valor explicativo ou qualquer outro". Foi desse filão intelectual, na não-reconhecida seção inglesa situacionista intitulada &lt;i&gt;King Mob&lt;/i&gt;, que Malcom Mclaren usurparia idéias e emblemáticos slogans para o estopim da Blank Generation em 1977 - outro lampejo alheio, vislumbrado pelo protótipo &lt;i&gt;punkster&lt;/i&gt; Richard Hell. Elementos visuais da cultura &lt;i&gt;underground&lt;/i&gt; novaiorquina, a comitiva Pop Art reunida em torno de Andy Warhol na Factory e a banda New York Dolls, tiveram assimilação de natureza distinta nessa gênese, assim como o extemporâneo crossover envolvendo Pop Music, Power, Motherfuckers, White Panthers e a banda protopunk MC5. A filosofia professada por McLaren era mais ou menos a seguinte: "se você não roubar as coisas que percebe a sua volta, só porque elas a inspiraram, então você é um estúpido. O mundo é feito de plágios."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;Guy Debord, filósofo, agitador social, cineasta e autêntico misantropo de sua práxis, teve uma trajetória envolta em legítimos desastres do destino, o que torna a confrontação com Sid Vicious, baixista dos Sex Pistols, e o americano Darby Crash, vocalista do grupo The Germs (ambos mortos tragicamente em razão do estilo de vida Punk), uma extravagante coincidência. Autor da desdenhada obra A Sociedade do Espetáculo, em 1967, mas de vital importância para alas extremistas em maio de 68, Debord viveu no auto-isolamento, sendo ignorado tanto pela imprensa como por lúmpen-intelectuais. Desprezo que talvez encontre explicação no fato de ele mesmo intitular-se "doutor em nada"; nunca freqüentou bancos acadêmicos, tampouco abandonou as teorias que formulou. Retratos seus são raros e jamais concedeu uma entrevista sequer em toda vida. Aumenta nele a mácula de maldito o pai ter exaurido a fortuna da família, acumulada durante gerações, e ter sido implicado no assassinato do amigo e editor Gérard Lebovici, em 1984, em Paris, incidente que justifica como "uma emboscada não explicada".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;Debord publicou A Sociedade do Espetáculo com o objetivo de legar um apêndice teórico plausível aos situacionistas, até então órfãos de um, e obteve alguma repercussão nos meios intelectuais e estudantis franceses. Através de uma aleatória compilação de conceitos de concisão aforística sobre a lógica de funcionamento do império midiático, o livro perfila uma acurada análise acerca da moderna sociedade de consumo. O desdobramento de imagens manufaturadas, transmitidas no feitio de eventos palpáveis de política e de cultura, como substitutas da veemente ação criadora, é a principal insígnia situacionista contra a sociedade espetacular análoga à arte. Tal sociedade, no horizonte vislumbrado por Debord, fincada nos alicerces do espetáculo, é "o capital em tal grau de acumulação que se personifica em imagem".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;No artigo de 1988, "Comentários sobre a Sociedade Espetacular" - com dedicatória a Lebovici -, Debord revela ter suprimido de A Sociedade do Espetáculo inúmeras conclusões relevantes. O intuito, segundo ele, foi privar os agentes do espetáculo de conhecerem detalhes sobre o organismo desta sociedade e gerar, deliberadamente, o ruído que produz a desinformação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;No mesmo ensaio, Debord acautela-se: "É preciso levar em consideração que, dessa elite que vai se interessar pelo texto, quase metade é formada pelos que se esforçam para manter o sistema de dominação espetacular, e a outra metade por aqueles que se obstinam em agir em sentido oposto. Como devo levar em conta leitores muito atentos e de tendências diversas, é evidente que não posso falar com inteira liberdade. Devo ter cautela para não ensinar demais". Mas o protecionismo de informações de Debord justifica-se, levando em conta que Malcom McLaren certamente deveria ser um desses leitores bastante atentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;O homem que "inventou o Punk", egresso da &lt;i&gt;King Mob&lt;/i&gt;, abandonou a causa revolucionária situacionista e transformou a crítica anticapitalista e antiarte numa forma de encher os bolsos de dinheiro. A &lt;i&gt;King Mob&lt;/i&gt;, na verdade, apesar da retórica situacionista, tinha sua ascensão de outros grupos. McLaren, por exemplo, vinha da cena &lt;i&gt;freak&lt;/i&gt; anarquista em Notting Hill, oeste de Londres. "Não há limites à nossa total ausência de lei", promulgavam eles no volante impresso &lt;i&gt;King Mob Echo&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;Da &lt;i&gt;King Mob&lt;/i&gt;, Mclaren deu prosseguimento à farsa ao encampar frases de efeito da cartilha situacionista e aplicá-las aos Sex Pistols, dando-lhes semântica e alvos novos. "Fique Puto, Destrua!" (Get Pissed, Destroy!), de "Anarchy In the UK" (Anarquia no Reino Unido) - banida das rádios - e "Sem Futuro!" (No Future!), da música homônima, epistemologicamente, muito traduzem o apocalipse situacionista da arte, a qual, para ser realizada, deve ser destruída. Debord e seu séquito, contudo, não estavam nem um pouco interessados quanto à representação da &lt;i&gt;King Mob&lt;/i&gt; em solo britânico. Um comentário realizado na Internacional Situacionista 12 evidenciava a aversão dos debordistas à fração britânica: "uma trupe chamada &lt;i&gt;King Mob&lt;/i&gt;...passa-se, de maneira bastante errônea, por ligeiramente pró-situacionista".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;Para Debord, o espetáculo é apenas o aspecto mais visível e superficial de uma verdadeira maquinaria de manipulações que fragmenta a vida cotidiana em imagens. Essa imagética, veiculada pelos meios de comunicação, induz os indivíduos a consumir, passivamente, tudo o que efetivamente lhes falta na vida real. Para Debord, o espetáculo é administrado pelo próprio espetáculo, uma entidade viva governando a sociedade. Esse fenômeno, fruto independente de sua cognição, é uma artimanha, espécie de conluio maligno engendrado pelas sociedades capitalistas, que tornaram a economia um fim e a alienação, subsidiada pelo espetáculo, uma forma de domínio. Debord critica até mesmo os metadebates realizados sobre o espetáculo, atribuindo-lhes o epíteto de "discussões vazias". As diretrizes dessas discussões também são ditadas pelo espetáculo, a fim de que não revelem absolutamente nada sobre sua pragmática.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;Algumas teorizações envolvendo a Internacional Situacionista e o Punk, porém, estão inventariadas em análises de que se depreende um certo nonsense ao concatenar as duas unidades. O jornalista americano Greil Marcus, utilizando o método de livre associação no livro &lt;i&gt;Lipstick Traces&lt;/i&gt; (Marcas de Batom), de 1990, faz interligações genealógicas que culminam em fatos referentes a ambos. Por exemplo: a semelhança fonética entre John of Leyden (pertencente à tradição do Livre Espírito das heresias medievais) e Johnny Lydon (pseudônimo de Johnny Rotten, vocalista dos Sex Pistols), é encarada por Marcus como uma "releitura radical e extravagante da história". Marcus, entre outras considerações, postula que "a Internacional Situacionista foi uma bomba, que passou despercebida no seu tempo, e iria explodir décadas depois sob a forma de 'Anarchy In The Uk' e 'Holydays In The Sun'". O autor credita a McLaren a conexão entre os dois movimentos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1027" allowoverlap="f" alt="type=&amp;quot;#_x0000_t75&amp;quot;" 25="" 5=""&gt;&lt;w:wrap type="square"&gt;&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;span font=""&gt;O ideário faça-você-mesmo, todavia, praticado singularmente pelo Punk, cuja principal alavanca foi McLaren, na encarnação do Sex Pistols, já é semeado pelos situacionistas em 1960. Na Internacional Situacionista 4, de 17 de maio, o papel do sujeito comum - imberbe e roufenho nas grandes massas - pode ser o de realizador artístico e o nascimento da máxima faça-você-mesmo fica visivelmente perceptível. "Inauguramos agora o que será, historicamente, o último dos ofícios. O papel de situacionista, de amador-profissional, de anti-especialista, é ainda uma especialização até o momento da abundância econômica e mental no qual todo mundo se tornará 'artista', num sentido que os artistas não alcançaram: a construção da própria vida".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;E a questão da erudição sonora proposta pelos praticantes do chamado Rock Progressivo (que reinou despoticamente em respeitável parte dos anos 70 e terminou por desencadear outra legítima revolta Punk), é homóloga ao desgosto tanto de punks quanto de situacionistas, na figura de Debord, ao caráter experimental da música. Johnny Rotten celebrizou-se ao vestir uma camiseta com os enfáticos dizeres "I Hate Pink Floyd" (Eu odeio Pink Floyd) na época em que a banda era a divindade intocada da geração progressiva e gigante da música pop de então.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;Em 1967, às vésperas de o Pink Floyd lançar o primogênito álbum &lt;i&gt;The Pippers Gates of Dawn&lt;/i&gt;, o baixista Roger Waters escreveu uma espécie de minimanifesto, distribuído pela gravadora inglesa EMI como parte da estratégia de divulgação. Nessa época, o rótulo "Rock Progressivo" nem havia sido cunhado e o sistema nervoso da banda ainda era Syd Barret, que vitimado de outra modalidade de misantropia, a lisérgica, foi literalmente segregado da banda no disco seguinte, &lt;i&gt;The Saucerful of Secrets&lt;/i&gt;. Waters parece escarnecer do sentido "anti" do qual certos movimentos se revestem. O que pronuncia no manifesto soa como uma réplica à negação da música experimentalista que Debord tanto execrava e um anticorpo à aversão e o ódio dos punks ao Rock Sinfônico de exatamente 10 anos depois. "Tocamos como queremos e o que achamos de novo. Somos a orquestra do movimento alternativo porque tocamos o que as pessoas livres querem ouvir. Não somos um anti-grupo, não somos anarquistas: somos a favor da liberdade, da criatividade e da beleza."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;O caso envolvendo a música - talvez a única ramificação das artes que possa se dar ao luxo de renegar padrões rígidos de educação ¾ também foi a fagulha de desencontros ideológicos na Internacional Situacionista. Dicotomias internas, envolvendo conceitos díspares de um mesmo credo, deixaram à mostra a ausência de dinâmica interna. Um desses embates sucedeu-se entre Debord e o músico situacionista Walter Olmo, que apresentou um texto chamado "Por um Conceito de Música Experimental". O escrito, radicalmente rechaçado por Debord, onde Olmo relatava suas pesquisas musicais referentes a construções de ambiências, é relegado à "atitude típica do pensamento de direita". O ensaio custou a expulsão sumária de Olmo da Internacional Situacionista. Outra polêmica de Olmo em torno das experimentações é relacionada à invenção do tereminófano, uma traquitana emissora de notas, variáveis conforme o ir e vir de pessoas em uma galeria de arte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1028" allowoverlap="f" alt="type=&amp;quot;#_x0000_t75&amp;quot;" 201="" 150=""&gt;&lt;w:wrap type="square"&gt;&lt;/w:wrap&gt;&lt;/v:shape&gt;&lt;span font=""&gt;No cerne dos situacionistas, nova incompatibilidade é denotada pela ala de Munique, representada pela revista Spur (traço ou caminho), editada pelo grupo Spur, em 1960. O Spur apostava na produção coletiva e não-competitiva da arte, contrastando com os arraigados objetivos de supressão propostos por Debord. "A arte não tem nada a ver com verdade. A verdade está entre entidades. Querer ser objetivo é ser parcial. Ser parcial é pedante e entediante...NÓS EXIGIMOS O &lt;i&gt;KITSCH&lt;/i&gt;, A SUJEIRA, A GOSMA PRIMORDIAL, O DESERTO. A arte é o monte de excremento no qual o &lt;i&gt;kitsch&lt;/i&gt; cresce. Em vez de idealismo abstrato, queremos niilismo honesto", atestava a reclamatória de 1961, publicada no periódico.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;Em 1978, o ativista situacionista David W., centrado em Guy Debord, no texto "The End of Music", reprova o trabalho do programador visual do Sex Pistols, Jamie Reid. O designer era colaborador de um veículo oficial dos situacionistas, o Point Blank, e utilizou algumas das imagens que produziu na capa do &lt;i&gt;single&lt;/i&gt; "Pretty Vacant". Pelo ponto de vista de W., Reid estava suprindo a renegada King Mob de trabalhos pertencentes à Internacional Situacionista. "Malcon McLaren", protesta ele, "empresário dos Sex Pistols, foi amigo de indivíduos versados na crítica situacionista na Inglaterra e se apropriou de alguns dos slogans e atitudes daquele ambiente...O EP 'Pretty Vacant' foi promovido por um pôster com fotos cortadas de dois ônibus indo na direção das palavras TÉDIO e LUGAR NENHUM - imagem tirada direto das páginas de Point Blank".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;Quando, em 1989, Debord publicou um dos seus últimos escritos, "Comentários sobre a Sociedade Espetacular", argüindo que as premonições feitas 1967 tornaram-se verdades, fez apenas uma ressalva: a sociedade espetacular, no mundo contemporâneo, transmutou-se numa nova forma, definitivamente integrada ao espetáculo. De maneira análoga ao Punk, Debord privilegiou um estilo de vida às margens dos oficialismos; das artes, da política e das instituições. Em dezembro de 1994, contando então 64 anos e vivendo no mais restrito isolamento, Debord escolhe pelo suicídio. A imprensa francesa, que o havia repudiado durante mais de quarenta anos, de maneira absurdamente irônica, constrói sobre ele o estereótipo de celebridade "hollywoodiana", reprocessando seu libelo, de pífio subproduto cultural, a objeto de culto em diversos países. Tal como ocorreu com o Punk, à medida em que, de &lt;i&gt;underground&lt;/i&gt;, passou a &lt;i&gt;top of the pops&lt;/i&gt;. A Sociedade Espetacular, contra a qual Debord e o Punk se debateram a vida inteira, não concedeu indulgências nem mesmo aos seus maiores visionários.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;&lt;span font=""&gt;* Cristiano Bastos é jornalista de Porto Alegre e seu texto "Destruição: O Punk Edificado em Guy Debord", já foi publicado na Revista &lt;i&gt;Mondo Bizarre&lt;/i&gt;, em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-5070040106851760852?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/5070040106851760852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=5070040106851760852' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5070040106851760852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5070040106851760852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/12/destruio-o-punk-edificado-em-guy-debord.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R3Kb8p6pNnI/AAAAAAAAACI/u7Qy82zz8-g/s72-c/vacant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-7598741639251230183</id><published>2007-12-22T10:42:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:05.876-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunicado de imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Refused'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R21axp6pNlI/AAAAAAAAAB4/oyoCajVVpvc/s1600-h/68paris3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R21axp6pNlI/AAAAAAAAAB4/oyoCajVVpvc/s320/68paris3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146869758266259026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; PORRA! O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;REFUSED&lt;/span&gt;  TÁ  MORTO!!!!!!!!!!!&lt;br /&gt;(último comunicado de imprensa do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;refused&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   Como os teóricos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;políticos&lt;/span&gt; e os filósofos(&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Baudrillard&lt;/span&gt;,&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Focault&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Derrida&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Debord&lt;/span&gt; e por aí vai...) nós também lidamos com uma dose de estar cumprindo uma profecia(?). a transformação  de uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéia&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ação&lt;/span&gt; concreta.quando em 1972 os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;quilapayuns&lt;/span&gt; perceberam a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;importância&lt;/span&gt; de alargar o seu espectro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;ação&lt;/span&gt; dividindo a banda em cinco diferentes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;seções&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;ação&lt;/span&gt; para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;serem&lt;/span&gt; capazes de  espalhar as suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;idéias&lt;/span&gt; em tantas localidades e pessoas quanto fosse &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;possível&lt;/span&gt;, eles compreenderam o principio da organização &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;massiva&lt;/span&gt; do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;coletivo&lt;/span&gt;.uma divisão em cinco novas e diferentes &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;direções&lt;/span&gt; significam na pratica cinco novos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;projetos&lt;/span&gt; que podem  desafiar e lutar contra o tédio e morte que rastejam dentro da nossa vida diária. cinco  novos caminhos para concretizar o  manifesto conhecido sob a bandeira &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;coletiva&lt;/span&gt; de "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;refused&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;party&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;program&lt;/span&gt;"(programa do partido &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;refused&lt;/span&gt;), cinco novas forças que podem mastigar e engolir cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;tendencia&lt;/span&gt;  da algema burguesa  que nos prende.&lt;br /&gt; então &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;pq&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;refused&lt;/span&gt; precisou morrer para estar apto a nascer das cinzas como a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;fênix&lt;/span&gt;? é &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;impossivel&lt;/span&gt; tomar parte no programa revolucionário quando cada aspecto da existência foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;projetado&lt;/span&gt; como entretenimento e musica, uma tradição em que  ambos , expressão e criatividade,  estiveram mortos por tempo demais. Nós &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;esperávamos&lt;/span&gt; ser o ultimo prego no caixão do cadáver podre do que foi a música popular, mais &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;desafortunadamente&lt;/span&gt;, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;reificação&lt;/span&gt; foi grande demais  para que &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;tivéssemos&lt;/span&gt; sucesso  nossos débeis ataques passassem por esse discurso chato. quando toda expressão, não importa quão radical ela seja, pode ser &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;transformada&lt;/span&gt; em comodidade e ser vendida ou comprada como refrigerante barato, como será &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;possível&lt;/span&gt; que vocês saibam o que é arte real? quando toda &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;idéia&lt;/span&gt; politica tem que se tornar segura e ser categorizada só para que possam ser definidas( e vendidas?) por "jornalistas" que só visam a venda de suas publicações e seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;salários&lt;/span&gt;, como será que nós podemos  mostrar a seriedade dessa situação?quando a utilidade de cada canção gravada é acumular lucro para gravadoras que se esforçam para matar tentativa de espontaneidade e criatividade, como eles esperam que criemos?&lt;br /&gt;quando cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;show&lt;/span&gt; feito é só mais um tijolo na parede entre as pessoas, entre "fãs" e "estrelas", quando ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;invés&lt;/span&gt; de nos comunicarmos ou de interagirmos nós somos forçados a nos tornar nada alem de consumidores e produtores.quando &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;pessoas&lt;/span&gt; são glorificadas como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;gênios&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;ídolos&lt;/span&gt; só porque fazem musica ou escrevem livros ou qualquer coisa  igualmente chata e "cultural",quando a crença mais amplamente difundida é a de que a sua criação é mais importante que a tomada de parte dessas pessoas na vida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;cotidiana&lt;/span&gt;...o que isso diz ao resto de nós e o que isso diz sobre o sistema em que vivemos?quando continuamos a sustentar o mito da auto-realização burguesa dizendo que qualquer um pode fazê-lo,desde trabalhe duro, ou pegue uma guitarra, nós sustentamos o sonho de trabalhos bons &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;versus&lt;/span&gt; trabalhos ruins(&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;rockstar&lt;/span&gt;= trabalho bom, trabalhador de fábrica =trabalho ruim)sendo assim, nós também apoiamos o sistema de classes e sua justificativa.Quando a nossa auto-proclamada elite nos fala sobre cultura, a cultura  que nos ilude quando nos faz crer que haja somente isso como cultura, sem nenhuma consideração quanto aos sistema &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;econômicos&lt;/span&gt; e politico.quando nos tornamos só mais uma subcultura com todos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;só&lt;/span&gt; atributos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;corretos&lt;/span&gt;(?) ao invés de uma contra-cultura real, está na hora de morrer, de reavaliarmos a posição em que estamos.&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Refused&lt;/span&gt; acabou em 26 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Setembro&lt;/span&gt; de 1998 em Atlanta, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;Georgia&lt;/span&gt;, e em seu ultimo e fraco esforço para quebrar a linha de tempo linear que os meios modernos de produção nos forçam a seguir nós fizemos um ultimo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;show&lt;/span&gt; em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;Harrissonburg&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;Virginia&lt;/span&gt;, em 6 de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;Outubro&lt;/span&gt; de 1998. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;show&lt;/span&gt; foi interrompido pela policia local após termos tocado 4 músicas, quando estes acharam que era o bastante. Nós sabemos que eles estavam entre nós, mas isso nos trouxe um misto de espanto e alívio, quando percebemos que eles não conseguiram nos pegar antes do último &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;show&lt;/span&gt;. Então depois de 7 anos tentando, nós finalmente conseguimos produzir nosso próprio espaço de tempo frente a estrutura de poder capitalista. A multidão continuou a se manifestar um momento passional e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;vívido&lt;/span&gt; quando continuou a gritar "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;RATHER&lt;/span&gt; BE &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;ALIVE&lt;/span&gt;!"(n.d.e.:preferiria ficar vivo!!!)aos corruptos e desnecessários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;protetores&lt;/span&gt; da propriedade privada.&lt;br /&gt; E agora????nós continuaremos com cada tentativa , derrubar o sistema de classes, queimar os museus e estrangular essa grande mentira a que nós chamamos "cultura". nós continuaremos  com novos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_64"&gt;projetos&lt;/span&gt; e  novas forças fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para derrubar a estrutura capitalista que aliena todos de cada aspecto da vida e  da existência, esmaga a  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_65"&gt;reificação&lt;/span&gt; (n.d.t.: atitude que consiste em tratar conceitos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_66"&gt;abstratos&lt;/span&gt; como se fossem reais ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_67"&gt;objetivos&lt;/span&gt;.)que nos força a  vestir identidades e e regras ultrapassadas: nós continuaremos a  insistir na revolução &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_68"&gt;aki&lt;/span&gt;  e agora, e não naquele futuro vago e distante que todos os esquerdistas fundamentalistas e reformistas estão falando.Nós queremos que cada dia e cada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_69"&gt;ação&lt;/span&gt; sejam manifestações de amor, alegria,confusão e revolta. essa é a ultima vez que nós vamos dizer isto: NÃO IREMOS DAR ENTREVISTAS PARA REPÓRTERES &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_70"&gt;ESTÚPIDOS&lt;/span&gt; que ainda não nos deram nada daquilo procuramos, nós nunca vamos voltar a tocar juntos e também não  tentaremos glorificar ou celebrar o q fomos. Tudo o q &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_71"&gt;tinhamos&lt;/span&gt; a dizer foi dito &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_72"&gt;aqui&lt;/span&gt; ou em nossas músicas/manifestos/letras se eles não foram suficientes , &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_73"&gt;vcs&lt;/span&gt; não estarão satisfeitos com isto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_74"&gt;aqui&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_75"&gt;também&lt;/span&gt;: DE AGORA EM DIANTE O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_76"&gt;REFUSED&lt;/span&gt; EXIGE QUE TODOS OS JORNAIS QUEIMEM SUAS FOTOS (!!!) para que nunca mais sejamos torturados com memórias de um tempo que já passou e que o jornalismo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_77"&gt;decidamente&lt;/span&gt; fabricador de mitos e incompetente nos oferece. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_78"&gt;ao contrário&lt;/span&gt; de olhar pra trás, nós teremos tudo a ganhar olhando pra frente, e nada além do nosso tédio a perder.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_79"&gt;REFUSED&lt;/span&gt; ESTÁ MORTO! LONGA VIDA AO &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_80"&gt;REFUSED&lt;/span&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-7598741639251230183?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/7598741639251230183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=7598741639251230183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/7598741639251230183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/7598741639251230183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/12/porra-o-refused-t-morto-ltimo.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R21axp6pNlI/AAAAAAAAAB4/oyoCajVVpvc/s72-c/68paris3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-5702213545585010970</id><published>2007-12-01T14:45:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:06.020-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R1Hkthp1kBI/AAAAAAAAABs/80b47z7OEhk/s1600-R/d13-209.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R1Hkthp1kBI/AAAAAAAAABs/GJqK82kGAvU/s320/d13-209.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139140120585539602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Courier New;font-size:130%;"  &gt;&lt;center&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 192);"&gt;&lt;b&gt;O   Mistério&lt;br /&gt;da&lt;br /&gt;Fábrica&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;center&gt;Simone Weil&lt;/center&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;hr align="center"  width="100%" style="font-size:130%;"&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style=""&gt;Extraído da coletânea de textos de Simone Weil intitulada 'A Condição Operária e Outros Estudos sobre a Opressão', publicada pela editora Paz e Terra. Tradução de Therezinha Langlada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;hr align="center" size="4" width="100%"&gt;     I - &lt;i&gt;O mistério da máquina. &lt;/i&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;     Guihéneuf: como o operário não estudou matemática, a máquina é um mistério para ele. Só vê nela um equilíbrio de forças. Então se sente inseguro na frente dela. Ex.: o torneador que, tateando, encontrou uma ferramenta que permitia cilindrar, ao mesmo tempo, o aço e o níquel, em vez de trocar de ferramenta para passar de um metal a outro. Para Guihéneuf trata-se simplesmente de um corte; entra nessa em cheio. O outro vai com um respeito supersticioso. O mesmo acontece com uma máquina que não dá certo. O operário vai ver que é preciso introduzir nela uma ou outra coisa... mas muitas vezes ele faz um conserto que, fazendo-a andar, condena-a a um gasto mais rápido ou a um novo enguiço. O engenheiro? - Nunca. Mesmo se ele não se serve nunca do cálculo diferencial, as fórmulas diferenciais aplicadas ao estudo da resistência dos materiais lhe dão uma idéia precisa de uma máquina enquanto jogo determinado de forças.     A prensa que não funcionava e Jacquot. É claro que para Jacquot essa prensa era um mistério, bem como a causa que a impedia de funcionar. Não tanto como fator desconhecido, mas em si mesma, de alguma forma. Ela não anda... Como se fosse uma recusa da máquina.&lt;br /&gt;  O que não entendo nas prensas: Jacquot e a prensa que dava 10 golpes seguidos. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;     II - &lt;i&gt;O mistério da fabricação. &lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    É claro, o operário ignora o uso de cada peça: 1) a maneira como se ajusta às outras; 2) a sucessão das operações por que passa.; 3) o uso final do conjunto.&lt;br /&gt;  Mas, tem mais: a relação de causas e efeitos no interior do próprio trabalho não é apreendida.&lt;br /&gt;  Não há nada de &lt;i&gt;menos&lt;/i&gt; instrutivo que uma máquina... &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;     III - &lt;i&gt;O mistério do "jeito de mão".&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;    Circuitos dos quais tive de tirar os cartões. No princípio não sabia separá-los com macetadas. Nessa altura fiz raciocínios sobre o princípio da alavanca, o que não me adiantou nada... Depois aprendi muito bem, mas sem nunca ter percebido nem como aprendi, nem como estou fazendo.&lt;br /&gt;  Principio essencial da habilidade manual do trabalho na máquina (e fora dela?) mal expresso. Que cada mão faça apenas &lt;i&gt;uma&lt;/i&gt; operação simples. Ex. O trabalho sobre faixas metálicas: uma das mãos empurra, a outra apoiada na trave. Placas de metal: não segurar com a mão; deixar pousar sobre a mão, apoiar em direção à trave com o polegar. Fita de polimento: apoiar com uma das mãos, puxar com a outra, deixar a fita rodar a peça, etc. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;     &lt;i&gt;Transformaçôes desejáveis. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  Máquinas-ferramentas diversas lado a lado numa mesma seção. A montagem ao lado. A &lt;i&gt;disposição&lt;/i&gt; da fábrica de forma que dê a cada trabalhador uma visão de conjunto (isso, evidentemente, supõe a supressão do sistema dos reguladores).&lt;br /&gt;  Especializações degradantes:&lt;br /&gt;  Do operário - da máquina - das partes de fábricas (dos engenheiros?) &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;     &lt;i&gt;Organização da fábrica. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;  Falta de tamboretes, de caixas, de latas de óleo.&lt;br /&gt;  Cronometragem fantasista. E são as tarefas miseravelmente pagas pelas quais a gente mais se cansa, porque todas as forças ficam tensas, até o extremo limite, para não pegar o "cartão amarelo". (Exemplo, convivência com Mimi, na terça da 7ª semana). A gente se esgota, se mata por 2 F. por hora. E não por estar realizando uma tarefa que requeira esse esgotamento; não, apenas por causa do capricho e da negligência do cronometrista. A gente se mata sem nenhum resultado, nem subjetivo (salário), nem objetivo (obra realizada), que corresponda ao sofrimento. Aí é que a gente se sente realmente escravo, humilhado até o mais íntimo de si mesmo.&lt;br /&gt;  Para cada tarefa há uma quantidade limitada - e fraca - de possíveis erros, suscetíveis, uns, de quebrar a ferramenta, outros, de matar a peça. No que diz respeito à ferramenta, só há mesmo alguns erros possíveis por categoria de tarefas. Seria fácil para os reguladores assinalar essas possibilidades às operárias para que elas tivessem alguma segurança. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;(De &lt;i&gt;La condition ouvrière&lt;/i&gt;)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-5702213545585010970?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/5702213545585010970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=5702213545585010970' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5702213545585010970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5702213545585010970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/12/o-mistrio-da-fbrica-simone-weil-extrado.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R1Hkthp1kBI/AAAAAAAAABs/GJqK82kGAvU/s72-c/d13-209.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-8244704630904814503</id><published>2007-11-29T03:00:00.001-08:00</published><updated>2007-11-29T03:00:54.735-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;É extremamente importante que todo incauto leia as seguintes diretrizes que guiam a missão de Paper St. 1531 Inc. e seus participantes:&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;         1º - Este é um site de ficção, que se passa em um mundo paralelo onde políticos são corruptos e os religiosos são fanáticos. Qualquer semelhança com a vida real é mera consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         2º - Conhecemos a constituição e sabemos que "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias.(Artigo 5, Inciso VI). Entendemos que isso inclui mesmo os cultos mais estranhos e as crenças menos populares.&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;     3º - O ponto em questão não será jamais qual a crença defendida pelo grupo. O importante não é saber no que nós acreditamos, mas sim em saber até quando você vai duvidar.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;     4º - Nenhum experimento ou sistema exposto aqui é válido para todas as pessoas em todos os períodos ou lugares. Alguns destes costumes ou práticas, como o uso de certas drogas ou práticas sexuais, ainda são ilegais em planetas primitivos.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;     5º - Nada aqui deve ser entendido, ou mesmo subentendido ou imaginado, como incitação ou apologia a qualquer crime, não importando o quão hipócrita ou irracional seja a sociedade que os definiu como crime.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;     6º - Em quase todas as sociedades existem tabus tribais ou restrições morais estabelecidas por sistemas de crenças, especialmente os de cunho econômico e sanitário, que, se contrariados, mesmo em forma puramente verbal, podem, levar uma pessoa à forca, à fogueira, ou em lugares e tempos mais hipócritas, à discriminação.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;     7º - Nossa página se exime de qualquer uso considerado (e/ou realmente) indevido de qualquer informação ou sistema explicado neste website, sejam estes consistentes ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim dessa forma deixemos o caos tomar conta.&lt;br /&gt;LIBERDADE, DIVERSIDADE E FALTA DE VERGONHA NA CARA&lt;br /&gt;trabalhe conosco: anyonejohndoe@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-8244704630904814503?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/8244704630904814503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=8244704630904814503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8244704630904814503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8244704630904814503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/extremamente-importante-que-todo_29.html' title=''/><author><name>John Doe</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15669413656567949097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-1392528252307885330</id><published>2007-11-28T19:33:00.001-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:07.403-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Refused'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R04zWjSMZtI/AAAAAAAAAA0/Aym5_niuUMw/s1600-h/e4-271.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R04zWjSMZtI/AAAAAAAAAA0/Aym5_niuUMw/s320/e4-271.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138100687398004434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Os vermes dos sentidos ponderam rapidamente a destruição. Vencer não é tudo, mas em nossa elitista e competitiva sociedade, é tudo o que conta. Bolinhos de arroz para o povo e caviar para os líderes que construíram nosso mundo ao redor de máquinas, dinheiro e matéria. Fomos deixados de lado no plano e nosso destino é definido pelo vendedor de carros usados ou pelo chefe da fábrica. Entediados, voltamos para casa de cabeça baixa e criatividade roubada como um efeito do lucro capitalista. Neste estado de delírio não há nada mais do que simples abstrações mentais da matéria e a crença de que o trabalho irá de algum modo "macht frei". A teoria que Marx reconheceu de Feuerbach, e agora nós, o povo, precisamos enxergar o espetáculo que nos liga inevitavelmente ao nosso "destino". Alienação não é comodidade, cifras, estatísticas ou faz-de-conta, mas uma ferramenta bastante real de opressão e reclusão. Se não pudermos tirar nossa parte então não devemos tomar parte. As faculdades do crânio são mais uma dimensão daquilo que está nos extinguindo. O imperialismo no terceiro mundo é dominante até mesmo em nosso gosto por bebidas e tira-gosto. Exauridos e cabisbaixos, co-operações dizem que o lucro é deles por direito e que o sangue espremido na África, América do Sul, Burma, dos países Bálticos e do Sul da Ásia não é nada mais do que interesse de mercado e "lei de oferta e procura". Seus produtos são a morte e eles são os vendedores da corrupção e do abuso de poder. Os negociantes de escravos do nosso tempo. Eles são a inquisição. As máquinas que devem ser paradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gire a maçaneta e espere pelo som libertador do êxtase e da revolução. Quem paga o locutor e quem controla as estações de rádio e quem dirige os selos musicais? Quem se beneficia com a des-politização da arte e da música e quem se beneficia com o limpo som da próxima maravilha pop? Quem controla os programas de auditório e quem paga o salário dos repórteres? Aqui e agora lhe oferecemos o gosto de nossa frequência de liberação, provida por nós para sua satisfação e excitação. Aqui é a rádio clash, 33 Revoluções Por Minuto, nosso paraíso de pensamentos e idéias. Ele poderia ser seu também, se você pudesse se deixar levar e girar a maçaneta e escutar e amar e cantar e pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R041yDSMZxI/AAAAAAAAABU/EijpQjfqVEg/s1600-h/e4-264.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R041yDSMZxI/AAAAAAAAABU/EijpQjfqVEg/s320/e4-264.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138103358867662610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aprisionados pelo ritmo mortal da linha de produção. Aprisionados pelas condições impostas pelo mercado capitalista. Aprisionados pelas necessidades da vida e forçados a tomar parte. Se estamos cansados é porque devemos estar e se estamos com fome é porque temos que estar e se estamos entediados é porque isto é esperado de nós. Entediados e acorrentados e aprisionados e mortos. Novas formas de campos de trabalho forçado são organizados e novas formas de esconder a monótona batida da escravidão são apresentadas. A condição preliminar exigida para propulsionar os trabalhadores ao status de "livres" produtores e consumidores de comodidades foi a violenta expropriação de seu próprio tempo. O espetacular retorno do tempo foi possível apenas após essa desapropriação de poder. Urbanismo é apenas o capitalismo tomando posse do ambiente natural e humano; se desenvolvendo logicamente em absoluto domínio, o capitalismo pode e deve recriar a totalidade do espaço em seu próprio cenário. Tempo, trabalho, ambiente e alegria, todos possuem suas normas estabelecidas pelos modernos meios de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desajeitado jovem toca o seu pôster e de relance olha o céu e as estrelas. O dia parece não ter fim e há um certo tom de inocência e brincadeira. O mantra será repetido e aprenderemos a obedecer e amar e idolatrar os poucos escolhidos. Hábitos inconcebíveis e então temos de viver. Ideais corrompidos e ecos do passado sobre idéias que uma vez foram verdadeiras brilham como intocáveis constelações. Mas somos todos estrelas, brilhando e queimando, cruzando as estradas procurando pela próxima parada e pela próxima pausa do tédio e da escravidão capitalista. E então existe a opção entre férias de verão vs. rotina punk. E então existe a cobiça pelo dinheiro e heróis caídos. "Estamos todos cansados de morrer". Então porque não tentar viver para variar e tornar aquela trêmula luz em uma resplandecente e brilhante criação através da realização de que você sabe tudo e de que você é você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo pintar para você um quadro sobre como eu me sinto? Essa situação da Arte vs. Vida e o presente elitismo dentro da burguesia. Os críticos mantém suas cabeças levantadas porque eles sabem do real sofrimento e do real trabalho enquanto nós temos as formas de comunicação e entretenimento de fácil acesso, trazidas a nós de forma simples para que as compreendamos. A falta de estimulantes dentro da arte, política e da vida fazem nossos padrões caírem e por isso nos contentamos com programas de auditório e MTV. Nós não somos estúpidos, mas e formos tratados como ingratos começaremos a agir como crianças. A falta de formas de expressão que nos desafiem e pensamentos em chamas e autoconfiança nos garante uma vazia e passiva natureza. Portanto, reclame a arte, tome de volta a alta cultura para o povo, o povo trabalhador, o povo vivo, e queime as galerias de arte, as finas construções e edifícios pertencentes a eles. Porque nós, diferente da burguesia, não temos nada a perder e portanto nossa expressão erá a única expressão honesta, nossas palavras serão as únicas desafiadoras e nossa arte será a única espressão revolucionária. Nós precisamos de um novo barulho e novas vozes e novas telas para nos tornarmos algo mais do que os últimos poetas de uma geração inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R0418zSMZyI/AAAAAAAAABc/ojnN4hA55-U/s1600-h/68crs.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R0418zSMZyI/AAAAAAAAABc/ojnN4hA55-U/s320/68crs.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138103543551256354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As credenciais com as quais o convocamos é apenas linguística jogada e arremessada como canções de descontentamento em chamas. O programa do partido Refused grita nem uma, nem duas, nem três, nem quatro, nem cinco, mas 6 ópios e 6 estruturas de mudança e 6 níveis de liberação. Não místicas, mas diretas e atrativas e enquanto gritamos "yeah!" você sentirá a mesma sensação melhor descrita por Thomas Paine: "Deixe que me chamem de rebelde e sejam bem-vindos, não me importo nem um pouco com isto; mas devo sofrer a angústia de demônios, se fizer de minha alma uma prostituta...". Aqui e agora e todo o tempo o toque místico e a óbvia mensagem. Contemple a sabedoria do programa do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pro (a favor) - ateste (testemunhe em favor). A hora é agora e ainda assim nos sentamos e esperamos que venha o agora que achamos precisar. O movimento de protesto tem fortes tradições e estamos longe de sermos os primeiros a reconhecer e usar o poder da música e das palavras de jovens poetas. Trememos pelo gosto dos dias desperdiçados e existe inspiração e clareza. Phil Ochs afirmou que "se tenho algo a dizer, direi agora" e ainda assim a música de protesto 68 é nada mais do que um pastiche, um projeto de sedução dos ecos que um dia encheram os corredores de repúblicas e dos quartos de garotos e garotas em uma era onde rebelião e revolta estavam presentes na arte e na música. Do primeiro ao último, do gosto da liberdade desejada às correntes da opressão, a arma do artista sempre tem sido utilizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Refused está morto foi o que a secretária eletrônica disse, parece que é isso aí!!! Eles já falaram merda demais sobre os ricos e sobre o governo, você ouviu o que aquelas bichas disseram em algum fanzine que alguma outra pessoa leu. Ouvi falar que eles são apenas um bando de garotinhos mimados de classe média que precisam levar umas porradas. Ingratos! Covardes! O Refused está morto guaw huydsas kjhds aowedde (sequência de luta). O Refused está morto por ordem do general postal assim como os panteras, mas dessa vez é verdade pois a SAPO grampeou seus telefones e a polícia de Umea invadiu suas casas e eles devem estar mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está pronto/a, baby? Para a forma do punk a vir. Pegue todo o equipamento e nos encontraremos no show. É horrível que alguém tão belo se importe. Todos reconhecemos a deixa do programa gritando do fundo de seus pulmões que "Estamos todos bem vestidos e temos um lugar para onde ir." Como os garotos rebeldes do swing dos anos 40 ou os jazzistas loucos dos &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R042LzSMZzI/AAAAAAAAABk/4H1j1ycCT7w/s1600-h/capital.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R042LzSMZzI/AAAAAAAAABk/4H1j1ycCT7w/s320/capital.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5138103801249294130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;anos 50 ou os mods estilosos dos anos 60, todos precisamos reconhecer que estilo, em oposição à moda, é necessário para desafiar o conservadorismo das culturas adolescentes forçadas sobre nós. Estritamente dentro de nosso estilo, mas com um toque de elegância e liberdade e individualismo. O uniforme e a produção de desafios construtivos vem nas mais inesperadas formas, Ornete Coleman reinventou o jazz e nós precisamos de uma nova batida para dançarmos e para então poder perguntar para o seu parceiro: você quer sair comigo, me ver ajoelhar e sangrar? Este encontro às escuras poderá lhe levar a lugares desconhecidos e tudo será novo e assustador e vital. Mas de qualquer modo não há perigo algum em procurar, explorar. Gritar "sim!" nunca teve um gosto tão bom como agora, e você nunca teve um cavelheiro tão sedutor andando de mãos dadas com você. A nova histeria adolescente de barulho e beijos e política e louco entretenimento e diversão nua e batidas e livros e poesias e viagens e estilo. Nunca foi seguro viver em um mundo que nos ensina a respeitar a propriedade e a ignorar a vida humana. Então, largue seus pertences e emabarque neste trem, desenterre esse som estático e pense que talvez dessa vez exista apenas nós, os garotos, tocando até o fim do dia, apenas nós, derrubando estátuas e quebrando as vidraças do parlamento, só apra mostrar a eles quem tem o poder na verdade. Este encontro às escuras nos levará para onde quisermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sonho não dura para sempre. Imagine as pirâmides sendo habitadas por alienígenas e os escuros corredores e sonhos e anseios por melhores condições financeiras. O suor corre por seu pescoço e você corre e corre e corre, coração batendo, cabeça explodindo, vivo essa noite. As ruas nunca dormem, elas brilham, vibrando com os ecos de risadas e alegria, gritos e palavrões. Precisamos apenas tirar um tempo e ver o que ela pode nos oferecer e como podemos nos livrar deste tédio que o reino capitalista forçou sobre nós. Hoje podemos ser poderosos como Tannhäuser e podemos vagar excitados pelos laibirintos e curvas sabendo que a derivé é de fato potente. Então para onde vamos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa Apollo foi uma farsa ou assim dizemos. A maior mentira foi a economia de mercado que nos cegou com a glória da prosperidade e liberdade. As cartas foram dadas e nós todos perdemos, de joelhos sobre a terra esperando pela salvação e então olhamos e há pingos dourados do alvorecer funcionando como sagas orais, nos mantendo acorrentados, criando glória das mentiras que o espetáculo nos provê. E enquanto continuamos quietos, assistindo às novelas criadas para nos manter sangrando por nossos olhos e nos manter suspirando e concordando, ainda há esperança na bomba de petróleo e nela, a revolução. Pois na destruição e deposição há a certeza da salvação. Precisamos destruir o museu e seus velhos artefatos, precisamos demolir as estruturas de poder que escravizam e então na revolução podemos viver e estar vivos. Sim, este é o nosso hino e nosso louvor ao bravo e audaz estranho na noite, do trabalhador revotado à esposa nervosa. Esperança, revolução e dedicação. Lute fogo com fogo e tudo irá se queimar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Este manifesto é bem real."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFUSED em The Shape of Punk to Come&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-1392528252307885330?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/1392528252307885330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=1392528252307885330' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1392528252307885330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1392528252307885330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/os-vermes-dos-sentidos-ponderam.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R04zWjSMZtI/AAAAAAAAAA0/Aym5_niuUMw/s72-c/e4-271.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-2883480548744218727</id><published>2007-11-26T06:49:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:07.616-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifesto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teologia do novo barulho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Refused'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R0sisDSMZsI/AAAAAAAAAAs/XbAl-2zZz-Q/s1600-h/maio68_3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 259px; height: 317px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R0sisDSMZsI/AAAAAAAAAAs/XbAl-2zZz-Q/s320/maio68_3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137237940137387714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);font-family:Comic Sans MS;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; "&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Teologia do Novo Barulho&lt;/span&gt; é uma força resistente de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;violência e sedução&lt;/span&gt;. Já que o Espetáculo dos modernos meios de produção está matando a verdadeira criatividade, nós gostaríamos de trazer uma nova batida para que pudéssemos gritar junto dela, disfarçada sob as aparências da cultura popular. Dentro da esfera da alienação capitalista, cada aspecto de nossas vidas é controlado e manipulado, e precisamos usar o poder investido em nós para trazermos à tona a total destruição da indústria que nos apóia com sons idiotas e nada criativos. Raspado das paredes da Rue de Asas, o poeta desconhecido poderia ter arquitetado o impecável ensaio da anarquia linguística e precisamos dentro de nossos meios musicais reprojetar os pensamentos e meios oferecidos à nós pela pervertida indústria musical. Tirando o foco da relação produtor/consumidor e colocando-o na dialética e na comunicação, precisamos desafiar e nos tornar algo mais do que ítens nostálgicos. Precisamos obedecer nossas próprias leis e desejos, os da revolução e os da mudança e da imprevisibilidade. Precisamos aplicar o novo barulho à nossa vida cotidiana para fazer dela uma força verdadeiramente inspiradora.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sua arte não vale nada&lt;/span&gt;. Como uma cidade sem significado, não há esperança para sua criação. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refused-trecho do manifesto presente no disco "the shape of punk to come"&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);font-family:Comic Sans MS;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-2883480548744218727?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/2883480548744218727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=2883480548744218727' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/2883480548744218727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/2883480548744218727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/teologia-do-novo-barulho-uma-fora.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R0sisDSMZsI/AAAAAAAAAAs/XbAl-2zZz-Q/s72-c/maio68_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-7716052475697113734</id><published>2007-11-24T21:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:07.868-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R0kE0mp-5WI/AAAAAAAAAAc/WFa0BfFfu2c/s1600-h/palhaco2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R0kE0mp-5WI/AAAAAAAAAAc/WFa0BfFfu2c/s320/palhaco2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136642151769105762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Acho que eu perdi tempo demais da minha vida dando murro em ponta de faca , achando q isso fosse trazer alguma coisa que eu , imbecil ,fiquei igual um idiota esperando, e deixei o resto todo passar...como se&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;valesse a pena, perder uma vida toda com isso...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sim! Sim! Estou na categoria daqueles imbecis q perderam mais tempo com música pop que com a própria vida... Que acharam que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;seriam grande&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;coisa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;sabendo tocar (mau) algum instrumento,sabendo o nome daquele EP estúpido, que tinha aquela musica idiota que ninguém conhece..como se isso fosse trazer alguma coisa de útil pra vida de alguém...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Livros e música se tornaram uma fuga q acabou tomando mais espaço na minha vida q a própria vida... Como para uma bela quantidade de pessoas da minha geração creio eu... A bem dizer.. Eu me sinto como um idiota inútil... Desprovido de talento pra qualquer coisa que preste... Sim!Um idiota inútil!que não consegue nem tomar as rédeas da própria vida...sim..como um idiota apaixonado por um prostituta cara,que come seu tempo e dinheiro,mas que nunca vai retornar da forma que a besta quadrada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;espera...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Minha vida social é uma lástima... Acho q estou na lista de idiotas q achou q se fechar pra uma série de coisas,ser um babaca retraído de propósito ia fazer dele um Ian Curtis,um Kurt Cobain,ou um Thom York...Sendo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;que não!!isso nunca me serviu pra merda nenhuma...praticamente&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;já acho que essa merda&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;nunca vai me servir de nada...não tenho a mínima vontade de virar critico de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;música..que via de regra é um músico frustrado pronto pra jogar pedra no trabalho de quem conseguiu o que ele não conseguiu...não sei contar história s usando referencias da&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;música pop pra dar um colorido razoável como gente tipo o Nick Hornby faz...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Se você está começando a perder seu tempo, como eu, com essa maldita prostituta chamada música pop( ou qualquer outro nome que ela use) não perca seu tempo!não, você nunca vai ser bosta nenhuma com isso...nunca vai pegar ninguém por causa daquele EP daquela banda inglesa que ninguém nunca ouviu falar! Não vai ganhar dinheiro com isso!Não vai ser bosta nenhuma com isso!Isso só vai te fazer o cara esquisito que todo mundo&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;adora fazer de palhaço...o cara q nunca consegue nada..é melhor não perder seu tempo com a Puta da música pop...e tenho dito!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-7716052475697113734?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/7716052475697113734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=7716052475697113734' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/7716052475697113734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/7716052475697113734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/acho-que-eu-perdi-tempo-demais-da-minha.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/R0kE0mp-5WI/AAAAAAAAAAc/WFa0BfFfu2c/s72-c/palhaco2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-5922744287707628720</id><published>2007-11-18T16:51:00.000-08:00</published><updated>2007-11-18T16:57:59.883-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;small&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:180%;"  &gt;&lt;b&gt;O             Copyleft explicado às crianças&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;small&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/small&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:130%;"  &gt;Para tirar             de campo alguns equívocos&lt;small&gt; &lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;small&gt;&lt;br /&gt;          &lt;/small&gt;por Wu Ming 1 - traduzido para o português por &lt;a href="http://www.ebookcult.com.br/"&gt;eBooksCult.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;'Mas             se qualquer um pode copiar seus livros e fazê-lo sem comprá-los,             como vocês sobrevivem?' Esta pergunta é feita freqüentemente,             na maioria das vezes seguida desta observação: 'Mas o             copyright é necessário, é preciso proteger o autor!'.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Este             tipo de enunciado revela quanta fumaça e quanta areia a cultura             dominante (baseada no princípio da propriedade) e a indústria             do entretenimento conseguiram lançar nos olhos do público.             Nos media e nos encéfalos campeia a ideologia cunfusionista em             matéria de direitos autorais e de propriedade intelectual, apesar             do renascer dos movimentos e as transformações em curso             os estarem pondo em crise. Só aos sangue-sugas e aos parasitas             de toda espécie é cômodo fazer crer que 'copyright'             e 'direito autoral' são a mesma coisa, ou que a contraposição             seja entre 'direito autoral' e 'pirataria'. Não é assim.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Os           livros do coletivo Wu Ming são publicados com os seguintes dizeres:           'É permitida a reprodução, parcial ou total, da obra           e a sua difusão por via telemática para uso pessoal dos           leitores, desde que não com finalidade comercial'. Na base está           o conceito de 'copyleft' inventado nos anos Oitenta pelo 'free software           movement' de Richard Stallman e companhia e atualmente difundido em tantos           setores da comunicação e da criatividade, da informação           científica às artes.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;br /&gt;        &lt;table align="left" width="15%"&gt;            &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;               &lt;td&gt;&lt;img src="http://www.wumingfoundation.com/italiano/outtakes/gnu-head-sm.jpg" border="1" height="122" width="129" /&gt;&lt;/td&gt;            &lt;/tr&gt;          &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;          &lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;'Copyleft'           (denso jogo de palavras intraduzível em italiano&lt;a href="http://www.wumingfoundation.com/italiano/outtakes/paracriancas.html#n1"&gt;*&lt;/a&gt;) é uma filosofia que se traduz em vários tipos           de licenças comerciais, a primeira das quais foi a GPL [GNU Public           License] do software livre, nascida para proteger este último e           impedir que qualquer um (Microsoft, para mencionar um nome ao acaso) se           apossasse, privatizando-os, dos resultados do trabalho da livre comunidade           dos usuários (para quem não o sabe, o software livre tem           o 'código-fonte aberto', o que o torna potencialmente controlável,           modificável e aprimorável pelo usuário, sozinho ou           em colaboração com outros).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;        Se o software livre tivesse permanecido simplesmente em domínio           público, cedo ou tarde os rapaces da indústria o teriam           colocado sob suas garras. A solução foi &lt;i&gt;virar o copyright           pelo avesso&lt;/i&gt;, para trasformá-lo de obstáculo à           livre reprodução em suprema garantia desta última.           Em poucas palavras: ponho o copyright, uma vez que sou proprietário           desta obra, portanto aproveito deste poder para dizer que com esta obra           você pode fazer o que quiser, pode copiá-la, difundi-la,           modificá-la, mas não pode impedir outro de fazê-lo,           isto é não pode &lt;i&gt;apropriar-se&lt;/i&gt; dela e impedir sua circulação,           não pode colocar nela um copyright seu, porque ela já tem           um, me pertence, e eu te enrabo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Concretamente:           um cidadão comum, se não tem o dinheiro para comprar um           livro do Wu Ming ou não o quer comprar às escuras, pode           tranqüilamente fotocopiá-lo ou passá-lo por um scanner           com software OCR, ou - solução muito mais cômoda -           pegá-lo grátis do nosso sítio www.wumingfoundation.com.           Esta reprodução não é visando lucro, e nós           a autorizamos. Se em vez disso um editor estrangeiro quer fazê-lo           traduzir e comercializá-lo em seu país, ou se um produtor           cinematográfico quer fazer dele roteiro de um filme, neste caso           a utilização visa lucro, portanto estes senhores deverão           pagar (porque é justo que 'lucremos' nós também,           já que nós é que escrevemos o livro).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;        Voltanto à pergunta inicial: mas não perdemos dinheiro com           isso?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;           A resposta é um seco não. Cada vez mais experiências           editoriais demostram que a lógica 'cópia pirateada = cópia           não vendida' de lógico não tem mesmo nada. De outro           modo não se compreenderia como pôde o nosso romance &lt;i&gt;Q&lt;/i&gt;,           disponível grátis há mais de três anos, ter           chegado à duodécima edição e superado duzentas           mil cópias vendidas.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Em           realidade, editorialmente, quanto mais um obra circula, mais vende. Exemplos           dignos de respeito nos vêm dos USA - que seguramente são           um país obsessionado pela propriedade intelectual - e foram expostos           com cristalina precisão pelo meu colega Wu Ming 2 em um artigo           que você pode ler aqui: &lt;a href="http://www.wumingfoundation.com/italiano/Giap/giap2_IV.html#copyright1" target="_blank"&gt;http://www.wumingfoundation.com/ italiano/ Giap/ giap2_IV.html           #copyright1&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;        Mesmo sem incomodar o Massachussetts Institute of Technology, basta trocar           em miúdos o que acontece com nossos livros: um usuário X           se conecta ao nosso sítio e pega, digamos, &lt;i&gt;54&lt;/i&gt;; faz isso           do escritório ou da universidade, e quando imprime, não           gasta um centavo; lê e gosta; gosta tanto que decide dá-lo           de presente, e não pode fazer o papelão de dar de presente           uma resma de papel A4! Por isso, vai a uma livraria e compra. Uma cópia           'pirateada' = uma cópia vendida. Há quem tenha pego um livro           nosso e, depois de lê-lo, o deu de presente pelo menos seis ou sete           vezes. Uma cópia 'piratata' = mais cópias vendidas. Mesmo           quem não dá o livro de presente, porque está sem           dinheiro, como gostou do livro, fala dele por aí e cedo ou tarde           alguém o comprará ou fará como foi descrito acima           (download-leitura-compra-presente). Se alguém não gostar           do livro, pelo menos não terá gasto um tostão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;        Deste modo, como acontece com o software livre e com o Open Source, concilia-se           a exigência de uma justa compensação pelo trabalho           desenvolvido por um autor (ou mais genericamente de um trabalhador do           conhecimento) com a proteção da reproductibilidade da obra           (isto é do seu &lt;i&gt;uso social&lt;/i&gt;). Exalta-se o direito autoral           deprimindo o copyright, na cara dos que crêem que são a mesma           coisa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;        Se a maioria dos editores não se apercebeu ainda desta realidade           e ainda é convervadora em matéria de copyright, é           por questão mais ideológica que mercantil, mas acreditamos           que não tardarão a acordar. A editoração não           está em risco de extinção como a indústria           fonográfica: a lógica é outra, outros os suportes,           outros os circuitos, outro o modo de fruição, e sobretudo           a editoração não perdeu ainda a cabeça, não           reagiu com retaliações em massa, denúncias e processos           à grande revolução tecnológica que 'democratiza'           o acesso aos meios de reprodução. Há alguns anos           uma masterização de cd só a tinha à disposição           uma gravadora, hoje a temos em casa, em nosso computador pessoal. Para           não falar do &lt;i&gt;peer-to-peer&lt;/i&gt; etc. Esta é uma mudança           irreversível, frente à qual toda a legislação           sobre propriedade intelectual se torna obsoleta, vai em putrefação.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;        Quando o copyright foi introduzido, há três séculos,           não existia nenhuma possibilidade de 'cópia privada' ou           de 'reprodução sem fins de lucro', porque só um editor           concorrente tinha acesso às máquinas tipográficas.           Todos os demais só podiam ficar quietinhos e, se não podiam           comprá-los, simplesmente renunciar aos livros. O copyright não           era percebido como anti-social, era a arma de um empresário contra           um outro, não de um empresário contra o público.           Hoje a situação está drasticamente mudada, o público           não está mais obrigado a ficar quietinho, tem acesso ao           maquinário (computador, fotocopiadoras etc.) e o copyright é           uma arma que dispara na multidão.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;Haveria           ainda um outro assunto a tratar, muito mais importante: partimos do reconhecimento           da gênese social do saber. Ninguém tem idéias que           não tenham sido direta ou indiretamente influenciadas por suas           relações sociais, pela comunidade de que faz parte etc.           e então se a gênese é social também o uso deve           permancer tal qual. Mas este é um assunto muito longo. Espero ter           me explicado bem. Para esclarecimentos ulteriores: &lt;a href="mailto:giap@wumingfoundation.com"&gt;giap@wumingfoundation.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;        &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;           &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;                   &lt;div style="text-align: left;" align="left"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:85%;"  &gt;             (*)'Left (esquerda) pode se contrapor a right: direita, mas também             direito. Copyright seria, a uma só vez, direito de copiar, mas             também cópia de direita. Ainda mais, left pode ser o passado             de leave (deixar), significando cópia deixada, no sentido de             deixar copiar. Estes sentidos escapam também em português,             não apenas em italiano. Esses jogos de palavras, sintéticos,             são interessantes e, muitas vezes, exprimem melhor o pensamento             do que complexas expressões lineares. Nesta tradução,             por exemplo, fui muito (muito mesmo!) tentado a traduzir 'espiegato             ai bambini' por 'explicado aos miúdos', trocadilhando com nossa             língua comum, nem tão comum, de lusitanos e portugueses             d'aquém-mar:) - [NT]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-5922744287707628720?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/5922744287707628720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=5922744287707628720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5922744287707628720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5922744287707628720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/o-copyleft-explicado-s-crianas-para.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-8558640944837495081</id><published>2007-11-17T14:50:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:08.075-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='peças fonográficas'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/Rz9zhGp-5VI/AAAAAAAAAAU/r6wO0NG2InI/s1600-h/200px-TheShapeOfPunkToCome.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133949112785233234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/Rz9zhGp-5VI/AAAAAAAAAAU/r6wO0NG2InI/s320/200px-TheShapeOfPunkToCome.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;REFUSED:THE SHAPE OF PUNK TO COME&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos melhores discos gravados na segunda metade dos anos 90 do século XX, tanto pela musica quanto pelas ideias contidas nela,nas letras e no manifesto anexo ao disco...&lt;br /&gt;O título desse disco pode até soar meio &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;pretencioso&lt;/span&gt; á primeira vista, mas resume bem o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;espírito&lt;/span&gt; do disco de despedida desses suecos,ao mesmo tempo que faz referencia ao clássico de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Ornette&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Coleman&lt;/span&gt;, "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;the&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;shape&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;of&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;the&lt;/span&gt; jazz to come" de 1959.&lt;br /&gt;Um misto de música &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;eletrônica&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;hardcore&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;new&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;school&lt;/span&gt;,metal alternativo, ideias anarquistas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;situacionistas&lt;/span&gt;, visual mod, postura devastadora de palco...isso foi o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Refused&lt;/span&gt;...pelo menos durante esse disco..que foi a pá de cal na banda...que acabou durante a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;tour&lt;/span&gt; de divulgação ...&lt;br /&gt;tratando de temas como o papel revolucionário que a arte devia ter, alienação do homem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;através&lt;/span&gt; da divisão social do trabalho, a transformação do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;punk&lt;/span&gt; em arte &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;inócua&lt;/span&gt; e repetidora de fórmulas desgastadas, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;arquitetura&lt;/span&gt; das cidades modernas e seu papel como reforço das estruturas de poder e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;domínio&lt;/span&gt; social entre outros, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Refused&lt;/span&gt; foi uma das poucas bandas a ousarem em uma época que ousadia era artigo raro no mercado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;fonográfico&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;Essa é a forma que o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Punk&lt;/span&gt; hoje devia ter...pelo menos na minha estúpida opinião....&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;WE&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;NEED&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;NEW&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;NOISE&lt;/span&gt; REAL &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;ART&lt;/span&gt; FOR REAL &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;PEOPLE&lt;/span&gt;!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,204,255)"&gt;&lt;a href="http://rapidshare.com/files/37268713/Refused-2004-The_Shape_Of_Punk_To_Come-DVDA-gF.rar"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;DOWNLOAD&lt;/span&gt;:&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://page.to/come"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;MANIFESTO(EM INGLÊS)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-8558640944837495081?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/8558640944837495081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=8558640944837495081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8558640944837495081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8558640944837495081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/refusedthe-shape-of-punk-to-come-um-dos.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/Rz9zhGp-5VI/AAAAAAAAAAU/r6wO0NG2InI/s72-c/200px-TheShapeOfPunkToCome.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-8771080305724940675</id><published>2007-11-15T08:24:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T23:14:08.165-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/Rzxze2p-5UI/AAAAAAAAAAM/hCagdafmnVk/s1600-h/refused10.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/Rzxze2p-5UI/AAAAAAAAAAM/hCagdafmnVk/s320/refused10.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133104649200395586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A entrevista foi feita com uma das figuras mais interressantes da cena punk/alternativa sueca...Dennis Lyxzén!!figura central de bandas interressantes, revolucionárias e inteligentes como: Final Exit, Refused, (International) Noise Conspiracy e Lost Patrol Band... o entrevistador pergunta sobre suas duas bandas mais conhecidas, o  extinto REFUSED e o atual (INTERNATIONAL) NOISE CONSPIRACY, a relação  da sua musica com a politica e outros temas relevantes...&lt;br /&gt;   Aqueles que tiverem domínio da lingua inglesa e quiserem ler a entrevista no original, basta entrar no link no fim da entrevista...e desculpem a minha tradução porca!!&lt;br /&gt;  tudo bem que é sobre musica e etc..mas temmuita coisa ssbre coisas mais relevantes aqui nessa entrevista&lt;br /&gt;   enjoy! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drawer B:&lt;br /&gt;Com o Refused a embalagem das suas letras era tão furiosa quanto  o seu conteúdo, mas com o (International) Noise Conspiracy você tem que refinar seus uivos em uma roupagem mais bonita, em uma estrutura musical  mais tradicional, você acredita que o (international) noise conspiracy tenha a possibildade de ser uma ferramenta politica com um potencial tão forte quanto o Refused foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dennis Lyzxen:&lt;br /&gt;Eu acho que  a Conspiracy e uma manifestação mais potente e radical que que o Refused era. Essa é uma visão pré-concebida do que uma banda politica deve ser, de como deve soar, de como deve parecer, o que torna as limitações  desse estilo  de expressão muito limitado. Eu acho que com a Conspiracy nós tocamos com emoções diferentes do Refused, indo mais direto ao ponto e com foco mais claro, mas também sendo entretainers melhores e mais apaixonados.nós também estamos tentando encaixar no projeto a idéia de que música atualmente é algo irrelevante e a única coisa que importa, se estamos falando de um contexto politico, é o que você produz com ela. nós vemos a conspiracy como um projeto que não está limitado a culturas juvenis estúpidas mas como um projeto direcionado a todos que gostem de música e politica. mudança politica não tem nada a ver com as roupas que costumamos usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drawer B:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as platéias respondem/agem de acordo com a mensagem de vocês, quer concordem , quer não? Ou elas só gostam da música e esquecem sobre o que vocês falam?Ou então elas não estão nem aí pra isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dennis Lyzxen:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa mais importante a se perguntar é  o que podemos fazer  melhor e como podemos falar melhor de questões politicas e  não é absolutamente  possível ter a mínina noção de como as pessoas vão reagir.algumas dançam, outras ficam de saco cheio e algumas pessoas ficam realmente interessadas, mas   o importante é que ninguém deixa os nossos show sem saber  o que estamos fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drawer B:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que você espera fazer provocando um motim politico na cena punk/underground?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dennis Lyzxen:&lt;br /&gt;Nada...o punk não  importa, mas sim uma mudança  em uma escala  mais profunda. revolução não tem nada a ver com   estética/estilo  de vida ,mas pode estar  fundamentado naquilo que as pessoas são além disso(?). Então, a pergunta é essa aqui: Porquê tocar punk rock? Porque é o que conhecemos e de onde viemos, mas não nos contentamos com esse mundinho de politicas mesquinhas e regras pra liberdade. nós vamos tocar pra qualquer um que goste de nós ou pra qualquer um que nós achemos que mereçam. Nos limitar a uma cena/cenário não vai nos trazer nada. Mas há também um plano para fazer as pessoas pensarem que nada disso (zines, gravações ou shows) importa sem educação, organização e direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drawer B:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*há muitos truques da arrogância socialista e propaganda anarquista  e é  senso comum  que nada é mais inerentemente capitalista que o  rock n' roll. Como você justifica estar em uma banda que claramente é um produto vendável e te dizem pra vender esse produto na forma de performances ao vivo e videos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lyxzén&lt;br /&gt;Tudo está a venda e não há absolutamente jeito nenhum de anular o capital, mas se nós estamos tentando usar os meios que nós temos  a mão para destruir o que está a mão...Nós não vemos a  minima diferença entre trabalhar para um grande selo, uma fábrica, ou uma mercearia.nós somos todos trabalhadores escravizando o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drawer B:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos comentários do "Survival Sickness" você minimiza os efeitos de tocar  as músicas ao vivo ou até gravar  suas próprias idéias dizendo que a arte real reside em criar as idéias não em registrá-las. Você só está  brincando de advogado do diabo ou você realmente acredita que gravações e performances ao vivo estão mortas e enterradas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lyxzén:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, nossa critica  é que nada é criativo depois que já foi criado.Tudo bem que ver uma banda é legal, mas isso não tem nada a ver com processo criativo. Nós também temos que ver que as emoções que nós como banda damos para a platéia são emoções usadas que as pessoas pagam para tornar-se parte delas. Ao contrário de viver as emoções por si mesmas , eles as compram dos performers: assim, se adicionando a divisão(nde: social do trabalho?)  e ao mito do artista criativo e da multidão consumidora. E ainda , se nós fossemos acreditar ingênuamente que não podemos conseguir nada com música, nós fariamos como os situacionistas e  e parariamos de produzir arte. pelo contrário, nós pensamos de uma forma pragmática: NÓS TEMOS UMA IDÉIA, NÓS TEMOS UM VEÍCULO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drawer B:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio, que  sucesso não era a maior motivação do Refused , considerando o fato que a banda acabou na véspera do seu álbum de maior sucesso. Você não se arrepende de não ter explorado atenção para  atividades politicas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lyxzén:&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drawer B.:&lt;br /&gt;o "Shape of the Punk to Come" realmente não soa como uma banda que saia espalhando uma onda ou idéias. como um disco tão forte pode ter uma banda que "não estava mais nessa" por trás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lyxzén:&lt;br /&gt;esse que foi o lance- o álbum foi bom porque a banda estava a beira da implosão. nós estavamos cada um  em uma merda diferente, e nós conduzimos isso para nos mantermos juntos até esse disco, mas depois... nós sabiamos que era o fim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Drawer B:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você mencionou  algumas entrevistas atrás que tem um monte de bandas contentes em regurgitar  idéias de outras pessoas  e que falham em levar as coisas adiante. tem alguma banda atual que  faz o contrário e ganha a sua estima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lyxzén:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra dizer a verdade, não. Tem gente criando coisas incríveis, mas nenhuma  que faça a minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;drawer b:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a musica do  (International) Noise Conspiracy tem raízes no garage punk da década de 60 e chega perto do soul , como vocês se sentem carregando o rótulo e  sendo comparados às outras bandas punks? Será que a música por si mesma pode inspirar a revolução ou isso depende  só das letras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lyxzén:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emma goldman disse:"SE EU NÃO POSSO DANÇAR ESSA NÃO É A MINHA REVOLUÇÃO!" e A conspiracy é uma banda que é inteiramente baseada no soul e em dança e em paixão, nós acreditamos que qualquer revolução sem esses sentimentos será miserável, então se levarmos as pessoas a dançarem e então levarmos elas a viverem nem que seja por um momento...&lt;br /&gt;Esse é o porquê nós  tocamos uma música mais feliz e mais positiva que o a maioria do punk lá fora...ah! e nós nunca quisemos dizer que eramos originais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;retirada de:&lt;a href="http://www.blogger.com/www.drawerb.com/features/968871224.htm"&gt;www.drawerb.com/features/968871224.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução por Kaique Pimentel ( A.K.A Eu mesmo...) nenhum direito reservado...quem se achar no direito (ou no dever...) ROUBE, COPIE E DISTRIBUA PROS AMIGOS!!!!!!!!!!!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-8771080305724940675?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/8771080305724940675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=8771080305724940675' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8771080305724940675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/8771080305724940675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/entrevista-foi-feita-com-uma-das.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_BRNuKirqSv4/Rzxze2p-5UI/AAAAAAAAAAM/hCagdafmnVk/s72-c/refused10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-5687162069150112681</id><published>2007-11-08T04:23:00.000-08:00</published><updated>2007-11-08T04:25:30.723-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;Em meio ao que dizem por aí sobre pessoas, convívio social e comportamento, lamento discordar e chegar ao ponto de dizer que nada disso está certo. Não para mim, realmente estou tão antipático que ultimamente nem o que penso está sendo fácil para minha pouca sapiência, um temporal de idéias e pouca paciência para lhe dar com tudo o que vem acontecendo.&lt;br /&gt;Continuo com minha base de teorias infundadas e afirmando que tudo isso é culpa do acaso, óbvio e simples, talvez se dissesse diferente não acharia estar bem. Claro, não estou, nunca estive, e que tal para de escrever texto de auto-flagelação, reclamações e pensar em escrever coisas que outras pessoas gostariam de ler? Mas tudo é tão previsível que até o que digo se torna completamente monótono e chato às vezes.&lt;br /&gt;Isso não está sendo como realmente gostaria que fosse, mas enfim, acerte para que te elogiem e discorde para ver todos se voltando contra a você. Na verdade, no fundo, bem no fundo me considero uma pessoa mal realizada, sei porque mas prefiro deixar isso aos textos, tudo bem subentendido, algum dia fará um sentido a junção de tudo isso e talvez eu saiba o porque eu faço tudo isso. Gosto da alternativa básica para tudo, encho minha cabeça de bebidas, drogas e pressentimentos ruins, e acreditem funciona...&lt;br /&gt;Por mais que não queira, continuo me enchendo de esperanças, auto-ilusões e blábláblá e o final todos nós já sabemos bem.&lt;br /&gt;Por fim acabamos como nosso bom e velho amigo, John Doe, alguém que não liga muito para as coisas, sempre tem alguma resposta boa na ponta da língua para tudo isso, vivendo no anonimato, sabendo que ninguém dá a mínima para o que ele pensa e consequentemente não dando a mínima para isso. A única diferença é, bem, não sei qual a diferença, mas continuo achando John um pessoa muito bem resolvida, não tem amigos, não quer saber de namoradas pra ele o que importa, bebida e mais nada, assim penso, concepção errada? Não sei, concepção única, isso sim. O que sou? É mais fácil falar dos outros, meu maior erro é ainda continuar no amor, crença inútil até o momento. Acreditar em um dia que tudo pode dar certo, um otimismo pessimista e vão. Aaah quanta ingenuidade na minha pessoa, confesso, verdade. Que besteira você diz, que besteira você publica, que besteira você acredita, mas digo, porque não?!&lt;br /&gt;Tememos o que não sabemos e acreditamos no que tememos, esse é o ciclo natural das coisas, alguns acreditam em dinheiro, outros acreditam em sua parte que faz na sociedade eu apenas estou tentando acreditar em mim mesmo, já seria um grande passo para novas lutas.&lt;br /&gt;Isso! De um objetivo falho, uma desesperança crônica e outra, continuando com o mesmo medo, mas não perdendo a vontade de errar. Talvez o maior erro mas o maior crescimento que posso levar adiante. Isso sim é viver, minha vida não é excelente, minhas realizações não passam dos 2% mas meu rancor é muito maior do que isso, rancor que posso transforma-lo no que bem entender, e assim sigo vivendo. Sou mais um em milhões de “zes ninguém”, mas continuo a fazer barulho dentro de mim. Você se sente vivo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana;"&gt;&lt;a href="http://chaosmentalgeral.blogspot.com"&gt;chaosmentalgeral.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-5687162069150112681?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/5687162069150112681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=5687162069150112681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5687162069150112681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/5687162069150112681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/em-meio-ao-que-dizem-por-sobre-pessoas.html' title=''/><author><name>psychomantizz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12056584611868806377</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-1746122346628716875</id><published>2007-11-07T09:00:00.000-08:00</published><updated>2007-11-07T09:08:59.198-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Primeiro eu devo dizer...John Doe é como todos nós...um número em um estatistica q não diz nada sobre a realidade,uma parte do meio da pirâmide social...alguém que é confundido com todos os outros no meio da multidão em um centro de uma cidade grande qualquer do mundo, uma cara "comum",que faz todas as coisas "comuns", enfiado no TÉDIO que chamam vida "comum"...&lt;br /&gt;    John Doe é o homem enterrado até o pescoço em problemas triviais,  pagar as contas, ter algum dinheiro sobrando, não morrer de TÉDIO com uma vida tão banal...entre tantos outros problemas que todos nós temos....&lt;br /&gt;    John Doe não tem a cara do Brad Pitt,não é casado com uma Angelina Jolie,não é tão vaidoso quando David Beckham, não é "descolado" como Johnny Depp, não é um monte de coisas...aliás deveriamos inclusive perguntar:"o que john Doe pode dizer que é?"&lt;br /&gt;    John doe é o cara que morre de tédio no fim de semana por que não tem um centavo pra gastar ,john doe é alguém mais perdido que cego em tiroteio no meio de tanta coisa que ele não pode, que ele não quer,que ele não sabe como proceder...&lt;br /&gt;    John Doe vem do mesmo lugar que todos nós viemos..e vai para o mesmo lugar....&lt;br /&gt;    John Doe é um cara que tem um emprego  tão besta,mas tão besta, que um macaco bem adestrado poderia fazê-lo,John é um cara que faz uma faculdade besta e sem sentido,cercado de gente metida a besta,só por que tem q fazer um curso superior.&lt;br /&gt;    No fim das contas...John Doe é o tédio da vida moderna,John Doe é o inevitavel,John Doe SOU EU, John doe É VOCÊ,John Doe somos todos NÓS, completamente perdidos,sem conseguir ver alem  das  opções banais...Sim!no fim das contas todos somos John Doe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-1746122346628716875?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/1746122346628716875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=1746122346628716875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1746122346628716875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4886474958302189923/posts/default/1746122346628716875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paperst1531.blogspot.com/2007/11/primeiro-eu-devo-dizer.html' title=''/><author><name>kaique pimentel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05680297636017861097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/_BRNuKirqSv4/R3RObZ6pNtI/AAAAAAAAAC0/kad5N07K7bw/S220/LOSER.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4886474958302189923.post-7846587385605857128</id><published>2007-11-02T09:04:00.000-07:00</published><updated>2008-01-02T10:15:50.705-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='discursos'/><title type='text'></title><content type='html'>"Você não é o seu trabalho.&lt;br /&gt;Você não é o quanto tem no banco.&lt;br /&gt;Nem as roupas que veste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha não ter uma TV grande&lt;br /&gt;nem baixo colesterol&lt;br /&gt;nem um abridor elétrico de latas&lt;br /&gt;nem plano de saúde e dentário&lt;br /&gt;e muito menos uma casa de dois andares numa rua arborizada e filhos que só tiram A+.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas que você possui acabam te possuindo.&lt;br /&gt;Você só é realmente livre após perder tudo.&lt;br /&gt;Pois ai nao terá o que perder, e, em fim, encontrar-se-á livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes.&lt;br /&gt;Vejo todo esse potencial desperdiçado.&lt;br /&gt;A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas.&lt;br /&gt;Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis.&lt;br /&gt;Somos uma geração sem peso na história.&lt;br /&gt;Sem propósito ou lugar.&lt;br /&gt;Nós não temos uma Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Nós não temos uma Grande Depressão.&lt;br /&gt;Nossa Guerra é a espiritual.&lt;br /&gt;Nossa Depressão, são nossas vidas.&lt;br /&gt;Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astro do rock.&lt;br /&gt;Mas não somos.&lt;br /&gt;Aos poucos tomamos consciência do fato.&lt;br /&gt;E estamos muito, muito putos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não é o seu emprego.&lt;br /&gt;Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco.&lt;br /&gt;Nem o carro que dirige.&lt;br /&gt;Nem o que tem dentro da sua carteira.&lt;br /&gt;Nem a porra do uniforme que veste.&lt;br /&gt;Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós não somos especiais.&lt;br /&gt;Nós não somos uma beleza única.&lt;br /&gt;Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim falou Tyler Durden em "o clube da luta"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4886474958302189923-7846587385605857128?l=paperst1531.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paperst1531.blogspot.com/feeds/7846587385605857128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4886474958302189923&amp;postID=7846587385605857128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' 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